Nova economia

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Edifício sede do NASDAQ em Times Square.

Nova economia é uma expressão criada no final da década de 1990, para descrever o resultado da transição de uma economia baseada na indústria para uma economia baseada nos serviços. O uso dessa expressão foi bastante popular no final dos anos 1990, quando ocorreu a chamada bolha das empresas ponto com. Nos Estados Unidos, esse período foi caracterizado pelo desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação, altas taxas de crescimento econômico, baixa inflação e alto nível de emprego, num contexto de globalização da economia. Tudo isso levou a previsões exageradamente otimistas e planos de negócios equivocadas.[1][2][3]

Na época, alguns analistas entenderam que se tratava de uma mudança estrutural e que haveria um crescimento constante e permanente, com baixo desemprego e relativamente imune aos ciclos macroeconômicos de auge e depressão. Além disso, acreditavam que essas mudanças tornariam obsoletas as antigas práticas de negócios.

A primeira vez que se empregou publicamente a expressão nova economia foi em dezembro de 1996, na revista BusinessWeek em artigo de Michael J. Mandel denominado The Triumph of the New Economy - A powerful payoff from globalization and the Info Revolution ("O triunfo da Nova Economia - Uma poderosa recompensa da globalização e da revolução da informação").[4]

Nos mercados financeiros, a expressão foi associada ao auge das empresas ponto com. Isto incluiu o aparecimento da Nasdaq como rival da bolsa de valores de Nova York (NYSE), uma grande quantidade de lançamentos de empresas em oferta pública inicial, maior valorização das ações das ponto-com em relação às empresas convencionais e o uso frequente de opções (stock options).

A recessão de 2001 colocou por terra muitas das previsões feitas na década de 90. Entretanto, o desenvolvimento tecnológico da última década do século XX manteve o ritmo na primeira década do seculo XXI, impactando a economia global e direcionando o empreendedorismo mundial para a criação de novos modelos de negócios. Embora as previsões mais otimistas não tenham se realizado no tempo esperado, a nova economia permanece uma tendência promissora na solução de problemas globais como criação de empregos, consumo consciente e preservação ambiental.

Referências

  1. Mystery Solved[ligação inativa]. Newsweek, 28 de janeiro de 2001.
  2. Top 10 Buzzwords. Por Kent German. Um artigo de 2001, da CNET ironizando as crenças acerca da "nova economia".
  3. The New Economy Was a Myth, Right? Wrong. Por James Surowiecki. Artigo da revista Wired sobre as consequências da bolha das empresas ponto com, criticando os críticos da nova economia.
  4. The Triumph of the New Economy - A powerful payoff from globalization and the Info Revolution. Por Michael J. Mandel. 30 de dezembro de 1996

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]