Nicolai Hartmann

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Nicolai Hartmann
Nikolajs Hartmanis
Nascimento 20 de fevereiro de 1882
Riga,  Letônia
Morte 9 de outubro de 1950 (68 anos)
Göttingen, Alemanha Alemanha Ocidental
Progenitores Mãe: Helene Hackmann
Pai: Carl August Hartmann
Alma mater Universidade de Tartu
Universidade Estatal de São Petersburgo
Universidade de Marburgo
Ocupação filósofo
Escola/tradição Neokantismo
Fenomenologia realista
Realismo crítico
Principais interesses Ontologia, metafísica, epistemologia, ética

Nicolai Hartmann (em letão: Nikolajs Hartmanis; Riga, Letónia, 20 de fevereiro de 1882 - Göttingen, 9 de outubro de 1950) foi um filósofo germano-báltico. Ele é considerado um dos principais representantes do realismo crítico[1] e um dos mais importantes metafísicos do século XX.

Vida e Obra[editar | editar código-fonte]

De origem étnica alemã, Hartmann nasceu em Riga, antigamente capital do Governorate da Livônia no Império Russo, atualmente Letônia, como filho do engenheiro Carl August Hartmann e sua esposa Helene, nascida Hackmann. Foi professor em Marburgo, Berlim e em Göttingen. Seus primeiros trabalhos orientam-se segundo o neokantismo da Escola de Marburgo. Posteriormente, altera sua posição teórica, sob a influência da fenomenologia de Edmund Husserl e das filosofias de Hegel, Max Scheler e Wilhelm Dilthey, embora não se prendesse a qualquer uma delas.

Caracteriza-se pelo esforço constante de repensar problemas filosóficos fundamentais, utilizando outras influências apenas para lançar luz sobre a natureza dos problemas tratados e sobre suas possíveis soluções. Sua filosofia é sistemática, no sentido de que se propõe a examinar os problemas básicos da filosofia em toda sua extensão, mas não no sentido de forçar esses problemas a entrar numa prévia construção metafísica. Trata-se de uma filosofia dos problemas e não um filosofia do sistema. Por isso, Hartmann pôde aproveitar também elementos do pensamento clássico, aliando pensadores que parecem tão distintos como Aristóteles e Hegel.

Foi um dos poucos pensadores do século XX que se preocupou com todas as disciplinas filosóficas, desenvolvendo não apenas um teoria do conhecimento e uma ontologia, mas também uma estética, uma ética, uma filosofia do espírito e uma doutrina de categorias na qual se insere a maior parte de suas investigações. Conclui que em toda teoria do conhecimento há elementos metafísicos e em toda metafísica há elementos gnosiológicos.[2]

No campo da ontologia, dedicou-se ao exame de diferentes tipos de categorias, tanto as que estruturam o mundo real quanto as que estruturam o mundo do espírito. Entre suas obras destacam-se:

  • Metafísica do conhecimento;
  • O problema do ser espiritual;
  • A filosofia do idealismo alemão;
  • Ontologia.

Discípulos[editar | editar código-fonte]

O filósofo português Delfim Santos foi aluno de Nicolai Hartmann na Universidade de Berlim. Entre 1936 e 1940, Hartmann orientou a preparação da sua tese de doutorado Conhecimento e Realidade, apresentada à Universidade de Coimbra.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. SCHNÄDELBACH, Herbert (1984). Philosophy in Germany 1831-1933. [S.l.]: Cambridge UP. 209 páginas 
  2. Nicolai Hartmann: Ethik. 4. Aufl., de Gruyter, Berlin 1962, 11

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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