Noruega

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Noruega
Reino da Noruega
Kongeriket Norge (bokmål)
Kongeriket Noreg (nynorsk)
Bandeira da Noruega
Brasão de Armas
Bandeira Brasão de armas
Lema:
Lema Real: Alt for Norge / Alt for Noreg
("Tudo pela Noruega")

Juramento de Eidsvoll (1814):
Enige og tro til Dovre faller
("Unidos até que as montanhas do Dovre venham abaixo")
Hino nacional: Ja, vi elsker dette landet
("Sim, nós amamos este país")
Gentílico: norueguês(esa)

Localização da Noruega

Localização da Noruega (em vermelho)
No continente europeu (em cinza)
Capital Oslo
59° 56′N 10° 41′E
Cidade mais populosa Oslo
Língua oficial norueguês (bokmål e nynorsk), sami (em oito municípios), kven (num município).
Governo Monarquia constitucional
 - Rei Haroldo V
 - Primeira-ministra Erna Solberg
 - Presidente do Storting Olemic Thommessen
Formação  
 - Unificação 872 
 - Constituição 17 de Maio de 1814 
 - Independência da Suécia 7 de Junho de 1905 
Área  
 - Total 385 155 km² (61.º)
 - Água (%) 7,0
 Fronteira Finlândia, Suécia e Rússia
População  
 - Estimativa de 2013 5 136 700[1] hab. (114.º)
 - Densidade 12 hab./km² (202.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2013
 - Total US$ 282,174 bilhões *[2]  (46.º)
 - Per capita US$ 55 398[2]  (4.º)
PIB (nominal) Estimativa de 2013
 - Total US$ 515,832 bilhões *[2]  (22.º)
 - Per capita US$ 101 271[2]  (3.º)
IDH (2012) 0,955 (1.º) – muito elevado[3]
Gini (2011) 22,3[4]
Moeda Coroa norueguesa (NOK)
Fuso horário CET (UTC+1)
 - Verão (DST) CEST (UTC+2)
Clima Oceânico, continental
Org. internacionais EFTA, OCDE, OTAN
Cód. ISO NOR
Cód. Internet .no; .sj e .bv1
Cód. telef. +47
Website governamental regjeringen.no

Mapa da Noruega

1 Foram atribuídos mais dois códigos, mas até à data ainda não foram usados: .sj para as ilhas de Svalbard e Jan Mayen; .bv para a Ilha Bouvet.[5]

A Noruega[6] (bokmål: Norge; nynorsk Noreg), oficialmente Reino da Noruega (em bokmål: Kongeriket Norge, em nynorsk: Kongeriket Noreg), é um país nórdico da Europa setentrional que ocupa a parte ocidental da Península Escandinava, a ilha de Jan Mayen e o arquipélago ártico de Svalbard, através do Tratado de Svalbard. A parte continental do país divide fronteira a leste com a Suécia e ao norte com a Finlândia e a Rússia. O Reino Unido e as Ilhas Faroe estão a oeste, através do Mar do Norte, a Islândia e a Groenlândia estão a oeste, através do mar da Noruega, e a Dinamarca fica próxima ao extremo sul do país, através do estreito de Skagerrak. A Ilha Bouvet e a Ilha de Pedro I são territórios dependentes (norueguês: Biland) da Noruega, mas não são considerados parte do Reino. A Noruega também reivindica uma parte da Antártida conhecida como Terra da Rainha Maud, uma reivindicação que foi reconhecida pela Austrália, França, Nova Zelândia e Reino Unido.[7] A extensa linha costeira da Noruega, de frente para o oceano Atlântico Norte e para o mar de Barents, é a casa de seus famosos fiordes.

A Noruega mantém o modelo social escandinavo, baseado na saúde universal, no ensino superior subsidiado e em um regime abrangente de previdência social. A Noruega foi classificada como o melhor país do mundo em desenvolvimento humano em todos os relatórios desde 2001 (com dados referentes entre 1999 e 2010)[8] Em 2009,[9] o país foi novamente classificado pela ONU como o melhor país do mundo para se viver.[10] [11] A Noruega também foi avaliada como o país mais pacífico do mundo em uma pesquisa realizada em 2007 pelo Índice Global da Paz.[12]

Apesar de ter rejeitado a adesão à União Europeia em dois referendos, a Noruega mantém laços estreitos com a UE e com seus países membros, bem como com os Estados Unidos. O país é considerado um participante de destaque na diplomacia e na cooperação internacional, tendo sido profundamente envolvido nos fracassados Acordos de Oslo e nas negociações de uma trégua entre o governo do Sri Lanka e os Tigres Tamil. A Noruega continua a ser um dos maiores contribuintes financeiros da Organização das Nações Unidas[13] e participa com as forças da ONU em missões internacionais, como no Afeganistão, Kosovo e Darfur.

