Nirnaeth Arnoediad

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Nirnaeth Arnoediad, nos contos escritos por J.R.R. Tolkien e que fazem parte da história de fundo (as lendas antigas) no livro [Nota 1] , O Senhor dos Anéis e que foram depois sintetizados por seu filho Christopher Tolkien, com ajuda de Guy Gavriel Kay, no livro póstumo O Silmarillion, foi uma batalha ocorrida na Primeira Era, envolvendo, de um lado, as forças dos elfos exilados de Valinor (uma espécie de paraíso na Terra), os elfos de Beleriand, seus aliados humanos e os anões das Montanhas azuis e, do outro lado, as forças de Angband, sujeitas a Morgoth (que corresponde, mais ou menos, a Satã na mitologia da Terra Média) constituídas de orcs, balrogs e um dragão, e, secretamente, de humanos traidores.

História interna[editar | editar código-fonte]

No 455o ano após a chegada dos elfos de Valinor a Beleriand, e após cerca de duzentos anos de cerco a Angband, e a forteleza de Morgoth em Beleriand, os elfos e seus vassalos humanos foram derrotados na Dagor Bragollach, a Batalha da Chama Súbita, quando Morgoth fez rios de fogo se despejarem pelo planalto de Ard-Galen, seguidos por Glaurung, o pai dos dragões, os balrogs e hordas de orcs.[P 1]

Nos anos que se seguiram, Beren, um dos sobreviventes do Povo de Beor, um dos três povos humanos aliados dos elfos, junto de Luthien, filha do rei élfico Thingol, conseguiram entrar em Angband e roubar um dos três Silmarill, que estava na coroa de Morgoth.[P 2]

Este feito deu ânimo para que os elfos e seus aliados humanos tentassem derrotar Morgoth e reestabelecer o cerco a Angband. Os planos eram coordenar um ataque em duas frentes: enquanto, no ocidente, os elfos liderados por Fingon atraíriam o ataque das forças inimigas, eles dariam um sinal, e seus inimigos seriam atacados, pelo oriente, pelas forças lideradas pelos sete filhos de Fëanor e seus aliados humanos e anões. Porém Morgoth já sabia destes planos, porque alguns dos novos humanos que haviam chegado a Beleriand já estavam, secretamente, em aliança com Morgoth.[P 3]

A batalha, ocorrida no 472o ano da Primeira Era, no início, transcorreu conforme os planos, porém as forças dos filhos de Fëanor demoraram a atacar, o que deu tempo de Morgoth lançar seu ataque contra Fingon. Quando finalmente estas forças entraram na batalha, Morgoth teve que esvaziar Angband, e pôs todas suas forças para conter o ataque em duas frentes.[P 3]

A aliança dos elfos, humanos e anões poderia ter vencido, se não fosse a traição dos humanos a serviço de Maedhros, o filho mais velho de Fëanor. A frente oriental foi a primeira a cair, e nela morreu Azaghal, o rei dos anões de Belegost, lutando contra Glaurung, porém este teve que fugir, ao ser cercado pelos anões de Belegost, que, depois, levaram o corpo do seu rei de volta para as montanhas, sem serem molestados por ninguém. Os sete filhos de Fëanor sobreviveram, porém perderam seus reinos e seus vassalos humanos.[P 3]

Na frente ocidental, Fingon caiu, lutando contra Gothmog, o mais importante dos balrogs, e ser atacado por trás por outro balrog. As últimas forças élficas da batalha conseguiram escapar porque Húrin e Huor, que haviam sido acolhidos por Turgon, rei de Gondolin, permaneceram lutando, deixando que os elfos fugissem em segredo para Gondolin.[P 3]

Huor foi morto, porém, por ordens de Morgoth, o último humano, Húrin, foi capturado vivo, porque Morgoth queria extrair dele o segredo da localização de Gondolin.[P 3]

Após a batalha, os humanos do norte de Beleriand foram todos escravizados, e permaneceram apenas três refúgios élficos: Doriath, reino de Thingol, o pai de Luthien, protegido pela magia de Melian, mãe de Luthien e as fortalezas secretas de Gondolin e Nargothrond.[P 4]

Fontes primárias[editar | editar código-fonte]

  1. J.R.R. Tolkien, O Silmarillion, editado por Christopher Tolkien com ajuda de Guy Gavriel Kay, Chapter 18, Of the Ruin of Beleriand and the Fall of Fingolfin
  2. J.R.R. Tolkien, O Silmarillion, editado por Christopher Tolkien com ajuda de Guy Gavriel Kay, Chapter 19, Of Beren and Luthien
  3. a b c d e J.R.R. Tolkien, O Silmarillion, editado por Christopher Tolkien com ajuda de Guy Gavriel Kay, Chapter 20, Of the Fifth Battle: Nirnaeth Arnoediad
  4. J.R.R. Tolkien, O Silmarillion, editado por Christopher Tolkien com ajuda de Guy Gavriel Kay, Chapter 21, Of Turin

Notas e referências

Notas

  1. Tolkien rejeitava que The Lord of the Rings fosse chamado de trilogia, por dois motivos: um deles, é que ele considerava a obra como um todo, e não separável em três partes distintas, e, em segundo lugar, que a divisão natural seria em seis partes, formando uma hexalogia, e não em três partes, conforme Letter 136, para Stanley Unwin, de 1953-03-24

Referências