Nova economia

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Edifício sede do NASDAQ em Times Square.

Nova Economia é uma expressão criada na década de 1980, para descrever a substituição da lógica de fabricação manufatureira por outra, que é o fornecimento de produtos e serviços associados ao desenvolvimento de tecnologia proprietária, formado por empresas com modelos de negócio digitais – aquele em que existe uma convergência de múltiplas inovações tecnológicas, potencializadas pela conectividade[1].

A primeira vez que se empregou publicamente a expressão Nova Economia foi em maio de 1983, na revista Time Magazine em artigo de Charles P. Alexander denominado The New Economy.

Nos Estados Unidos, o uso dessa expressão foi bastante popular no final dos anos 1990, quando ocorreu a chamada bolha das empresas ponto com. Esse período foi caracterizado pelo desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação, altas taxas de crescimento econômico, baixa inflação e alto nível de emprego, num contexto de globalização da economia. Tudo isso levou a previsões exageradamente otimistas e planos de negócios equivocadas. Revoluções tecnológicas são marcadas por um período de instalação, um de ponto de virada e um de desenvolvimento. O ponto de virada, em especial, é precedido por crises relevantes, eliminando distorções para, então, permitir uma fase de desenvolvimento com grandes resultados para a sociedade.[2].[3][4][5]

Na época, alguns analistas entenderam que se tratava de uma mudança estrutural e que haveria um crescimento constante e permanente, com baixo desemprego e mais resistentes aos ciclos macroeconômicos de auge e depressão. Além disso, acreditavam que essas mudanças tornariam obsoletas as antigas práticas de negócios. Economicamente falando, a Nova Economia gera um impacto forte em inovação, competitividade e produtividade, o que permite países crescerem mais e gerar riqueza.

Nas palavras do professor da Stern School of Business da Universidade de Nova York, Scott Galloway, em uma economia capitalista saudável, a riqueza está sempre em risco. A competição estimula a inovação, o que rompe a ordem estabelecida, criando vencedores – e também perdedores. Joseph Schumpeter chamou isso de “tempestade da destruição criativa”. A longo prazo, os escombros (idealmente) financiam uma sociedade mais empática e uma infraestrutura para mais inovação e prosperidade – mas isso só acontece se a tempestade soprar. Naturalmente, os vencedores tendem a perder o entusiasmo por esse processo quando a própria riqueza é destruída criativamente. Então eles lutam de volta. E uma de suas armas preferidas de fortalecimento é a política governamental.[6]

Nova Economia no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o termo passou a caracterizar os efeitos da globalização e massificação da tecnologia a partir do século XXI, representado no livro Nova Economia. O país passou a ver empresas baseadas em tecnologia proprietária, com forte uso de modernas ferramentas de gestão e posicionamento, alinhadas com os anseios contemporâneos da sociedade.

A Nova Economia ganha mais relevância, pois a maior conectividade das cadeias de valor expõe mais o país que, historicamente, não detém esses elementos. O impacto da Nova Economia envolve uma maior probabilidade do sucesso de startups, bem como de empresas tradicionais que se adaptam a esse movimento, deixando para trás modelos de negócios tradicionais.[7]

No Brasil, inúmeros exemplos emergiram desde o começo dos anos 2000: "Desse caldeirão de startups que fervilhou no Brasil na última década, nasceram os nossos 15 unicórnios – empresas que chegaram à marca de pelo menos US$ 1 bilhão em valor de mercado. São elas: iFood, Arco, Creditas, Ebanx, Gympass, Loft, Loggi, MadeiraMadeira, Movile, Nubank, Stone, Quinto Andar, VTEX, Wildlife e 99. E muitas outras estão prestes a atingir essa marca ou em um caminho promissor (Cargo X, Olist, PicPay…), incluindo, também, empresas que nasceram na Velha Economia e estão fazendo a transição para este novo tempo, como é o caso do Magalu, Banco Inter e BTG Pactual".[8]


Referências

  1. Barreto, Diego (2021). Nova Economia. São Paulo: Editoria Gente. p. 28. 224 páginas 
  2. Perez, Carlota (2003). Technological Revolutions and Financial Capital: The Dynamics of Bubbles and Golden Ages. [S.l.]: Edward Elgar Pub. 224 páginas 
  3. Mystery Solved[ligação inativa]. Newsweek, 28 de janeiro de 2001.
  4. Top 10 Buzzwords. Por Kent German. Um artigo de 2001, da CNET ironizando as crenças acerca da "nova economia".
  5. The New Economy Was a Myth, Right? Wrong. Por James Surowiecki. Artigo da revista Wired sobre as consequências da bolha das empresas ponto com, criticando os críticos da nova economia.
  6. Galloway, Scott (15 de janeiro de 2021). «The Great Grift». Blog No Mercy / No Malice. Consultado em 16 de abril de 2021 
  7. Perez, Carlota (2003). Technological Revolutions and Financial Capital: The Dynamics of Bubbles and Golden Ages. [S.l.]: Edward Elgar Pub. 224 páginas 
  8. Barreto, Diego (22 de março de 2021). «O Brasil da Nova Economia». Época Negócios. Consultado em 12 de abril de 2021 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]