Um estado unitário com subdivisões administrativas em dois níveis conhecidos como condados (fylker) e comunas (kommuner), a Noruega é uma monarquia constitucional hereditária e uma democracia parlamentar, com o Rei Haroldo V como seu Chefe de Estado. O povo Sami (lapões) tem uma certa dose de auto-determinação e influência sobre seus territórios tradicionais, através do Parlamento Sami e da Lei Finnmark. A Noruega é um dos membros fundadores da ONU, da OTAN (ou NATO), do Conselho da Europa e do Conselho Nórdico, além de ser membro do Espaço Econômico Europeu, da OMC e da OCDE.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Etimologistas acreditam que o nome do país significa "o caminho para o norte" (ou o "caminho do norte"), que em nórdico antigo teria sido nor veg ou *norð vegr. O nome nórdico antigo para Noruega era Noregr, o anglo-saxão Norþ weg e latim medieval Northvegia. O nome oficial do Reino da Noruega em bokmål é Kongeriket Norge, enquanto que em nynorsk é Kongeriket Noreg, ambos apenas um par de letras retiradas do termo original "caminho do norte": Nor(d)-(v)eg.

Por volta de 890 dC, Ohthere de Hålogaland distinguiu os noruegueses ("nordmenn", o povo de Norvegr) do povo sami e dos dinamarqueses. Enquanto ele identificava o povo sami por seu modo de vida nômade, os dinamarqueses ele identificava geograficamente ou politicamente. De acordo com Ohthere, os dinamarqueses dominavam Skagerrak e Kattegat, os corpos de água que separam a Dinamarca da península escandinava. Os noruegueses, por outro lado viviam no Mar do Norte, na costas do Atlântico, e estavam ligados às ilhas do Atlântico Norte. A Noruega de Ohthere cobria uma área muito menor do que a Noruega atual.[14]

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história e era viking[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes foram os membros da cultura ahrensburg (11 a 10 mil anos aC), que era uma cultura do fim do Paleolítico Superior durante o o último período de frio no final da glaciação Weichsel. A cultura é nomeado por conta da vila de Ahrensburg, 25 km (15,53 milhas) a nordeste de Hamburgo, no estado alemão de Schleswig-Holstein, onde flechas de madeira foram encontradas.[15]

A Era Viking foi caracterizada pela expansão e emigração de marinheiros vikings. Segundo a tradição, Haroldo Cabelo Belo (Harald Hårfagre) unificou os vikings em 872, após a batalha de Hafrsfjord em Stavanger, tornando-se o primeiro rei da Noruega unida. (A data de 872 pode ser um tanto arbitrária. Na verdade, a data real pode ser um pouco antes de 900).[16] O reino de Haroldo era formado, principalmente, por um Estado costeiro no sul da Noruega. Haroldo Cabelo Belo governou com mão forte e, de acordo com as sagas, muitos noruegueses deixaram o país para viver na Islândia, nas Ilhas Faroé, na Groenlândia e em partes da Grã-Bretanha e da Irlanda. As cidades irlandesas modernas de Dublin, Limerick e Waterford foram fundadas por colonos noruegueses.[17]

A mitologia nórdica foi lentamente substituída pela cristã nos séculos X e XI. Isto é em grande parte atribuído aos reis missionários Olavo Tryggvasson e Olavo, o Santo. Em meados do século X, Haquino, o Bom tornou-se o primeiro rei cristão da Noruega, apesar de sua tentativa de introduzir a religião ter sido rejeitada. Nascido em algum momento entre 963-969, Olavo Tryggvasson partiu com incursões na Inglaterra, com 390 navios. Ele atacou Londres durante esta invasão. Chegando na Noruega em 995, Olavo desembarcou em Moster.[18] Lá, ele construiu uma igreja que se tornou a primeira igreja cristã já construída em solo norueguês.[18] De Moster, Olavo navegou para o norte até Trondheim, onde foi aclamado Rei da Noruega por Eyrathing em 995.[18]

O feudalismo nunca desenvolveu-se na Noruega e na Suécia como aconteceu no resto da Europa.[19] No entanto, a administração do governo assumiu um caráter feudal muito conservador.[19] A Liga Hanseática forçou a realeza a ceder maiores concessões sobre o comércio exterior e a economia.[19] A Liga tinha esse poder sobre a realeza por causa dos empréstimos que tinha feito para a realeza e pela grande dívida que os reis carregavam.[19] O controle monopolista da Liga sobre a economia da Noruega exerceu pressão sobre todas as classes, especialmente para os camponeses, na medida em que não existia uma classe burguesa real na Noruega.[19]

União de Kalmar[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Haakon V, Rei da Noruega, em 1319, Magno Erikson, em apenas três anos, herdou o trono como rei Magno IV da Noruega.[20] Ao mesmo tempo, um movimento para fazer de Magno o Rei da Suécia foi bem sucedido.[20] ( neste momento ambos os reis da Suécia e da Dinamarca foram eleitos para o trono por seus respectivos príncipes.)[20] Assim, com a sua eleição ao trono da Suécia, a Suécia e a Noruega tornaram-se unidas sob o governo do rei Magno VII.[20]

Em 1349, a peste negra alterou radicalmente Noruega, matando entre 50% e 60% ​​de sua população[21] e deixou-a em um período de declínio econômico e social,[22] que deixou o país muito pobre.[23] Embora o taxa de mortalidade fosse comparável com a do resto da Europa, a recuperação econômica norueguesa levou muito mais tempo por causa da população pequena e dispersa do país.[22] Antes da peste, a população era de apenas cerca de 500 mil pessoas.[24] Após a praga, muitas fazendas ficaram inativas, enquanto a população aumentava lentamente.[22] Os inquilinos das poucas fazendas sobreviventes conseguiram barganhar com seus proprietários muito fortalecidos.[22]

