Novas Cartas Portuguesas
| Novas Cartas Portuguesas | |
|---|---|
Capa da 1ª edição | |
| Autor(es) | Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa |
| Idioma | Português |
| País | |
| Assunto | Feminismo |
| Editora | Estúdios Cor |
| Editor | Romeu de Melo |
| Lançamento | 1972 |
| Páginas | 389 |
Novas Cartas Portuguesas (NCP) é uma obra literária escrita conjuntamente por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, entre 1971 e 1972.[1]
O livro revelou a existência de situações discriminatórias agudas num Portugal sob o Regime do Estado Novo - entre elas, a repressão ditatorial e a condição da mulher (casamento, maternidade, sexualidade).[2][3] As NCP denunciaram também as injustiças praticadas nas colónias e a realidade dos portugueses enquanto colonialistas em África.[1]
A obra foi imediatamente apreendida pela censura, e as autoras levadas a julgamento por “ofensa à moral pública” - o que, paradoxalmente, expôs o autoritarismo do governo e atraiu a atenção da imprensa internacional.[1] A situação provocou uma onda global de apoio, inédita no contexto português.[2][4]
O caso das Três Marias - como ficou conhecido o processo instaurado pelo Estado Português depois da publicação das NCP - foi votado em Junho de 1973, numa conferência da National Organization for Women (NOW) em Boston, como a primeira causa feminista internacional.[1][2][5]
A obra foi defendida publicamente por Simone de Beauvoir, Marguerite Duras, Christiane Rochefort, Doris Lessing, Iris Murdoch ou Stephen Spender.[1][3]
A sua repercussão além-fronteiras foi enorme, tendo sido quase imediata a tradução para outros idiomas.[1] Hoje é um dos livros portugueses mais traduzidos.[1]
Em Portugal, a obra esteve mais de dez anos completamente esgotada e dezoito anos fora do mercado.[1][5] Chegaria novamente às livrarias em 1998, 2001, 2010 (anotada) e 2022, pelas mãos da editora Dom Quixote.[1][5]
Enquadramento
[editar | editar código]Em 1961 eclodia um conflito que, por altura da Revolução dos Cravos, tinha mobilizado quase 150 000 homens.[1] Com o decorrer dos anos, crescia a revolta contra a Guerra Colonial entre os militares e as suas famílias.[1]
Este livro escrito a seis mãos delinear-se-ia a partir de um encontro que teve lugar na cidade de Lisboa, em Maio de 1971, três anos antes do 25 de Abril e da consequente independência das colónias portuguesas em África.[1]
Maria Teresa Horta conheceria Maria Isabel Barreno através de uma entrevista que fez enquanto coordenava o suplemento literário do jornal A Capital, no qual esta colaborava.[3] As duas viriam a fundar o Movimento de Libertação das Mulheres, ao lado de Madalena Barbosa, em 1972.[3] Por sua vez, Maria Isabel Barreno havia trabalhado com Maria Velho da Costa no Instituto de Investigação Industrial.[3]
Antes das NCP, as autoras já haviam publicado individualmente alguns livros dotados de caráter político - que, nomeadamente, desafiavam os papéis sociais atribuídos às mulheres durante a ditadura. Servem de exemplo Maina Mendes (1969) de Maria Velho da Costa, Os Outros Legítimos Superiores (1970) de Maria Isabel Barreno e Minha Senhora de Mim (1971) de Maria Teresa Horta, entre outros.[2] As NCP terão surgido como reacção à apreensão deste último livro.[4]
Cartas Portuguesas
[editar | editar código]Quando as três começaram a pensar escrever uma obra em torno de uma mulher portuguesa surge, num dos seus almoços, a figura de Mariana Alcoforado, que não foi logo consensual.[4] A Soror representava a paixão, a clausura, o abuso e o abandono. Não seria a mulher a enaltecer.[4]
