Nova Olímpia (Paraná)

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Município de Nova Olímpia
Bandeira de Nova Olímpia
Brasão de Nova Olímpia
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 15 de dezembro de 1968 (48 anos)
Gentílico nova-olimpiense
Prefeito(a) João Batista Pacheco (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Nova Olímpia
Localização de Nova Olímpia no Paraná
Nova Olímpia está localizado em: Brasil
Nova Olímpia
Localização de Nova Olímpia no Brasil
23° 28' 19" S 53° 05' 20" O23° 28' 19" S 53° 05' 20" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Noroeste Paranaense IBGE/2008[1]
Microrregião Umuarama IBGE/2008[1]
Região metropolitana Umuarama
Municípios limítrofes Tapira, Tapejara, Maria Helena, Cidade Gaúcha, Cruzeiro do Oeste
Distância até a capital 600 km
Características geográficas
Área 136,308 km² [2]
População 5 806 hab. estimativa IBGE/2016[3]
Densidade 42,59 hab./km²
Altitude 438 m
Clima Subtropical Úmido Mesotérmico
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,74 elevado PNUD/2000[4]
PIB R$ 33 646,481 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 248,19 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura Website oficial

Nova Olímpia é um município brasileiro do estado do Paraná.

História[editar | editar código-fonte]

Existem registros dos primeiros habitantes da região foram os índios Xetás oriundos da gleba dourados.

A colonização de Nova Olímpia se deu na segunda metade do ciclo econômico do café. Em busca de terras baratas, permitindo que instalassem grande número de pequenos proprietários rurais em propriedades de pequeno porte, chegando-se a instalar de 20 a 30 famílias diariamente oriundas dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de outras cidades do Paraná.

As primeiras ocupações de áreas se deram na única estrada que havia no município e que ligava Tapira a Cruzeiro do Oeste. Hoje, neste trecho da estrada se localiza uma das primeiras ruas da cidade, a Rua Paraná e a Praça da República, onde foi rezada a primeira missa campal.

Em 1947 chegou à região de Umuarama Moacir Loures Pacheco, proprietário da Colonizadora do Paraná Ltda. Herdou a empresa e as terras onde hoje está Nova Olímpia de seu pai Geniplo dos Santos Pacheco, que havia recebido esta área em 1924 como pagamento pela construção de estradas. No início da década de 1950, Moacir e seu sócio, Mário de Aguiar Abreu, contrataram o engenheiro Osvaldo Formighieri que desenvolveu a planta da cidade às margens da antiga estrada que ligava Tapira a Cruzeiro do Oeste, onde hoje fica a avenida Paraná. Até então estas terras faziam parte do município de Cidade Gaúcha, e aí predominavam as pequenas e médias propriedades rurais. O projeto original de Osvaldo, tem a forma de dois hexágonos acoplados. Um destes hexágonos se desenvolve em torno da Praça da República e teve uma ocupação homogênea numa segunda fase de consolidação da área urbana.

Quando começaram a surgir as primeiras casas em Nova Olímpia sentiu-se a necessidade da prática religiosa, então várias pessoas organizaram-se no ano de 1959 e marcaram uma festa com a presença do Padre para celebrar a primeira missa que seria na Praça da República não sendo realizada pelo fato de ter chovido muito no dia e adiado para o dias 6 de agosto de 1960 com a presença do Frei Gaspar lotado em Cruzeiro do Oeste Pr.

Antes de ser elevada a categoria de município, Nova Olímpia pertencia ao município de Cruzeiro do Oeste. Em 2 de fevereiro de 1967 a mesma passou a pertencer a Tapira, voltando mais tarde a pertencer novamente a Cidade Gaúcha Pr. Foi elevada a categoria de distrito em 23 de setembro de 1964 (Lei nº 4.930) e a nível de município em 13 de novembro de 1967 (Lei nºo 5.704), tendo sido instalado em 15 de dezembro de 1968.

A comunidade comemora o aniversário da cidade no dia do padroeiro, Senhor Bom Jesus, em 6 de agosto. Neste dia, em 1959, foi celebrada a primeira missa campal, na atual Praça da República. O nome do município é uma homenagem à mãe do fundador, Olímpia Loures Pacheco.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 23º28'19" sul e a uma longitude 53º05'19" oeste, estando a uma altitude de 438 metros, próximo ao município de Umuarama. Sua população, estimada em 2016, é de 5.806[3] habitantes.

Possui uma área de 134,39 km².

Na região Noroeste do Paraná encontramos parte do Terceiro Planalto (planalto de Guarapuava ou de Trapp), onde as altitudes estão compreendidas entre as menores e as temperaturas entre as maiores do estado. Estas características físicas propiciaram aí, a implantação de culturas agrícolas de clima tropical, como o café, a cana-de-açúcar, o algodão dando a esta região características sócio-econômicas diferentes das outras existentes no estado.

A formação geológica desta área se deu na Era Mesozóica (230 a 65 milhões de anos) por grandes derrames vulcânicos de lavas negras denominadas basaltos, que foram recobertas por arenitos e sítios denominadas Arenito Caiuá.