O rei Magno VII governou a Noruega até 1350, quando seu filho, Haakon, foi colocado no trono como Haakon VI.[25] Em 1363, Haakon VI casou-se com Margarida, a filha do rei Valdemar IV da Dinamarca.[22] Após a morte de Haakon VI, em 1379, seu filho, Olavo IV, tinha apenas 10 anos de idade na época,[22] já tinha sido eleito para o trono da Dinamarca em 3 de maio de 1376.[22] Assim, a partir da adesão de Olavo ao trono da Noruega, a Dinamarca e Noruega entraram em uma união pessoal.[26] A mãe de Olavo e viúva de Haakon, a rainha Margarida, manteve as relações exteriores da Dinamarca e da Noruega durante a menoridade de Olavo IV.[22]

Margarida estava trabalhando em direção a uma união entre Suécia, Dinamarca e Noruega por ter Olavo como eleito para o trono sueco. Ela estava à beira de alcançar esse objetivo, quando Olavo IV morreu repentinamente.[22] No entanto, a Dinamarca fez de Margarida a governante temporária após a morte de Olavo. Em 2 de fevereiro de 1388, a Noruega seguiu o exemplo e coroou Margarida.[22]

A rainha Margarida sabia que seu poder estaria mais seguro se ela fosse capaz de encontrar um rei para governar em seu lugar. Ela então apostou em Érico da Pomerânia, neto de sua irmã. Assim, em uma reunião de todos os escandinavos realizada em Kalmar, Érico da Pomerânia foi coroado rei de todos os três países escandinavos. Assim , a política real resultou em uniões pessoais entre os países nórdicos, acabou trazendo os tronos da Noruega, Dinamarca e Suécia sob o controle da rainha Margarida, quando o país entrou para a União de Kalmar.[22]

Eras moderna e contemporânea[editar | editar código-fonte]

Imagens da Campanha da Noruega, durante a Segunda Guerra Mundial, em 1940.

Enfraquecida, entra sob domínio da Dinamarca e foi subordinada a essa até o fim das Guerras Napoleônicas, quando a conquista sueca sobre os dinamarqueses faz com que a Noruega entre em união pessoal com a Suécia (ver Reino da Suécia e Noruega). Apesar do poder ter ficado na mão dos monarcas suecos, a união foi igualitária, e os noruegueses desfrutaram de grande liberdade política e sociocultural, o reino teve duas línguas, o norueguês e o sueco, e duas capitais, Cristiânia (atual Oslo) e Estocolmo. A união teve fim pacificamente 91 anos depois, em 1905.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista leva a cabo a Operação Weserübung, que invade a Noruega e a Dinamarca simultaneamente em 9 de abril de 1940. A Dinamarca se rende, mas a Noruega, que possuía uma das maiores frotas marítimas europeias, bem como sua localização próxima à costa britânica, é manipulada pelos britânicos, que encaram a resistência dos noruegueses aos nazistas como crucial. Para tal, os ingleses e franceses enviam tropas para desocupar os principais portos do país e recuperar a marinha norueguesa do poder alemão. Durante dois meses de intensa resistência aos nazistas, tropas soviéticas entram em solo norueguês para atuarem contra os finlandeses na Guerra de Inverno, e enquanto cidades como Narvik, Oslo e Stavanger se viam entre o poder britânico e o nazista, cidades como Kirkenes e Vadsø eram disputadas pelos soviéticos e nazistas. Igualmente tensa era a situação na fronteira com a Suécia, que relutou em permanecer neutra, apesar das frequentes ameaças de invasão. Em 1949, a Noruega torna-se um dos membros fundadores da OTAN.

Na segunda metade do século XX, com o desenvolvimento da indústria do petróleo, a Noruega emergiu como um dos países mais desenvolvidos do mundo, fortaleceu sua moeda e desenvolveu políticas de bem estar social e sócio-democratas. A população norueguesa rejeitou duas vezes o convite de adesão à União Europeia, apesar de vários acordos existentes entre o bloco económico e o país.

Em 22 de julho de 2011, a Noruega foi atingida por dois ataques terroristas. Um dirigida à sede executiva do governo em Oslo e um em um acampamento de jovens organizado pela organização juvenil (AUF) do Partido Trabalhista Norueguês (AP) na ilha de Utøya em Tyrifjorden, Buskerud. Foram considerados os piores atentados das últimas décadas na Europa e mesmo na própria Noruega que nunca tinham presenciado nada assim.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área de 385 199 km², uma parte da qual se distribui por mais de 150 000 ilhas. Na área continental, predomina a paisagem de montanhas, platôs e fiordes. A Noruega possui uma fronteira territorial de 2 542 km, sendo 1 619 km com a Suécia ao leste, 727 km com a Finlândia ao nordeste e 196 km com a Rússia no extremo norte. Ao sul a Noruega se separa da Dinamarca pelo estreito de Skagerrak. A extensão aproximada do país, de norte a sul, é de 1 700 km.

