Nicolau Alexandrovich, Czarevich da Rússia

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Nicolau Alexandrovich
Czarevich da Rússia
Casa Holsácia-Gottorp-Romanov
Nome completo
Nicolau Alexandrovich Romanov
Nascimento 20 de setembro de 1843
  Palácio de Alexandre, Tsarskoye Selo, Rússia
Morte 24 de abril de 1865 (21 anos)
  Nice, França
Enterro Catedral de Pedro e Paulo,
São Petersburgo, Rússia
Pai Alexandre II da Rússia
Mãe Maria de Hesse e Reno

Nicolau Alexandrovich Romanov (em russo: Николáй Алексáндрович Ромáнов; transl.: Nikolái Alieksándrovich Románov; Tsarskoye Selo, 20 de setembro; 8 de setembro no calendário juliano de 1868 — Nice, 24 de abril de 1865) foi herdeiro do trono russo desde o seu nascimento até à sua morte súbita em 186. Tinha a alcunha de Nixa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Tsarskoye Selo, sendo o filho mais velho do então czarevich Alexandre Nikolaievich (filho do czar Nicolau I da Rússia) e da princesa Maria de Hesse e Reno. Em 1855, o seu avô paterno morreu e o seu pai sucedeu ao trono como imperador Alexandre II da Rússia.

Nicolau em criança

Nicolau teve uma educação rigorosa e bastante isolada como futuro imperador da Rússia. Enquanto os seus irmãos mais novos viajavam com a mãe para a Alemanha ou França no inverno, Nicolau era deixado em São Petersburgo com os seus tutores e os bebés, demasiado novos para viajar.[1] Mesmo quando os seus irmãos começaram a entrar no exército ou na marinha, o jovem czarevich sempre permaneceu em casa. Alexandre II esforçou-se por encontrar tutores liberais para o seu filho mais velho, determinado a que as suas reformas no Império Russo continuassem mesmo depois da sua morte. A estratégia resultou, pelo menos no principio. 'Nixa' tornou-se um jovem de ideias progressistas, encantado pelos ideias de modernismo da Europa Ocidental.

Quando tinha treze anos, Nicolau participou no seu primeiro evento oficial, sendo um dos padrinhos no baptizado do seu irmão mais novo, Sérgio, em 1857.[2]

Um dos passatempos preferidos de Nicolau era coleccionar fotografias e postais da realeza europeia da época. Foi através deste interesse que, em 1860, recebeu o seu primeiro postal da princesa Dagmar da Dinamarca, na altura uma menina de doze anos. Com o tempo o czarevich começou a apaixonar-se pela princesa dinamarquesa, apenas pelas fotografias que recebia dela.[3]

Nicolau e Dagmar

No verão de 1864, pouco depois de iniciar a sua digressão educacional pela Europa, 'Nixa' chegou à Dinamarca para cumprir o seu objectivo de pedir a sua princesa em casamento. O momento em que a viu pela primeira vez foi descrito pelo próprio numa carta à mãe: Cheguei aqui como numa febre (...) Não sei descrever-lhe o que se apoderou de mim quando nos começamos a aproximar de Fredenborg [o palácio da família de Dagmar] e eu vi finalmente a doce Dagmar. Como posso eu descrevê-la? É tão bonita, directa, inteligente, vivida e, mesmo assim, tímida ao mesmo tempo. Ainda mais bonita na vida real do que nos retratos que vimos até agora.[4]

Nicolau ficou noivo da princesa Dagmar (mais tarde Maria Feodorovna, ao converter-se à Igreja Ortodoxa) nessa mesma visita. Ela era a segunda filha do rei Cristiano IX da Dinamarca e da princesa Luísa de Hesse-Cassel, bem como cunhada do príncipe de Gales, o futuro rei Eduardo VII. No entanto o noivado não passaria do outono.

Morte[editar | editar código-fonte]

Nicolau Alexandrovich

Em outubro de 1864, depois de celebrar o seu noivado com Maria junto da família da mãe em Darmstadt, Nicolau seguiu viagem para Itália com o objectivo de terminar a digressão educativa que tinha iniciado meses antes. Em Florença começou a sofrer subitamente de dores nas costas tão fortes que deixou de conseguir andar sem assistência. Ficou seis semanas de cama enquanto era submetido a dolorosos tratamentos para o que se pensava ser um abcesso espinal. Assim que pôde andar novamente foi enviado para Nice, França, onde a sua mãe se encontrava para fugir ao rigoroso inverno russo. Lá, os médicos franceses discordaram com o diagnóstico italiano, afirmando que a causa das dores do czarevich era reumatismo. Como forma de tratamento foram-lhe prescritas massagens.[5]

Foi tarde demais que se percebeu que o que Nicolau sofria era uma infecção generalizada que as massagens tinham ajudado a propagar por todo o corpo. Quando esta atingiu o seu cérebro, as esperanças de recuperação desvaneceram-se. Os restantes familiares foram chamados a França, mas não chegaram a tempo. Nicolau acabou por morrer no dia 24 de abril de 1865 em Nice. Para evitar problemas com os médicos franceses, a causa de morte avançada foi tuberculose, uma doença que tinha já atormentado o czarevich anteriormente. O seu corpo foi transportado de barco até São Petersburgo onde foi enterrado na Fortaleza de São Pedro e São Paulo.[6]

O seu tutor escreveu: Este era um jovem que personalizava todas as esperanças que um milhão de homens tinham no futuro. Este era o símbolo de tudo o que era adorado e sagrado para nós na terra.[7]

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Nicolau Alexandrovich em três gerações
Nicolau Alexandrovich Pai:
Alexandre II da Rússia
Avô paterno:
Nicolau I da Rússia
Bisavô paterno:
Paulo I da Rússia
Bisavó paterna:
Sofia Doroteia de Württemberg
Avó paterna:
Carlota da Prússia
Bisavô paterno:
Frederico Guilherme III da Prússia
Bisavó paterna:
Luísa de Mecklemburgo-Strelitz
Mãe:
Maria de Hesse e Reno
Avô materno:
Luís II, Grão-Duque de Hesse e Reno
Bisavô materno:
Luís I, Grão-Duque de Hesse e Reno
Bisavó materna:
Luísa de Hesse-Darmstadt
Avó materna:
Guilhermina de Baden
Bisavô materno:
Carlos Luís, Príncipe-Herdeiro de Baden
Bisavó materna:
Amália de Hesse-Darmstadt

Referências

  1. Zeepvat, 76
  2. Zeepvat, 76
  3. Zeepvat, 2
  4. Zeepvat, 3
  5. Zeepvat, 180
  6. Zeepvat, 180
  7. Zeepvat, 180

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ZEEPVAT, Charlotte, "The Camera and the Tsars", Sutton Publishing, 2004
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