Nossa Senhora Rainha

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Coroação da Virgem, de Diego Velázquez

Nossa Senhora Rainha é um dos títulos de Maria, mãe de Jesus segundo a Igreja católica. Maria é invocada como rainha doze vezes: Rainha dos anjos, dos patriarcas, dos profetas, dos apóstolos, dos confessores, das virgens, dos mártires, de todos os Santos, da paz, concebida sem pecado original e levada aos céus[1].

Nossa Senhora Rainha é festejada em 22 de agosto. Três das antífonas marianas mais conhecidas pelos cristãos invocam Maria com o título de Rainha: Salve Rainha, Regina Coeli e Ave Regina Coelorum. Entre estas, a mais conhecida é a Salve Rainha, composta por São Bernardo de Claraval, o último padre entre os padres latinos.

Contudo, ela não é considerada uma deusa pela Igreja Católica, nem pela Igreja Ortodoxa. Também, não faz parte da Santíssima Trindade, como alegam os islâmicos no Alcorão. Ela é venerada como Mãe de Deus, Theotokos, e Bendita entre todas as mulheres da terra.

A Base Bíblica[editar | editar código-fonte]

O Antigo Testamento celebra que a Rainha não é a esposa do Rei, mas sim sua mãe (em hebraico, ‘Gebi Rah’), pois os reis tinham muitas mulheres. Portanto, Betsabá era considerada a Rainha por ser mãe de Salomão, que era Rei (cf. I Reis 2,13-21).

Também o Salmo 45,9 nos mostra a Rainha dos Céus:

"Filhas de reis estão entre suas damas de honra: à tua direita está a RAINHA em ouro de Ofir...mesmo os povos mais ricos IMPLORARÃO TEUS FAVORES. Farei TEU NOME SER LEMBRADO EM TODAS AS GERAÇÕES: portanto os povos TE LOUVARÃO para todo o sempre."

A personificação desta Rainha como Maria é vidente já que em Lucas 1,48; Maria é a dita proclamada e lembrada entre todas as gerações.

Mas nenhuma das passagens citadas supera a mulher do livro do Apocalipse:

"Um sinal grandioso apareceu no céu, uma mulher vestida de sol, com a lua sob os pés, e com uma coroa de doze estrelas na cabeça... Ela deu à luz um menino, que há de governar as nações com um cetro de ferro... " (Ap. 12,1-5) 

Neste capítulo, eles deixam claro: estão falando da Mãe daquele que há de governar todas as nações com um cetro de ferro (Ap 12,5), Jesus. Portanto, estavam falando de Maria, muito embora também possa ser dada à Igreja este título. Quem usa uma coroa é uma Rainha, portanto, João vê Maria nos Céus com uma coroa, mostrando ser soberana.

Os protestantes não aceitam tal doutrina, e relembram que deusas pagãs eram chamadas de 'Rainha do Céu' no livro de Jeremias 7,18. Contudo, a Bíblia também chama Nabucodonosor, rei pagão da Babilônia, e Artaxerxes, rei pagão da Pérsia, com o título de 'Rei dos Reis' (cf. Dn 2,37; Ez 26,7; Esd 7,12); o que não impede que o título seja dado também à Cristo na Bíblia em Apocalipse 17,14; 19,16, e à Deus Pai em I Timóteo 6,15.

A Visão de Martinho Lutero[editar | editar código-fonte]

Martinho Lutero, pai do protestantismo, não tinha a mesma visão dos protestantes atuais. Ele aceitava muitas doutrinas mariológicas, como a perpétua virgindade de Maria. Ele também cria na superioridade de Maria entre todos os seres humanos, a não ser Cristo, e acreditava nela como sendo Rainha[2].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Origini e forme di un gesto devoto. In: Il nuovo Diario-Messaggero, 24 de maio de 2014
  2. Lutero, Martinho Lutero. LUTHER'S WORKS 36:208; 45:107 [S.l.: s.n.] 
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