O terreno glacial é formado em maior parte por platôs altos e montanhas ásperas, através dos quais aparecem vales férteis; possui pequenas e irregulares planícies, a linha costeira bastante recortada por fiordes e tundra ao norte.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da Noruega pode ser oceânico, continental, subártico e alpino, com verões amenos e invernos longos e rigorosos, com ventos fortes e alta precipitação de neve; porém, diferentemente dos outros países escandinavos, uma grande faixa litorânea do país à beira do Mar do Norte e do Mar da Noruega é aquecida pela corrente do golfo, fazendo com que apresente-se mesmo no mês mais frio, janeiro, regiões com temperaturas médias superiores a 0 °C, sendo mais comum precipitações em forma de chuva do que neve, como é o caso de Bergen, que em janeiro registra médias em torno de 2 °C. Já as ilhas Lofoten apresentam a maior anomalia climática positiva no que diz respeito à latitude, entretanto, na fronteira com a Finlândia no condado de Finnmark, os termómetros podem registrar 40 °C negativos entre dezembro e março. A mais alta temperatura registrada no país foi 35.6 °C em Nesbyen, enquanto a mínima foi -51.4 °C em Karasjok.

Loen, uma pequena vila na Noruega Ocidental

Demografia[editar | editar código-fonte]

Península Bygdøy em Oslo, a capital e maior cidade da Noruega.

A população da Noruega é de cerca de 4,9 milhões.[1] A maioria dos noruegueses são de origem norueguesa, um povo germânico setentrional.

Os lapões (povo Sami) tradicionalmente habitam as regiões central e norte da Noruega e da Suécia, bem como no norte da Finlândia e da Rússia, na península de Kola. Outra minoria nacional são o povo Kven, que são descendentes de povos de língua finlandesa, que se mudaram para o norte da Noruega entre os séculos XVIII e o século XX. Tanto os povos Sami e Kven foram submetidos a uma forte política de assimilação pelo governo norueguês do século XIX até aos anos 1970.[27] Por causa desta "processo norueguização", muitas famílias de ancestralidade Sami ou Kven agora se auto-identificam como étnicos noruegueses.[28]

Outros grupos reconhecidos como minorias nacionais da Noruega são os judeus, os skogfinns e os noruegueses e suecos romanis (um ramo do povo Romani).

Nos últimos anos, a imigração foi responsável por mais da metade do crescimento da população da Noruega. De acordo com o "Estatísticas da Noruega", um total de 61 200 imigrantes registrados chegaram ao país em 2007, 35% superior ao número de 2006. No início de 2010, existiam 552 313 pessoas de origem imigrante na Noruega (ou seja, imigrantes ou filhas de pais imigrantes), compreendendo 11,4% da população total. 210 725 eram provenientes de países ocidentais (União Europeia/Associação Europeia de Livre Comércio, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia) e 341 588 eram de outros países. Os maiores grupos de imigrantes, por país de origem, em ordem de tamanho, são poloneses, suecos, paquistaneses, iraquianos, somalis, alemães, vietnamitas e dinamarqueses.[29]

Os noruegueses de origem paquistanesa são o maior grupo minoritário visível na Noruega e a maioria dos seus 31 000 membros vivem em torno de Oslo. A população imigrante iraquiana tem demonstrado um grande aumento nos últimos anos. Após o alargamento da UE em 2004, também tem havido um afluxo de imigrantes da Europa Central e Oriental, especialmente da Polônia. O maior aumento, em 2007, foi de imigrantes da Polônia, Alemanha, Suécia, Lituânia e Rússia.[30] [31]


Religião[editar | editar código-fonte]

Religiões na Noruega (2013)[32]
Luteranismo
  
77,2%
Sem religião
  
12,9%
Outros cristãos
  
4,7%
Islamismo
  
2,4%
Humanismo
  
1,7%
Outros
  
1,1%

Os noruegueses são batizados como membros da Igreja da Noruega (Igreja Luterana), muitos permanecem na igreja do estado para usarem os serviços de batismo, crisma, casamento e funeral, ritos que têm forte legitimidade cultural na Noruega.

Cerca de 77%[33] dos noruegueses eram membros da Igreja Estatal da Noruega (Igreja Luterana da Noruega) em 1 de janeiro de 2012, uma queda de 1% em relação ao ano anterior e uma queda de quase 3% quando comparado com os dois anos anteriores. No entanto, apenas 20% dos noruegueses dizem que a religião ocupa um espaço importante em sua vida (de acordo com uma pesquisa recente da Gallup), fazendo da Noruega um dos países mais seculares do mundo (só na Estônia, Suécia e Dinamarca os percentuais de pessoas que consideram a religião um fator importante é menor).[34]

No início de 1990, estimou-se que entre 4,7% e 5,3% dos noruegueses frequentavam a igreja semanalmente.[35] Este valor caiu para apenas 2% em 2008, colocando a Noruega, na parte inferior da classificação da frequência à igreja na Europa.[36] Em 2010, o governo da Noruega informou ainda uma queda adicional na frequência à igreja em 2009.[37] [38]

Segundo o Eurobarômetro, uma recente, porém um pouco desatualizada, enquete de 2005 dizia que 32% dos cidadãos noruegueses responderam que "acreditam que existe um Deus".[39] Isso se alinha com outro estudo realizado pela Gustafsson and Pettersson (2002), segundo a qual 72% dos noruegueses não acreditam em um "Deus pessoal".[40]