Este tipo de solo apresenta grande suscetibilidade aos processos erosivos que afetam principalmente as camadas superficiais, sendo mais adequado às culturas perenes que não necessitem tombamento freqüente da terra. Logo após a derrubada da mata nativa, o solo apresenta uma boa fertilidade que se esvai em pouco tempo por ser fina a camada fértil. Este fenômeno promove a redução na produtividade agrícola, provoca assoreamento nas redes de drenagem, rios e represas e também compromete obras públicas e privadas. As cidades desta região têm sofrido muito com a erosão, porém, nos últimos anos, com a orientação da SUCEAM - Superintendência do Controle da Erosão e Saneamento Ambiental, têm conseguido contê-la dentro da área urbana. Mas a erosão periurbana constitui ainda um grande desafio.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Localizado na Bacia do Rio Ivaí, o seu afluente Ribeirão Tapiracuí é o principal rio de Nova Olímpia. Este faz a divisa com Cidade Gaúcha e seus afluentes dentro do município são os córregos Água do Salto, do Mosquito, Água Mansa, do Engano, da Taboca, do Ouriço, do Ribeirão e do Capricórnio. A leste, na divisa com Tapira, estão os córregos da Ajuda, São Domingos, (Santa Olímpia divisor) e o Arroio do Lambari. A sede do município se encontra no divisor de águas entre as subbacias (do Rio Tapiracuí e do Rio das Antas. A micro-bacia hidrográfica de maior extensão e de importância municipal é a micro-bacia Córrego da Taboca, do Córrego do Engano, do Córrego Água Mansa, do córrego São Domingos localizado no Vale da Borboleta abrangendo também a bacia da Água Fria e parte da comunidade Ponte Seca, onde o restante desta comunidade é abastecida por pequenas nascentes de água. Não existem rios dentro do perímetro urbano apenas nascente de um córrego. Originariamente a Mata Pluvial Tropical se estendia por todo o Noroeste do Paraná, com belíssimos exemplares de cedro, peroba, pau-marfim, alecrim, ipê-roxo e outros).

Vegetação[editar | editar código-fonte]

O Terceiro Planalto subdivide-se em cinco regiões. A parte compreendida entre os rios Ivaí e Piquiri é denominada Planalto de Campo Mourão. O município de Nova Olímpia localiza-se no setor ocidental deste planalto, onde ocorrem platôs suavemente ondulados (declividades entre 3% e 8%) com divisores de água arredondados em 95% de seu território e nos outros 5% se forma um conjunto de pequenos montes (declives de 8% a 20%). A altitude na área urbana é de 500m.

A devastação acelerada e irracional deixou apenas pequenas manchas destas florestas. Em Nova Olímpia estas manchas cobrem apenas 220 hectares dos seus 13.756, dos remanescentes florestais destacam-se duas áreas ao norte da cidade, em ambos os lados da PR 480 de 15,27 e 8,42 ha por sua exuberância e proximidade da área urbana, aproximadamente 200 m. Graças aos esforços de conscientização feitos por órgãos municipais e estaduais através da produção e distribuição de essências nativas e exóticas podemos encontrar aproximadamente 50 hectares de áreas reflorestadas.

A área urbana tem praticamente todas as suas ruas arborizadas predominando a sibipiruna. Não existem parques públicos, apenas praças.

As áreas às margens dos córregos estão protegidas com mata ciliares, sendo que as áreas de reservas legal estão restritas a grandes propriedades.

O relevo do município e região em geral é suave a suave-ondulado e a formação do solo, caracterizam a ocorrência da Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Pluvial Tropical e Sub-Tropical). A formação Florestal Semidecidual Aluvial, caracteriza-se por árvores entre 25 a 20 metros de altura, apresentando um extrato arbóreo das espécies como: Canelas (Nectamdra falcifaria), Guarita (Asteronium graveolens), Perobas (Aspidosperma polyneuron) e (Aspidosperma cylindrocarpon), Ipê Amarelo (Tabebuia chysotrycha), Sobrasil (Columbrina grandulosa), e Ariticum (Annana cacans).

A floresta tropical subperenifólia parece de modo geral, ser menos exuberante sobre os solos do Arenito Caiuá, com árvores mais baixas e de menor diâmetro do que sobre os solos provenientes de latossolo roxo e terra roxa.Seus exemplares mais comuns são: cedro, canela, canjerana, angico-branco, taquara e asa-peixe e capim margoso.Os solos, com baixa produtividade agrícola geralmente são utilizados em pastagens.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Um dos grandes eventos do município é o Rodeio que acontece anualmente, geralmente em novembro, conta com várias atrações e cantores famosos.

O Parque do Lago e a Praça do Trabalhador são pontos turísticos, além dos inúmeros rios e quedas da região.

Economia[editar | editar código-fonte]

A maior parte da população vive da agricultura. Há indústria de confeçcões e produção de aves, bovinos e o cultivo da cana-açúcar.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b Paraná » Nova Olímpia Site idades - IBGE - acessado em 30 de maio de 2017
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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