Nordestina (Bahia)

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Disambig grey.svg Nota: Para algo relativo à região geográfica brasileira, veja Região Nordeste do Brasil. Para outros significados, veja Nordestino.
Nordestina
  Município do Brasil  
Símbolos
Brasão de armas de Nordestina
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Cajueiro"
Gentílico nordestinense
Localização
Localização de Nordestina na Bahia
Localização de Nordestina na Bahia
Mapa de Nordestina
Coordenadas 10° 49' 22" S 39° 25' 40" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Quijingue, Queimadas, Cansanção e Santaluz
Distância até a capital 340 km
História
Fundação 9 de maio de 1985 (35 anos)
Aniversário 9 de maio
Administração
Prefeito(a) Erivaldo Carvalho Soares (PSL, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 468,889 km²
População total (IBGE/2010[2]) 12 458 hab.
Densidade 26,6 hab./km²
Clima semi-árido
Altitude 331 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 48870-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,56 baixo
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 32 502,916 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 2 579,80
Outras informações
Padroeiro(a) São João
Website nordestina.ba.gov.br (Prefeitura)
www.camara.nordestina.ba.io.org.br (Câmara)

Nordestina é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2012 era de 12.458 habitantes.

Em local por denominado Fazenda Cajueiro, mais tarde Cajueiro, que alcançou rápido desenvolvimento, se formou o município hoje denominado Nordestina. Município criado com território desmembrado de Queimadas, por força de Lei Estadual de 9 de maio de 1985.

Distância 259 km de Salvador.

O acesso, a partir de Salvador, é efetuado pelas rodovias pavimentadas BR-324, BR-116, BA-120 num percurso total de 340 km.

História[editar | editar código-fonte]

Desde meados do século XIX, já nestas terras “desertas” há indícios que apontam para possíveis habitantes restritos a localidades distintas desta paisagem conferindo o seu caráter histórico e geográfico nacional. Por ocasião da ocorrência da Guerra de Canudos na Bahia suas paisagens já eram exploradas por viajantes que avançavam para o norte do estado. Em relato de “Cadernetas de anotações” o escritor nacional Euclides da Cunha mestre da obra “Os Sertões” menciona localidades pertencentes atualidades ao Município. Seus registros oficiais datam de 1937 porém existem fortes indícios da presença humana desbravando estas terras semeando as primeiras raízes de um processo imigratório que se manteve por muitos anos, resultando neste povoamento.

Em 1937, Tertuliano de Souza Pereira e Gregório Batista, resolveram construir duas casas numa fazenda comum para aventurar-se na produção da fibra do caruá e da casca de angico. A Fazenda Cajueiro localizava-se em Queimadas (Bahia) que vivia sob tensão e, pavor, pois havia há pouco tempo sido visitado por Lampião e seus cabras. Os colonizadores, entretanto, desafiaram o perigo e as dificuldades da seca e ali se fixaram para lutar pelo desenvolvimento da região.

Para melhorar a comercialização de sues produtos, construíram um armazém e casas comerciais e formou-se então um Povoado que foi denominado Bloco. Já em 1955 foi elevado à categoria de Vila, com o nome definitivo de Cajueiro. Mais que os pioneiros, outros homens também foram conquistados pelo sertão. Foi assim que a vizinha Monte Santo recebeu de Salvador, no início do século XX, o professor Luis de Castro Ribeiro Amambahy, que se casou na região. Com a família Amambahy já expandida, alcançando todo o território de Nordestina, surge o vereador Nélio Amambahy que, já em 1962 pretendia conseguir a emancipação política de Nordestina. Não obteve êxito, porém. A luta do povo continuou e, ao mesmo tempo, a localidade progredia. No dia 9 de maio de 1985, o então governador João Durval Carneiro assinava a Lei nº 4.449 criando oficialmente o Município de Nordestina. O Atual nome do município, deriva da sua localização na mesorregião do Nordeste Baiano.

Além da sede, possui também os importantes povoados de Mari, Jacu, Angico, Picada e Serra Branca e Monteiro. O principal elemento que compõe sua hidrografia é o Rio Itapicuru.

Administração[editar | editar código-fonte]

Eis alguns prefeitos que administraram a cidade:

  • Nélio Amambahy Ferreira 1986-1988
  • João Soares Moura 1989-1992
  • Nélio Amambahy Ferreira 1993-1996
  • Wilson Araújo Matos 1997-2000
  • Wilson Araújo Matos, Ito (PFL) 2001-2004
  • Geraldo Guimarães Alves (PFL) 2005-2008
  • Wilson Araújo Matos (PSDB) 2009-2012
  • Wilson Araújo Matos (PSB) 2013-2016
  • Erivaldo Carvalho Soares (PSL) 2017-2020

A Câmara de vereadores compõe-se por 9 vereadores. Alguns de seus Presidentes: Nely Amambahy Ferreira (1993-1994); Rubem da Silva Reis (1995-1996); Marivaldo Ferreira de Oliveira (1997-1998); José Marques Filho (1999-2002); Rubem da Silva Reis (2003-2004); João Vitorino Queiroz (2005-2008); Alonso Reis Moura e Silva (2009-2010); Marcos Batista de Souza (2011-2014); Marcos de Jesus Reis (2015-2016); Marivaldo Ferreira de Oliveira (2017-2018).

Economia[editar | editar código-fonte]

O Município possui histórico relevante sendo nele descobertos fósseis pré-históricos na década de oitenta e Jazida minerais de Ouro e Diamante sendo explorados até então. Atualmente uma Empresa denominada LIPARI MINERAÇÃO Ltda. ocupa-se da exploração do diamante em seu território.

Como fonte de renda, o município possui o Garimpo. No início dos anos 80, Nordestina recebeu os primeiros visitantes que reconheceram na região, um grande potencial para encontrar uma rocha conhecida como Kimberlito que é formada em erupções vulcânicas e, em alguns casos, transportam diamantes do interior da terra para superfície terrestre.

O município produz uma agricultura de subsistência de pequeno e médio porte. Apresenta, em pequena escala, a produção do Sisal. A Pecuária se desenvolve em média quantidade. O comércio é bastante diversificado e atende às necessidades da população local.

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 07 de agosto de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
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