Pouco mais de 10% da população não tem religião. Em 1 de janeiro de 2009, outros 9%, ou 431 000 pessoas, eram membros de comunidades religiosas independentes da Igreja da Noruega.[41] Outras denominações cristãs totalizam cerca de 4,9%[41] da população, a maior das quais é a Igreja Católica, que oficialmente contava com 57 348 membros em 2009.[42] Outros incluem os pentecostais (39.600),[42] a Igreja Luterana Evangélica Livre da Noruega (19.300),[42] metodistas (11.000),[42] batistas (9400),[42] ortodoxos (7700),[42] adventistas (5100),[42] assírios e caldeus, e outros . As congregações luteranas sueca, finlandesa e islandesa na Noruega tem cerca de 22.500 membros no total.[42]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Segundo a Constituição da Noruega, que foi aprovada em 17 de maio de 1814 e inspirada pela Declaração de Independência dos Estados Unidos e pela Revolução Francesa de 1776 e 1789, respectivamente, a Noruega é uma monarquia constitucional unitária com um sistema parlamentar de governo, onde no Rei da Noruega é o chefe de Estado e o primeiro-ministro é o chefe de governo. O poder é repartido entre os poderes legislativo, executivo e judiciário do governo, tal como definido pela Constituição, que serve como documento legal supremo do país.

A monarquia oficialmente retém o poder executivo, no entanto, após a introdução de um sistema parlamentar de governo, os deveres do monarca, desde então, tornaram-se estritamente representativos e cerimoniais,[43] como a nomeação formal e a demissão do primeiro-ministro e outros ministros do governo executivo. Assim, o monarca é o comandante-em-chefe das Forças Armadas da Noruega, a autoridade suprema da Igreja da Noruega, e atua como principal representante diplomático no exterior e um símbolo da unidade nacional.

Na prática, é o primeiro-ministro é responsável pelo exercício de poderes executivos. Desde a sua ascensão em 1991, Haroldo V da Casa de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg é o Rei da Noruega, o primeiro, desde o século XIV, que realmente nasceu no país.[44] Haquino Magno é o príncipe herdeiro legal e legítimo do trono e do Reino.

Storting, o parlamento norueguês.

Constitucionalmente, o poder legislativo é exercido pelo governo e pelo Parlamento da Noruega, mas o último é o legislador supremo e um corpo unicameral.[45] Uma proposição pode tornar-se lei por maioria simples entre os 150 representantes, que são eleitos com base na representação proporcional de 19 circunscrições para mandatos de quatro anos. Um adicional de 19 lugares ("lugares de nivelamento") são alocados em uma base nacional para fazer com que a representação no parlamento corresponda melhor com o voto popular.

Como resultado, atualmente há 169 deputados no total. Há também um limite de eleição de 4% para ganho de lugares de nivelamento no Parlamento. Como tal, a Noruega é fundamentalmente estruturada como uma democracia representativa. Chamado Storting, o que significa Grande Assembleia, os membros do Parlamento podem ratificar tratados e acusar membros do governo se os seus atos são declarados inconstitucionais, e como tal têm o poder de retirá-los do cargo em caso de um processo de impeachment.

A posição do primeiro-ministro, chefe de governo da Noruega, é atribuída ao membro do Parlamento que consegue a confiança de uma maioria no Parlamento, geralmente o líder atual do maior partido político ou através de uma coligação de partidos. No entanto, a Noruega tem sido governada por governos de minoria.

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Noruega mantém embaixadas em 86 países, enquanto 60 países mantêm uma embaixada na Noruega, todos eles na capital, Oslo.[46]

A Noruega é um dos membros fundadores da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), do Conselho da Europa e da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA). O país emitiu pedidos de adesão à União Europeia (UE) e aos seus antecessores em 1962, 1967 e 1992, respectivamente. Enquanto Dinamarca, Suécia e Finlândia obtiveram a adesão ao bloco europeu, o eleitorado norueguês rejeitou os tratados de adesão, em referendos realizados em 1972 e 1994.

Após o referendo de 1994, a Noruega manteve sua participação no Espaço Econômico Europeu (EEE), um acordo que concede o acesso do país ao mercado interno da UE, com a condição de que a Noruega implemente os atos legislativos, que são considerados relevantes da UE. Sucessivos governos noruegueses, desde 1994, solicitaram a participação em partes da cooperação da UE que vão além das disposições do acordo EEE. A participação sem direito a voto para a Noruega foi concedida, por exemplo, na Política de Defesa e de Segurança Comum, no Acordo de Schengen e na Agência Europeia de Defesa, bem como em 19 programas diferentes.[47]

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

As Forças Armadas da Noruega mantém cerca de 25 mil pessoas, incluindo trabalhadores civis . De acordo com planos de mobilização de 2009, a mobilização completa gera cerca de 83 mil combatentes. A Noruega tem conscrição (incluindo um treinamento de 6 a 12 meses de duração);[48] em 2013, o país tornou-se o primeiro na Europa e na OTAN a recrutar mulheres assim como homens. No entanto, devido à menor necessidade de recrutamentos após a Guerra Fria, que terminou com a dissolução da União Soviética, o número de recrutas é menor atualmente.[49] As forças armadas são subordinadas ao Ministério da Defesa norueguês. O comandante-em-chefe é o rei Haroldo V. Os militares noruegueses está divididos nos seguintes ramos: o Exército, a Marinha Real e a Força Aérea Real.