Porém, as NCP partiriam mesmo do romance epistolar Lettres Portugaises, publicado como obra anónima por Claude Barbin, em 1669.[1] Este foi apresentado como sendo uma tradução, também anónima, de cinco cartas de amor escritas por uma jovem freira portuguesa, de nome Mariana Alcoforado - após esta ter sido seduzida e abandonada pelo seu amante, o cavaleiro francês Noel Bouton (Cavaleiro de Chamilly) - enclausurada no Convento da Conceição, em Beja.[6][7] Nesta época, França apoiava o Reino de Portugal na Guerra da Restauração contra a Coroa de Castela e, entre 1666 e 1668, a fortificada cidade do Baixo Alentejo foi um importante local de resistência contra as forças espanholas.[8]
Hoje, a autoria das Cartas Portuguesas é ainda polémica, com a crítica a dividir-se entre Soror Mariana Alcoforado e Gabriel-Joseph de Guilleragues.[1]
As Três Marias tiveram por base a edição publicada em 1969 pela Assírio & Alvim e traduzida pelo poeta português Eugénio de Andrade.[1] A apropriação do peso simbólico da figura de Mariana Alcoforado - a mulher suplicante e submissa cujo discurso revela uma paixão e uma devoção avassaladoras - foi uma base fundamental para a crítica levada a cabo pelas autoras durante a ditadura fascista que vigorava em Portugal.[1]
Esta importante obra construiu uma aliança entre mulheres de diferentes tempos e lugares, desde Soror Mariana Alcoforado até as mulheres portuguesas contemporâneas.
Obra
[editar | editar código]As NPC entrelaçam crítica feminista, resistência política e experimentação literária.[1]
Enquanto obra literária, NCP não é facilmente classificável. Se não se trata de um romance ou ensaio, também não se trata apenas de um manifesto feminista ou de uma colectânea de cartas.[1] Como indica a estudiosa Darlene Sadlier, as próprias Três Marias se referem ao seu livro como “uma coisa” inclassificável - o que sugere não tanto a dificuldade, mas antes a relutância das autoras em categorizar a sua obra, rejeitando assim a lógica das formas literárias tradicionais.[9] A sua escrita - polifónica, ensaística, poética, epistolar, paródica - torna-se lugar de libertação.[1]
As NCP reúnem 120 textos - cartas, ensaios, poemas e fragmentos de várias ordens.[1][2] O livro abre com uma carta datada de 1 de Março de 1971 e termina com um fragmento escrito a 25 de Outubro de 1971.[1] Todas surgem datados - o que aponta para uma cronologia baseada nos diálogos reais entre as autoras. Só um pequeno número de cartas é numerado, oferecendo ao leitor ou leitora uma breve fonte de ordem - sem que esta constitua, porém, uma narrativa unitária[10]
A edição mais recente - na qual foram corrigidos erros/gralhas, bem como introduzido um índice e uma introdução, ausentes de versões anteriores - resgata um pré-prefácio e um prefácio escritos por Maria de Lourdes Pintassilgo, adicionados em 1980, pela Moraes Editores.[1][5] Esta resulta de uma investigação levada a cabo por um grupo de trabalho coordenado por Ana Luísa Amaral, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.[5][11] Para uma geração mais nova, existem agora versões anotadas que contextualizam muitas das referências sócio-culturais ou literárias.[1]
É ainda urgente o reconhecimento nacional desta obra que desestabilizou o tecido político e social português.[1][5]
Autoria
[editar | editar código]Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa nunca revelaram qual delas compôs cada fragmento, mesmo depois de diversos interrogatórios levados a cabo pela Polícia Judiciária.[1][2][5]
Vários estudos académicos foram realizados na tentativa de atribuir a autoria dos diversos textos que compõem o livro a partir de sua comparação com as obras literárias posteriormente lançadas pelas autoras individualmente.[6]
Quanto ao processo de criação a três, Maria Teresa Horta destaca este exercício de co-autoria, de abdicar da assinatura e de desconstruir o processo solitário e individual da escrita.[5] Este era pautado por regras que incluíam ler os textos em voz alta e levar cópias (em papel químico) umas às outras.[5] Na crónica «O portuguesíssimo nome de Marias», a autora fala ainda da disciplina, do compromisso com um método de trabalho, da competição e da importância de um espaço para as divergências.[5] As autoras encontravam-se presencialmente todas as semanas - por norma, em almoços no Treze.[5]
