Notícias Populares

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Sede do Grupo Folha em São Paulo, onde o jornal era criado e impresso.

Notícias Populares, também conhecido simplesmente como NP, foi um jornal que circulou em São Paulo entre 15 de outubro de 1963 e 20 de janeiro de 2001[1] e era conhecido por suas manchetes violentas[2] e sexuais. É considerado até hoje "sinônimo de crime, sexo e violência.[3] Seu slogan era "Nada mais que a verdade". O jornal era publicado pelo Grupo Folha, mesma empresa que publica os jornais Folha de S.Paulo e Agora São Paulo e publicava o jornal Folha da Tarde. Foi criado por Jean Melle, imigrante da Romênia. A decisão de extinguir o jornal foi tomada com o sucesso de programas de televisão como Aqui Agora, que usavam o mesmo estilo do jornal e reduziram o interesse do público pelo mesmo, e o Grupo Folha decidiu concentrar seu jornalismo popular no Agora São Paulo.[1]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

O jornal Notícias Populares atraiu muitos desafetos dentro do meio jornalístico, que acusavam o veículo de exagerar nos noticiários e até inventar notícias.[4]

Bebê Diabo[editar | editar código-fonte]

Uma das mais notáveis controvérsias em que o Notícias Populares esteve envolvido foi a série de reportagens sobre o "Bebê Diabo". Na ocasião, jornalistas do NP aproveitaram-se da notícia de que um bebê havia nascido com deformações para inventar uma série de reportagens que iam se desenrolando ao decorrer das edições.[4] Para os leitores os fatos inventados pela redação do periódico eram apresentados como se fossem verídicos.[4]

Desaparecimento de Roberto Carlos[editar | editar código-fonte]

Em 1968, o Notícias Populares noticiou o desaparecimento do cantor Roberto Carlos. O jornal havia recebido a informação de que um repórter da Rede Record não conseguia entrar em contato com o cantor, que estava em Nova York, fato que a redação do NP usou como pretexto para lançar, em letras garrafais, a manchete "Desapareceu Roberto Carlos". A manchete fez o jornal vender cerca de 20 mil exemplares a mais.[4] No dia seguinte, o NP voltou a aproveitar-se do mesmo tema ao lançar a manchete "Acharam Roberto Carlos".

Colunas notórias[editar | editar código-fonte]

  • "Tudo Sobre Sexo" — coluna escrita por Rosely Sayão, uma das primeiras colunas a falar abertamente sobre sexo em periódicos brasileiros.
  • "Voltaire de Souza" — "Voltaire de Souza" é o pseudônimo de Marcelo Coelho, editorialista da Folha de S.Paulo. Era uma coluna de contos que sempre envolviam mortes, sexo e outros fatos polêmicos. Atualmente "Voltaire de Souza" escreve no jornal Agora São Paulo.
  • "Espaço Gay" — uma das primeiras colunas dedicadas ao público LGBT em jornais brasileiros.
  • "Histórias da Boca" — coluna com estórias estilo Nelson Rodrigues, escrita por vários jornalistas do NP.

Referências

  1. a b «Jornal Notícias Populares pára de circular». Folha Online. Consultado em 10 de março de 2008 
  2. «A estética da violência na fotografia do Notícias Populares». Fabiano Silvestre, Unicamp. Consultado em 10 de março de 2008 
  3. Celso Unzelte (2009). Jornalismo Esportivo. Relatos de uma paixão. São Paulo: Editora Saraiva. 21 páginas. ISBN 9788502086579 
  4. a b c d "Espreme que sai sangue", Observatório da Imprensa, acessado em 11/12/2008

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre meios de comunicação ou jornalismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.