Em resposta por ter sido invadido pela Alemanha nazista em 1940, o país foi uma das nações fundadoras da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 4 de abril de 1949. Atualmente, a Noruega contribui na Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) no Afeganistão. Além disso, a Noruega tem contribuído em diversas missões para as Nações Unidas, a OTAN e para a Política de Defesa e de Segurança Comum da União Europeia.[50]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Mapa geopolítico da Noruega, mostrando os fylker e as ilhas de Svalbard e Jan Mayen, partes do reino norueguês.
# Brasão Condado Centro administrativo Municipalidade mais populosa
1 Østfold våpen.svg Østfold Sarpsborg Fredrikstad
2 Akershus våpen.svg Akershus Oslo Bærum
3 Oslo komm.svg Oslo City of Oslo Oslo
4 Hedmark våpen.svg Hedmark Hamar Ringsaker
5 Oppland våpen.svg Oppland Lillehammer Gjøvik
6 Buskerud våpen.svg Buskerud Drammen Drammen
7 Vestfold våpen.svg Vestfold Tønsberg Sandefjord
8 Telemark våpen.svg Telemark Skien Skien
9 Aust-Agder vapen.svg Aust-Agder Arendal Arendal
10 Vest-Agder våpen.svg Vest-Agder Kristiansand Kristiansand
11 Rogaland våpen.svg Rogaland Stavanger Stavanger
12 Hordaland vapen.svg Hordaland Bergen Bergen
13 Sogn og Fjordane våpen.svg Sogn og Fjordane Leikanger Førde
14 Møre og Romsdal våpen.svg Møre og Romsdal Molde Ålesund
15 Sør-Trøndelag våpen.svg Sør-Trøndelag Trondheim Trondheim
16 Nord-Trøndelag våpen.svg Nord-Trøndelag Steinkjer Stjørdal
17 Nordland våpen.svg Nordland Bodø Bodø
18 Troms våpen.svg Troms Tromsø Tromsø
19 Finnmark våpen.svg Finnmark Vadsø Alta

Economia[editar | editar código-fonte]

Os noruegueses possuem o segundo maior PIB per capita nominal (depois de Luxemburgo) e o terceiro maior PIB (PPC) per capita do mundo. A Noruega também manteve o primeiro lugar entre todos os países do mundo no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) por seis anos consecutivos (2001-2006),[8] e depois recuperou essa posição em 2009.[9]

A economia norueguesa é um exemplo de uma economia mista, um país social-democrata com um estado de bem-estar social capitalista próspero, com uma combinação de atividades de mercado livre e de grandes propriedades estatais em determinados setores-chave. O Estado tem grandes posições acionistas nos principais setores industriais, tais como no estratégico setor de petróleo (Statoil), na produção de energia hidrelétrica (Statkraft), na produção de alumínio (Norsk Hydro), no maior banco norueguês (DnB NOR), e em telecomunicações (Telenor) . Através dessas grandes empresas, o governo controla aproximadamente 30% dos valores das ações na Bolsa de Valores de Oslo. Quando as empresas não cotadas na bolsa estão incluídas, o Estado tem participação ainda maior na propriedade (principalmente da participação direta em licenças de petróleo). A Noruega é uma nação voltada, principalmente, para a navegação e tem a 6ª maior frota mercante mundial, com 1 412 embarcações mercantes de propriedade norueguesa.

A produção de petróleo tem sido um importante setor da economia norueguesa desde os anos 1970.

Nas duas primeiras décadas após a Segunda Guerra Mundial, o país experimentou um rápido crescimento econômico devido ao transporte marítimo, a marinha mercante norueguesa e pela industrialização doméstica, já a partir da década de 1970 o crescimento foi resultado da descoberta de grandes jazidas de petróleo no mar do Norte e no Mar da Noruega. Hoje o país é classificado como o mais rico do mundo,[51] [52] [53] com a maior reserva de capital per capita do que qualquer outra nação. Em agosto de 2009 o fundo de riqueza soberana da nação anunciou que possuía cerca de 1% de todas as ações de bolsas de valores do mundo, provavelmente referindo-se a ações negociadas publicamente. A Noruega é o sétimo maior exportador de petróleo do mundo[54] e a indústria do petróleo representa cerca de um quarto do PIB do país.[55] Depois da crise econômica de 2008-2009, os banqueiros têm considerado a coroa norueguesa com uma das mais sólidas moedas do mundo.[56]

A Noruega também possui ricos recursos em campos de gás, hidroeletricidade, peixes, florestas e minerais. O país foi o segundo maior exportador de frutos do mar (em valor, depois da República Popular da China) em 2006.[57] Outras principais indústrias do país incluem a de processamento de alimentos, construção naval, metais, produtos químicos, mineração, pesca e produtos de papel.

