Ninfeu

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Disambig grey.svg Nota: Para cidade da Anatólia, veja Ninfeu (Lídia).
Ninfeu de Zwinger, Dresda

Ninfeu (em latim: Nymphaeum; em grego: Νυμφαῖον; transl.: Nymphaion), na Grécia e Roma Antiga, era um antigo santuário consagrado às ninfas aquáticas. O termo originalmente foi aplicado para uma gruta natural com nascentes e córregos, tradicionalmente pensado como o local das ninfas, sendo mais tarde utilizado para uma gruta artificial ou um edifício monumental coberto com plantas e flores, esculturas, fontes e pinturas. Ele foi importante para o movimento arquitetônico de mosaicos de chão e muros e tetos abobadados do século I, sendo decorado com mosaicos geométricos frequentemente incorporando conchas, embora pelo final do século podia conter ambiciosas figuras subjetivas.[1]

Os ninfeus serviram como santuários, reservatórios e uma sala de reuniões, onde casamentos foram realizados.[2] Sua associação com as ninfas foi perdida no final do século IV, quando o termo designou meramente uma fonte. Além disso, em decorações de lugares públicos, ninfeus foram por vezes utilizados como átrios das igrejas, como aquele da Basílica A de Filipos datado de ca. 500, que tomou a função do tradicional do pequeno cântaro (fonte).[3]

No período romano, o ninfeu redondo (rotunda nymphaeum), emprestado de estruturas helenísticas como o Grande Ninfeu do Éfeso, tornou-se comum.[2] Ele comumente consistiu em um fonte monumental estabelecida contra um muro articulado com nichos, frequentemente decorados com colunas e estatuário. Sabe-se que existiam ninfeus em Corinto, Antioquia, Constantinopla e Roma, onde 20 foram identificados. De acordo com Notitia Urbis Constantinopolitanae de ca. 425, a cidade de Constantinopla à época contava com quatro ninfeus. Destes o mais importante era o Ninfeu Maior, que funcionou como um terminal para o Aqueduto de Valente no Fórum do Touro, que sobreviveu até pelo menos o século XVI.[3]

Referências

  1. Dunbabin 1999, p. 236-250.
  2. a b «Nymphaeum» (em inglês). Consultado em 10 de novembro de 2014 
  3. a b Kazhdan 1991, p. 1505.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dunbabin, Katherine M. D. (1999). Mosaics of the Greek and Roman world. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 0-521-00230-3