Nossa Senhora Auxiliadora

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Nossa Senhora Auxiliadora
Estátua de Nossa Senhora Auxiliadora
Instituição da festa 1816
Venerada pela Igreja Católica
Festa litúrgica 24 de maio
Atribuições Protetora da família e do lar

Nossa Senhora Auxiliadora é uma das formas de devoção da Virgem Maria, entre os católicos romanos.

Devoção[editar | editar código-fonte]

Nossa Senhora Auxiliadora, cuja devoção remonta à vitória da armada cristã na Batalha de Lepanto, em 1571, comandada por Dom João da Áustria que, invocando o auxílio da Virgem, afastou o perigo maometano da Europa. Em agradecimento, o Papa Pio V, incluiu na Ladainha de Nossa Senhora o epíteto de Auxiliadora dos Cristãos.

A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi promulgada por Pio VII, no ano de 1816, tão logo foi libertado do cativeiro a ele imposto por Napoleão Bonaparte. O nome é bastante popular entre os católicos, sendo bastante usual como antroponímico. Em Porto Alegre o bairro Auxiliadora é nomeado em sua homenagem e em Campinas o Liceu Salesiano tem seu nome. O dia de Nossa Senhora Auxiliadora é comemorado em 24 de maio.

Oração[editar | editar código-fonte]

Santíssima e Imaculada Virgem Maria, nossa carinhosa Mãe e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço. Consagramo-vos o entendimento com os seus pensamentos, o coração com os seus afetos, o corpo com os seus sentidos e com todas as suas forças, e prometemos querer sempre trabalhar para dar a Deus uma grande alegria: a realização e felicidade de todas as pessoas.

Acolhei-nos todos sob o vosso manto, ó Maria Auxiliadora. Ajudai-nos a recorer a vós nas tentações, prontamente e com confiança. Fazei que a vossa lembrança tão boa, tão cara, tão amável, e a recordação do amor que tendes para com vossos devotos nos conforte, e nos faça vencedores, por meio do amor evangélico, dos inimigos do Reino, a fim de podermos, já nesta terra, viver o céu. Amém.

Padroeira[editar | editar código-fonte]

  • Nossa Senhora Auxiliadora é padroeira de Goiânia (Capital do estado de Goiás); Iporá, estado de Goiás; Bagé, cidade do sudoeste gaúcho; de Iraí, cidade do extremo norte do Rio Grande do Sul, de Santa Maria do Pará, cidade do nordeste paraense; de Colorado, cidade paranaense, Porto Velho (capital de Rondônia) e Rio Verde de Mato Grosso

Velas votivas em Bagé[editar | editar código-fonte]

Em 1943, o padre Edgar Aquino Rocha, pediu para a população bageense, que escurecesse a cidade e deixasse apenas uma vela na janela em alusão aos bombardeios que estavam ocorrendo por conta da 2ª Guerra Mundial. Ele também pedia que Nossa Senhora Auxiliadora trouxesse os pracinhas de Bagé de volta com vida. A atitude do padre deu início a esta tradição que faz votos de paz. Os anos passaram, as velas continuaram a ser acesas como forma de devoção à Nossa Senhora Auxiliadora. Até os dias de hoje, em Bagé, no dia 24 de maio, as janelas das residências são iluminadas com velas em homenagem à Padroeira.

O caso das velas da devoção[editar | editar código-fonte]

Um acidente automobilístico ocorreu no dia 12 de maio de 2011. Em torno das 5h da manhã, o motorista Daniel Dias Pereira saiu de Caçapava do Sul, na região central do Rio Grande do Sul, com mil velas divididas em dez caixas. Alguns quilômetros após deixar a cidade, na BR 153, ele perdeu o controle do carro numa curva e colidiu com um furgão, contra uma parede de pedras, que fica ao lado da estrada. O automóvel que ele conduzia teve perda total, mas o motorista nada sofreu, e nenhuma vela quebrou [1] .

Tem algo estranho em toda a história. As caixas vinham bem acondicionadas, mas se bateram, poderiam ter quebrado”, diz Daniel. “Tantas coisas acontecem, que não duvido de nada”, reflete.

Proprietária de uma loja em Bagé, a comerciante Adriana Caminha foi quem encomendou o carregamento de velas para revender à Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, que realizaria a procissão em homenagem à Nossa Senhora Auxiliadora no dia 24 de maio. “Quando fiquei sabendo que o carro tinha dado perda total, falei que só por um milagre as velas se salvariam”, contou [2].

O fato correu a cidade e, segundo a comerciante, aumentou a procura pelas velas. “A procura foi bem maior. Hoje em dia é tão raro um milagre. Essas velas já vieram bentas”, crê a comerciante.

Janelas de Maio[editar | editar código-fonte]

A prefeitura de Bagé lançou, em 2011, salientar o hábito da colocação de velas nas janelas no dia 24 de maio através do concurso “Janelas de Maio”. A comissão julgadora percorre as principais ruas e bairros da cidade observando as decorações mais criativas alusivas à Santa. Enfeitar janelas com velas acesas e vitrais coloridos são tradições que existem desde a década de 40 [3] em Bagé, assim como carregar velas acesas durante a procissão.

Procissão luminosa[editar | editar código-fonte]

Também em Bagé, nas noites de 24 de maio, após missa realizada na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, ocorre uma procissão em homenagem à Santa. Os milhares [4] de fiéis percorrem as ruas do centro da cidade, com a maioria carregando velas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Portal IG (24/05/2011). «Velas se salvam de acidente com carro e são disputadas por fiéis». Último Segundo. Consultado em 15 set 2011. 
  2. Jornal Minuano (23/05/2011). «As velas da devoção». Consultado em 15 set 2011. 
  3. Jornal Minuano (25/05/2007). «Bajeenses preservam antigos hábitos». Consultado em 15 set 2011. 
  4. Jornal Minuano (25/05/2007). «Procissão de ontem reuniu mais de cinco mil fiéis». Consultado em 15 set 2011. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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