Referendos em 1972 e 1994 indicaram que o povo norueguês desejava permanecer fora da União Europeia (UE). No entanto, a Noruega, a Islândia e Liechtenstein, participam do mercado único da União Europeia através do acordo do Espaço Econômico Europeu (EEE). O Tratado EEE entre os países da União Europeia e os países da Associação Europeia de Livre Comércio (AELC), transposto para a lei norueguesa "EØS-loven",[58] descreve os procedimentos de execução das normas da União Europeia na Noruega e em outros países da AELC. Isso faz da Noruega um membro altamente integrado na maioria dos setores do mercado interno da UE. No entanto, alguns setores, como petróleo, agricultura e pesca, não são inteiramente cobertos pelo Tratado EEE. A Noruega também aderiu ao Acordo de Schengen e de vários outros acordos intergovernamentais entre os estados-membros da UE.

A agricultura é um setor importante da economia, apesar da paisagem montanhosa (Flakstad).

O país é dotado com ricos recursos naturais, incluindo petróleo, energia hidrelétrica, peixes, florestas e minerais. Grandes reservas de petróleo e gás natural foram descobertas na década de 1960, o que levou a um boom na economia. A Noruega tem alcançado um dos mais altos padrões de vida no mundo, em parte, por ter uma grande quantidade de recursos naturais em relação ao tamanho de sua população. O Estado de bem-estar social norueguês faz atendimento público e gratuito de saúde, e os pais recebem 12 meses pagos de[59] licença maternidade. A renda que o Estado recebe a partir de recursos naturais inclui uma contribuição significativa da produção de petróleo e os rendimentos substanciais e bem gerido relacionados com este setor. A Noruega tem uma taxa de desemprego muito baixa, atualmente em 3,1%.[60] Os níveis de produtividade horária, bem como salário médio por hora na Noruega estão entre os maiores do mundo. Os valores igualitários da sociedade norueguesa garantem que a diferença salarial entre o menor trabalhador assalariado e o diretor executivo da maioria das empresas seja muito menor do que em economias ocidentais comparáveis. Isso também é evidente pelo baixo coeficiente de Gini do país.

O custo de vida na Noruega é cerca de 30% maior do que nos Estados Unidos e 25% maior do que no Reino Unido. O padrão de vida na Noruega está entre os maiores do mundo. A revista Foreign Policy classificou a Noruega, no Índice de Estados Falhados de 2009, como o país com melhor funcionamento e estabilidade do mundo. A continuação das exportações de petróleo e gás, uma economia saudável e a substancial riqueza acumulada, levam a conclusão de que a Noruega irá permanecer entre os países mais ricos do mundo em um futuro previsível.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

O ensino superior na Noruega é oferecido por uma série de sete universidades, cinco faculdades especializadas, 25 faculdades, bem como uma série de faculdades particulares. A educação segue a Declaração de Bolonha envolvendo os graus de licenciatura (3 anos), mestrado (2 anos) e doutorado (3 anos).[61] A aceitação é oferecida após concluírem o ensino secundário com competência geral do estudo.

A educação pública é praticamente livre, independentemente da nacionalidade,[62] com um ano letivo com dois semestres, de agosto a dezembro e de janeiro a junho. A responsabilidade final para a educação cabe ao Ministério da Educação e Pesquisa.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Devido à baixa densidade populacional, pela forma estreita do seu território e pelo longo litoral, o transporte público na Noruega está menos desenvolvido do que em muitos países europeus, sobretudo fora das cidades. Como tal, a Noruega tem uma tradição antiga de transporte aquático, mas o Ministério dos Transportes e Comunicações tem implementado nos últimos anos os transportes ferroviário, rodoviário e aéreo através de numerosas filiais a fim de desenvolver infraestrutura do país.[63]

Trem NSB tipo 73 na Estação Central de Oslo, a maior estação ferroviária do país.

A rede ferroviária principal da Noruega consiste em 4 114 km de linhas de bitola padrão, dos quais 242 km é via dupla e 64 km de alta velocidade (210 km/h). O transporte ferroviário transportou 56 827 000 passageiros, 2 956 milhões de passageiros por km e 24,783 milhões de toneladas.[64] A rede toda é de propriedade da Administração Ferroviária Nacional Norueguesa,[65] enquanto todos os trens de passageiros domésticos, exceto o trem expresso do aeroporto são operados pela Norges Statsbaner (NSB).[66] Várias empresas operam trens de carga.[67]

O investimento em novas infra-estruturas e manutenção é financiado pelo Estado[65] e os subsídios são fornecidos para as operações de trem de passageiros.[68] A NSB opera trens de longa distância, incluindo trens noturnos, serviços regionais e quatro sistemas de trem de passageiros em Oslo, Trondheim, Bergen e Stavanger.[69]

Aeronaves norueguesas e escandinavas no Aeroporto Internacional de Oslo.