Maria Isabel Barreno, por sua vez, assinala o convívio criativo como forma de incentivar a escrita dos textos a sós e como a ausência de um plano restrito levaria ao cultivo de diferentes géneros literários.[5] A primeira coisa que fizeram foi partir das cartas de Mariana Alcoforado - cada uma escreveria cinco cartas às outras duas - mas depois surgiram ensaios, poemas e f icção. Para a autora, escrever a três nunca implicou consensos, mas sim espaço para o desacordo e para discordâncias entre pontos de vista literários e políticos.[5]
Feminismo
[editar | editar código]O livro é um marco crucial na evolução do pensamento feminista na literatura portuguesa.[12]
As NCP dão corpo a uma escrita que denuncia o silenciamento histórico das mulheres, mecanismos patriarcais (domésticos, legais, religiosos, coloniais) que domesticam o desejo, o corpo e o pensamento femininos, os interditos à expressão sexual e à liberdade amorosa. As NPC posicionam-se ainda como uma forte crítica ao colonialismo, ao catolicismo repressivo, ao conservadorismo e antecipam algumas discussões da segunda vaga do feminismo europeu, como a sororidade ou o corpo político.[1] Passados mais de cinquenta anos, esta obra continua a vir ao encontro de questões prementes, como a feminização da pobreza.[1]
Marta Mascarenhas propõe ainda uma releitura desta obra - que subverte os modelos tradicionais e questiona todo o tipo de fronteiras, hierarquias e cânones - à luz da teoria queer.[10] Para a autora, ambas assentam sob os mesmos pressupostos.
Sublinha-se ainda que a criação do Movimento de Libertação das Mulheres (MLM) em Portugal está ligada ao processo das NCP e à solidariedade em torno das três escritoras.[4] As primeiras notícias sobre a sua criação - a 7 de Maio de 1974, em Lisboa - surgem pela mão da jornalista Annie Cohen, numa crónica na revista Les Temps Modernes.[4] Com alguns anos de atraso e por via de um conjunto de mulheres intelectuais, os ventos de uma mudança feminista chegavam finalmente a Portugal.[4] A primeira brochura do MLM coloca como reivindicações: a declaração, a inserir na Constituição da República Portuguesa, da igualdade de direitos para os dois sexos, com condenação penal pelas discriminações sexistas; a revisão do código civil, do código penal e da legislação do trabalho; o direito de salário igual para trabalho igual e o acesso a todas as profissões em igualdade; e o reconhecimento pelo Estado Português do valor económico do trabalho doméstico.[4] O MLM surge como o primeiro grupo feminista a exigir uma sede à Junta de Salvação Nacional, logo após o 25 de Abril.[4]
Uma cisão no MLM é noticiada um ano após a sua fundação. É criado um grupo activista com a designação de Feministas Revolucionárias. Esse novo grupo integrava Maria Teresa Horta.[4]
Processo
[editar | editar código]A obra seria publicada na sua íntegra em 1972, pela editora Estúdios Cor, então com direcção literária de Natália Correia que, na altura, foi incentivada a não o fazer.[1][2] Em entrevista, Maria Teresa Horta referiu a existência de denúncias da parte de dois tipógrafos ao editor do livro, Romeu de Melo.[5] A coragem e cumplicidade da responsável pela organização e edição da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica - livro de 1965, também apreendido pela PIDE/DGS e alvo de um longo processo judicial - foi assim preponderante na edição das NCP.[5] Apenas três dias depois, esta primeira edição seria recolhida e destruída pela censura de Marcello Caetano, figura que anunciara uma maior abertura política - vindo a revelar-se superficial - face ao seu antecessor, António de Oliveira Salazar, afastado do governo em 1968, devido a um hematoma craniano que o incapacitou.[1][2][13]
