Niculitza Delfina

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Niculitza Delfina
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação General
Principais trabalhos
  • Revolta valáquia em 1066
Religião Ortodoxia Oriental
Grécia bizantino no século X

Niculitza Delfina[1] (em grego: Νικουλιτζάς Δελφινάς; transl.: Nikoulitzas Delphinas[a]) foi um magnata bizantino e um senhor de Lárissa, na Tessália, ativo no século XI durante o reinado de Constantino X Ducas (r. 1059– 1067). Neto do governador Niculitsa e genro de Cecaumeno, sabe-se que quando jovem manteve o posto de protoespatário, embora sua posição oficial é desconhecida. Ele tinha uma fortaleza própria na Tessália e assistiu em 1066 a emergência da revolta valáquia e eslava na região, que ele prontamente informou ao poder imperial. Ao ser ignorado, retornou para sua região e foi forçado pelos revoltosos a liderá-los, porém acabou preso e enviado para Amaseia, na Ásia Menor.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Niculitza era neto de Niculitsa, o governador de Sérvia e arconte dos valáquios do Tema da Hélade. O genro de Niculitza foi o escritor Cecaumeno, cujo Strategikon é uma das fontes sobre ele e sobre a revolta.[2][3] Quando jovem, sabe-se que Niculitza manteve o posto de protoespatário, mas não se sabe se era uma posição oficial.[4] Além disso, ele tinha sua própria fortaleza com uma guarnição de soldados e era um dos mais poderosos senhores da Tessália.[5]

Os valáquios e eslavos da região começaram a planejar sua revolta em 1065, incitados pelos aumentos dos impostos e pela corrupção local. Quando Niculitza soube disso através de seus espiões,[6] ele foi até Constantinopla para avisar o imperador Constantino X Ducas (r. 1059–1067), que o dispensou e não tomou nenhuma ação.[5]

Ao retornar para casa, Niculitza assistiu ao crescimento do movimento e tentou dissuadir os rebeldes. Eles insistiram que Niculitza se tornasse seu líder, pois ele tinha uma fortaleza e um exército privado. Niculitza se recusou, pois seus dois filhos estavam na capital e ele temia pela segurança deles. Os rebeldes, porém, forçaram-no a assumir a liderança e a revolta começou.[5] O final da rebelião, por sua vez, se deu por meio de negociações, mas o imperador mesmo assim prendeu Niculitza e o manteve cativo em Amaseia, na costa do mar Negro na Ásia Menor.[2]

Notas[editar | editar código-fonte]

[a] ^ Seu primeiro nome é uma helenização do eslavo Niculica (Nikulica) ou Nicolica (Nikolica). Outras variações de seu sobrenome são Delfino (Delphinus) e a versão curta, Delfim (Delphin).

Referências

  1. Cecaumeno 1998, p. 211.
  2. a b Curta 2006, p. 280.
  3. Cheynet 1996, p. 168, 392.
  4. Cheynet 1996, p. 72.
  5. a b c Fine 1991, p. 216.
  6. Gardner 1897, p. 50.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cecaumeno, Giovanni (1998). Raccomandazioni e consigli di un galantuomo: Stratēgikon. Alexandria, Itália: Edizioni dell'Orso. ISBN 887694320X 
  • Cheynet, Jean-Claude (1996). Pouvoir et Contestations à Byzance (963–1210) (em inglês). Paris: Publications de la Sorbonne. ISBN 978-2-85944-168-5 
  • Curta, Florin (2006). Southeastern Europe in the Middle Ages, 500-1250. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 0521815398 
  • Fine, John Van Antwerp (1991). The Early Medieval Balkans: A Critical Survey from the Sixth to the Late Twelfth Century. Ann Arbor, Michigan: University of Michigan Press. ISBN 978-0-472-08149-3 
  • Gardner, A. (1897). «The Scottish Review». 29