Há aproximadamente 92 946 km de estradas na Noruega, dos quais 72 033 km são asfaltados e 664 km são auto-estradas.[70] Existem quatro níveis de itinerários rodoviários; municipal, nacional, distrital e privado. As rotas nacionais mais importantes são parte do sistema de estradas europeias, sendo as duas mais importantes a E6, indo do norte para o sul através de todo o país, e a E39, que acompanha a costa oeste. As estradas municipais e nacionais são geridos pela Administração Pública de Estradas da Noruega.[71]

Dos 97 aeroportos da Noruega,[70] 52 são públicos[72] e 46 são operados pela estatal Avinor.[73] Sete aeroportos recebem mais de um milhão de passageiros por ano.[72] 41.089.675 de passageiros passaram pelos aeroportos da Noruega em 2007, dos quais 13.397.458 eram internacionais.[72]

A principal porta de entrada por via aérea para a Noruega é o Aeroporto Internacional de Oslo,[72] localizado a cerca de 50 km ao norte de Oslo, com partida para maioria dos países europeus e alguns destinos intercontinentais.[74] [75] É um hub para as duas principais companhias aéreas norueguesas, a Scandinavian Airlines System[76] e a Norwegian Air Shuttle,[77] e para os aviões regionais da Noruega ocidental.[78]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Noruegueses desfilando em roupas tradicionais em frente ao Palácio Real de Oslo, em 17 de maio de 2005.

Entre os noruegueses famosos incluem-se o dramaturgo Henrik Ibsen; os exploradores Roald Amundsen, Fridtjof Nansen e Thor Heyerdahl, os pintores Edvard Munch, o compositor do romantismo Edvard Grieg, a banda de música pop internacional A-ha e os romancistas Bjørnstjerne Bjørnson, Knut Hamsun e Sigrid Undset, vencedores do Prémio Nobel de Literatura em 1903,1920 e 1928, respectivamente.

Os noruegueses celebram o seu dia nacional a 17 de maio, marcando o dia da Constituição da Noruega. Nesse dia, muitas pessoas vestem o bunad (trajes tradicionais) e a maioria assiste ou participa nas paradas do 17 de Maio que se realizam por todo o país. Os estudantes do último ano escolar também saem às ruas e festejam usando um tradicional macacão nas cores azul, branco e vermelho.

A mitologia nórdica também é parte importante da cultura do país, tendo influenciado diversos escritores de várias partes do mundo, como Tolkien, Neil Gaiman, Douglas Adams e Diana Wynne Jones. Os trolls fazem parte das canções, contos, ditados e crendices populares.

Como uma nação de fazendeiros e pescadores, a Noruega é famosa pela diversidade e simplicidade de sua culinária, muitas vezes associada ao bacalhau. Batatas e diversos tipos de peixes, pães, bagas, cereais e queijos são consumidos no país, alguns pratos e comidas típicas são o lutefisk, o gravlaks, o kransekake, o brunost e lompes.

Esporte[editar | editar código-fonte]

A Noruega se destaca nos Jogos Olímpicos de Inverno, já tendo sediado duas edições do evento, em 1952 e 1994.

Nos Jogos Olímpicos de Verão, até 2008 a Noruega conquistou 144 medalhas (54 de ouro), principalmente no iatismo e no tiro. Já nos Jogos de Inverno, até 2010 conquistou 303 medalhas (107 de ouro) — mais do que qualquer outro país — principalmente no esqui cross-country e na patinação de velocidade. A Noruega é um dos três únicos países do mundo (junto com a Áustria e Liechtenstein) que ganhou mais medalhas nos Jogos de Inverno do que nos Jogos de Verão.

Feriados[editar | editar código-fonte]

Os dias com restrições ao comércio, trabalho e eventos desportivos e outros são os da tabela que se segue.[79]

Data Nome em português Nome local Observações
1 de Janeiro Ano Novo Første nyttårsdag
Quinta-feira,
Festa móvel
Quinta-Feira Santa Skjærtorsdag
Sexta-feira,
Festa móvel
Sexta-Feira Santa Langfredag
Sábado,
Festa móvel
Sábado de Aleluia Påskeaften Os estabelecimentos, com algumas excepções, têm de fechar às 16h.
Domingo,
Festa móvel
Domingo de Páscoa Første påskedag
Segunda-feira,
Festa móvel
"Segundo dia de Páscoa" Andre påskedag
1 de Maio Dia do Trabalho Første mai Palestras políticas e demostrações.
17 de Maio Dia da Constituição Syttende mai Celebrado com desfile e música em todo o país.
Quinta-feira,
Festa móvel
Ascensão de Jesus Kristi himmelfartsdag
Sábado,
Festa móvel
Véspera de Pentecostes Pinseaften Os estabelecimentos, com algumas exceções, têm de fechar às 16h.
Domingo,
Festa móvel
Pentecostes Første pinsedag
Segunda-feira
Festa móvel
"Segundo dia de Pentecostes" Andre pinsedag
24 de Dezembro Véspera de Natal Julaften Os estabelecimentos, com algumas exceções, têm de fechar às 16h.
25 de Dezembro Natal Første juledag
26 de Dezembro "Segundo dia de Natal" Andre juledag

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  77. Norwegian Air Shuttle. Route Map. Página visitada em 2008-07-15.
  78. Widerøe. Våre destinasjoner. Página visitada em 2008-07-15.
  79. Lei dos dias santos - em norueguês
    Lei dos dias 1 e 17 de Maio - em norueguês
    Estes dias também estão incluidos nesta lista publicada em português pelo Statistisk Sentralbyrå, o correspondente ao Instituto Nacional de Estatística

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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