Os seus textos foram considerados “imorais”, "atentatórios" e “pornográficos”, tendo sido aberto um processo do Estado Português contra as autoras e contra o editor responsável, tornando a obra e o caso internacionalmente reconhecidos.[2][12] O seu julgamento iniciou-se a 25 de Outubro de 1973, no Tribunal Correcional da Boa Hora.[1][2] Entretanto, este foi sendo adiado por sucessivos incidentes, e suspenso após a Revolução de 25 de Abril de 1974[2]. Natália Correia, Urbano Tavares Rodrigues, António Quadros, David Mourão-Ferreira, Fernanda Botelho, Maria Lamas, Augusto Abelaira, Natália Nunes, José Tengarrinha, Vasco Vieira de Almeida e Carlos Jorge Correia Gago foram, entre outros, testemunhas a favor das acusadas. As autoras foram absolvidas a 7 de Maio de 1974, tendo como advogados Duarte Vidal (defendendo Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta), Francisco Sousa Tavares (defendendo Maria Velho da Costa) e José Armando da Silva Ferreira (defendendo Romeu de Melo).[1][2][4][14]
Até ao julgamento, a solidariedade da comunidade literária e intelectual nacional e internacional manifestar-se-ia em diversos protestos e manifestações a favor da sua causa.[1] O evento foi coberto por meios de comunicação internacionais, como é o caso dos jornais Le Monde e The New York Times.[1] Existiram ainda acções feministas em várias embaixadas de Portugal no estrangeiro.[1][4]
As autoras ficariam conhecidas internacionalmente como as Três Marias.[1][2][3][5] Após a obra que as uniu, estas tomaram caminhos diferentes, embora aproximadas nas causas e nas ideias.[3]
No pós-25 de Abril, teve lugar uma nova edição das NCP pela Futura, em 1974.[5]
Na sequência do seu julgamento, foi organizada uma manifestação do MLM a 13 de Janeiro 1975, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.[4][15] Esta consistiria no atear de uma fogueira, onde seriam queimados símbolos da opressão feminina. A especulação e deturpação desenvolvida por alguns órgãos de comunicação social levaram à ocorrência de incidentes fruto de atitudes provocatórias.[4] Este tipo de iniciativa já tinha sido adoptado anteriormente noutros países, como França. Todavia, as concepções conservadoras num Portugal já democrático, fizeram-se sentir nas reacções a esta iniciativa.[4]
Adaptações
[editar | editar código]- All My Independent Women: Novas Cartas Portuguesas - Publicação. Edição de Carla Cruz e Virgínia Valente. 2010[16][17]
- Outras Cartas ou O Amor Inventado - Documentário. Realização de Leonor Noivo. 2012[18][19]
- Mulheres e Resistência - Novas Cartas Portuguesas e Outras Lutas - Exposição. Curadoria de Rita Rato e Joana Alves. Museu do Aljube, 2021[20]
- Ainda Marianas - Espectáculo. Criação e Dramaturgia de Catarina Rôlo Salgueiro, Leonor Buescu / Os Possessos. Com Ana Baptista, Rita Cabaço e Teresa Coutinho. Teatro Nacional D. Maria II, 2022[21]
- Novas Novas Cartas Portuguesas - Exposição. Curadoria de Tobi Maier. Obras de Audun Alvestad, Aura, Fabiana Faleiros, Sara Graça, Rita Moreira, Delphine Seyrig, Caio Amado Soares, Francisca Sousa e Aleta Valente. Galerias Municipais de Lisboa | Galeria Quadrum, 2022/2023[22]
- O Que Podem as Palavras - Filme. Realização de Luísa Sequeira e Luísa Marinho. 2022[23][24]
- Novíssimas Cartas Portuguesas - Documentário. Produzido por Irina Pampim Silva. 2022[25][26]
- Rosas de Maio - Espectáculo. Conceção de Luísa Sequeira. Performers: Luísa Sequeira, Carolina Rocha, Mia Tomé. Coprodução Teatro Experimental do Porto e Teatro Municipal do Porto. 2023[27][28][29]
- Novas Cartas Portuguesas - Performance Literária. Interpretada por MERAI. Teatro São Luiz (Noite das Ideias). 2025 [30][31][32][33]
Estudos
[editar | editar código]- AMARAL, Ana Luísa. Desconstruindo Identidades: Ler 'Novas Cartas Portuguesas' à luz da Teoria Queer in Cadernos De Literatura Comparada, nº 3/4, Junho de 2001.
