Nuri al-Said

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Nuri al-Said
Nome nativo نوري السعيد
Nascimento dezembro de 1888
Bagdá
Morte 15 de julho de 1958 (69 anos)
Bagdá
Cidadania Iraque
Ocupação político, militar
Prêmios Ordem dos Companheiros de Honra
Religião Islã, Sunismo

Nuri Pasha al-Said (1888 – 15 de julho de 1958) (em árabe: نوري السعيد) foi um político iraquiano durante o mandato britânico e durante o Reino do Iraque. Atuou em várias posições-chave no gabinete, e serviu sete mandatos como primeiro-ministro do Iraque.[1][2]

Desde sua primeira nomeação como primeiro-ministro sob o mandato britânico em 1930, Nuri foi uma importante figura política no Iraque sob a monarquia. Durante seus muitos mandatos, esteve envolvido em algumas das decisões políticas fundamentais que moldaram o Estado iraquiano moderno. Em 1930, durante seu primeiro mandato, assinou o Tratado Anglo-Iraquiano, que, como um passo em direção a uma maior independência, a Grã-Bretanha concedeu o direito ilimitado de estação de suas forças armadas e trânsito de unidades militares através do Iraque. Igualmente deu legitimidade ao controle britânico da indústria petrolífera do país. Enquanto o tratado nominalmente reduziu envolvimento britânico em assuntos internos do Iraque, este foi apenas na medida em que o comportamento do Iraque não entrava em conflito com os interesses econômicos ou militares britânicos. Este acordo abriu o caminho para a independência nominal quando o mandato terminou em 1932. Ao longo de sua carreira Nuri foi um defensor de um papel britânico contínuo e extensivo dentro do Iraque.[1] Estas políticas sempre foram assuntos de grande contenção.

Nuri foi uma figura controversa, com muitos inimigos, e teve que fugir de seu país em duas ocasiões distintas, ligadas a dois diferentes golpes. Até a derrubada da monarquia, em 1958, ele foi altamente impopular. Suas políticas, consideradas como pró-britânicas, foram consideradas como a maior responsável pelo mal progresso sócio-econômico do país. A pobreza e a injustiça social foram generalizadas, e Nuri tornou-se símbolo de um regime que não conseguiu resolver estas questões, escolhendo a repressão[1] a fim de melhor proteger os interesses britânicos.

Em 15 de julho de 1958, um dia depois da revolução republicana, ele tentou fugir do país disfarçado de mulher, mas foi capturado e morto.

Referências

  1. a b c «Nuri as-Said». Encyclopædia Britannica 
  2. «Nuri Pasha as-Said». Rulers.org 

Outras fontes[editar | editar código-fonte]

  • Batatu, Hanna: The Old Social Classes and New Revolutionary Movements of Iraq, al-Saqi Books, London, 2000, ISBN 0-86356-520-4
  • Gallman, Waldemar J.: Iraq under General Nuri: My Recollection of Nuri Al-Said, 1954-1958, Johns Hopkins University Press, Baltimore, 1964, ISBN 0-8018-0210-5
  • Lukutz, Liora: Iraq: The Search for National Identity, pp. 256-, Routledge Publishing, 1995, ISBN 0-7146-4128-6
  • O'Sullivan, Christopher D. FDR and the End of Empire: The Origins of American Power in the Middle East. Palgrave Macmillan, 2012, ISBN 1137025247
  • Simons, Geoff: Iraq: From Sumer to Saddam, Palgrave Macmillan, 2004 (3rd edition), ISBN 978-1-4039-1770-6
  • Tripp, Charles: A History of Iraq, Cambridge University Press, 2002, ISBN 0-521-52900-X

Referências externas[editar | editar código-fonte]