- BESSE, Maria Graciete. As Novas Cartas Portuguesas e a Contestação do Poder Patriarcal in Latitudes, n.º 26, Abril de 2006.
- COLEPICOLO, Sheila Cristina. Transgressão em Novas Cartas Portuguesas. Dissertação de Mestrado - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2007.
- MEIRIM, Joana. O Essencial sobre As Três Marias. Colecção O Essencial Sobre, nº 149, Abril de 2023.
- MASCARENHAS, Marta. "Cartas Portuguesas" e "Novas Cartas Portuguesas": Releituras Im-possíveis in Cadernos De Literatura Comparada, nº 26/27, Janeiro de 2017.
- MASCARENHAS, Marta. A Fluida Arte da Descosura: Filosofias de Liberdade em Cartas Portuguesas e Novas Cartas Portuguesas. Dissertação de Mestrado - Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2007.
- PEREIRA, Gabriel da Cunha. Opressor – Oprimido: Um Estudo Sobre "As Novas Cartas Portuguesas" in Revista Gatilho, ano III, volume 5, Julho de 2007.
- TAVARES, Maria Manuela. Feminismos em Portugal (1947-2007). Tese de Doutoramento - Universidade Aberta, 2008.
- VIDAL, Duarte. O Processo das Três Marias: Defesa de Maria Isabel Barreno. Colecção Panfleto, nº 1. Lisboa: Futura, 1974.
Ver Também
[editar | editar código]- Literatura Feminina
- As Mulheres do Meu País de Maria Lamas
- Novas Cartas Portuguesas | 40 Anos Depois
- Novas Cartas Portuguesas: Homenagem das mulheres do XXII Governo – Maria Teresa Horta
Ligações Externas
[editar | editar código]- Livro que foi notícia - As Novas Cartas Portuguesas
- Carta das Três Marias - Arquivo RTP
- Fialho Gouveia entrevista as escritoras Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa sobre o caso "Três Marias" - Arquivo RTP
Referências
[editar | editar código]- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai Barreno, Maria Isabel; Costa, Maria Velho da; Horta, Maria Teresa (2022). Amaral, Ana Luísa, ed. Novas Cartas Portuguesas: edição anotada 8.a edição anotada (16.a edição do texto): Maio de 2022 (reedição) ed. Alfragide, Portugal: Dom Quixote
- ↑ a b c d e f g h i j k l m «Novas Cartas Portuguesas». Comissão Comemorativa 50 Anos 25 Abril. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ a b c d e f g «As Três Marias: o antes, o depois e o impacto das 'Novas Cartas Portuguesas'». Comunidade Cultura e Arte. 29 de julho de 2018. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o Tavares, Maria Manuela Paiva Fernandes - Feminismos em Portugal (1947-2007) [Em linha]. [Lisboa] : [s.n.], 2008. 2 vol.
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q Meirim, Joana (2023). O essencial sobre as três Marias. Col: O essencial sobre. Lisboa: Imprensa Nacional
- ↑ a b «Maria Teresa Horta e a aventura das Novas Cartas Portuguesas». Maria Teresa Horta e a aventura das Novas Cartas Portuguesas. Consultado em 28 de dezembro de 2020
- ↑ «Cartas de Amor de poetas e soldados». Cartas de Amor de poetas e soldados. Consultado em 28 de dezembro de 2020
- ↑ Borges, Emília Salvado (2015). A Guerra da Restauração no Baixo Alentejo (1640-1668). Lisboa: Edições Colibri
- ↑ Sadlier, Darlene. The Question of How: Women Writers and New Portuguese Literature. Westport, Connecticut: Greenwood Press, 1989, p. 7.
- ↑ a b Mascarenhas, Marta (22 de dezembro de 2012). «"Cartas Portuguesas" e "Novas Cartas Portuguesas": Releituras Im-possíveis». Cadernos de Literatura Comparada (26/27). ISSN 1645-1112. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ «NOVAS CARTAS PORTUGUESAS | 40 ANOS DEPOIS». www.novascartasnovas.com. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ a b «Novas Cartas Portuguesas: uma leitura obrigatória». Novas Cartas Portuguesas: uma leitura obrigatória. Consultado em 28 de dezembro de 2020
- ↑ «CENSURA – RELATÓRIO Nº 9462 (26 DE MAIO DE 1972) RELATIVO A "NOVAS CARTAS PORTUGUESAS"». EPHEMERA - Biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira
- ↑ Mourato, Felipa (25 de outubro de 2015). «NATÁLIA CORREIA, MARIA LAMAS, E MUITOS OUTROS por Felipa Mourato e Helena Amaral». Capazes. Consultado em 28 de dezembro de 2020
- ↑ «Manifestação do Movimento Democrático das Mulheres». Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ «All My Independent Women: Novas Cartas Portuguesas – Tipo.pt». www.tipo.pt. Consultado em 14 de dezembro de 2024
- ↑ «As Novas Cartas Portuguesas no século XXI». PÚBLICO. 10 de novembro de 2010. Consultado em 14 de dezembro de 2024
- ↑ «Outras Cartas ou o Amor Inventado - Filmes». cinemaportuguesmemoriale.pt. Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ «Outras Cartas ou o Amor Inventado na RTP2 | Extra | RTP». Extra. 22 de maio de 2015. Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ «Mulheres e Resistência – "Novas Cartas Portuguesas" e outras lutas». Museu do Aljube. Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ Seara.com. «Ainda Marianas». Teatro Nacional D. Maria II. Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ «Galerias Municipais de Lisboa | Novas Novas Cartas Portuguesas». Galerias Municipais de Lisboa. 3 de outubro de 2022. Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ «O que podem as palavras». Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ Cinemas, Medeia Filmes. «O Que Podem as Palavras — Filmes». Medeia Filmes Cinemas. Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ «Novíssimas Cartas Portuguesas». Novíssimas Cartas Portuguesas. Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ «Documentário "Novíssimas Cartas Portuguesas" estreia esta semana no Cinema São Jorge. A entrada é gratuita». Comunidade Cultura e Arte. 14 de novembro de 2022. Consultado em 21 de setembro de 2024
- ↑ https://www.teatromunicipaldoporto.pt/pt/programa/luisa-sequeira-tep-rosas-de-maio/. Teatro Municipal do Porto. 22 de novembro de 2023. Consultado em 29 de maio de 2025
- ↑ https://observador.pt/2022/11/10/da-tela-do-cinema-para-o-palco-do-rivoli-luisa-sequeira-da-voz-aos-discursos-e-arquivos-femininos-que-foram-apagados-da-historia/ Jornal Observador. 10 de novembro de 2023. Consultado dia 29 de maio de 2025.
- ↑ https://www.publico.pt/2022/11/11/culturaipsilon/noticia/teatrofilme-marias-2027233 Jornal Público. 11 de novembro de 2023. Consultado dia 29 de maio de 2025.
- ↑ «Noite das ideias 2025». Institut français du Portugal. Consultado em 16 de junho de 2025
- ↑ Lusa, Agência. «Noite das Ideias junta pensadores e artistas em Lisboa para refletir sobre "poder de agir"». Observador. Consultado em 16 de junho de 2025
- ↑ Municipal, São Luiz Teatro. «Noite das Ideias 2025». Teatro São Luiz. Consultado em 16 de junho de 2025
- ↑ «noite das ideias | BUALA». www.buala.org. Consultado em 16 de junho de 2025