O Escorpião Escarlate

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O Escorpião Escarlate
 Brasil
1990 •  cor •  90 min 
Direção Ivan Cardoso
Roteiro Rubens Francisco Lucchetti
Baseado em As aventuras do Anjo e O Escorpião Escarlate
Elenco Andréa Beltrão
Herson Capri
Nuno Leal Maia
Monique Evans
Mário Gomes
Género comédia
Música Júlio Medaglia e Gilberto Santeiro
Direção de arte Oscar Ramos
Cinematografia Carlos Egberto, Renato Lacletti e José Tadeu
Edição Gilberto Santeiro
Distribuição Topázio Filmes
Idioma Português
Página no IMDb (em inglês)

O Escorpião Escarlate é um filme brasileiro de 1990, uma comédia produzida e dirigida por Ivan Cardoso, baseada nas séries de rádio As aventuras do Anjo[1] e O Escorpião Escarlate, essa última criada por Rubens Francisco Lucchetti, que também roteirizou o filme.[2] Distribuído pela Topázio Filmes com trilha sonora do maestro Júlio Medaglia e de Gilberto Santeiro. A canção-tema é interpretada pelo grupo João Penca e Seus Miquinhos Amestrados (que aparecem durante os letreiros finais). Números musicais com Ivon Cury e Roberta Close.

Em outubro de 2015, o roteirista Rubens Francisco Lucchetti lançou pela Editora Laços, a romantização O Escorpião Escarlate - O Roteiro Original.[3]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Nos anos de 1950, a série de rádio da Rádio Nacional PRE8, "As aventuras do Anjo", escrita e interpretada por Álvaro Aguiar, patrocinada pelo desodorante "Cashmere Bouquet", era um grande sucesso popular. Uma das maiores fãs era a estilista Glória Campos, que além de ouvir o rádio todos os dias, também colecionava tudo sobre o Anjo, inclusive as revistas de história em quadrinhos. A trama do programa (mostrada em cenas em preto-e-branco) girava sobre o herói Anjo, playboy milionário que lutava contra o crime, com a ajuda de seus empregados Metralha, o motorista Jarbas e Faísca. Seu grande inimigo era o misterioso "Escorpião Escarlate", aliado da sádica Madame Ming que torturava suas vítimas no "Palácio dos Suplícios", e ajudado pelos assassinos Caveira e Sapo Côxo. Essa luta era acompanhada pela jornalista Dóris, que, devido a esse trabalho, passa a ser ameaçada constantemente pelos bandidos e recorre a proteção do Anjo. Glória frequentemente se imagina como Dóris, vivendo as mesmas aventuras. Certo dia, ao ir ao jornaleiro para comprar as revistas do Anjo, Glória lê as manchetes dos jornais sobre um crime misterioso. Ela imediatamente reconhece como um dos praticados na ficção pelo Escorpião Escarlate e acha que alguém está a imitar o bandido na vida real. Ela vai à Polícia, que não acredita na história. Mas o jornalista Lassale a entrevista e ela fica conhecida. O diretor da rádio, Ângelo Máximo, resolve contratar a jovem para participar de um novo programa ("O Clube do Anjo") e assim ela realiza seu grande desejo, encontrar-se pessoalmente com o locutor Álvaro Aguiar. Ambos se apaixonam, mas, o romance é atrapalhado pelo Escorpião Escarlate que, assim como na ficção, aparece para perseguir o casal.

Produção[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, o roteirista Rubens Francisco Lucchetti que também roteirizou histórias em quadrinhos e escreveu para revistas pulp, pretendia homenagear heróis dessas mídias como O Sombra e Morcego Negro. O nome O Escorpião Escarlate foi retirado de um seriado radiofônico criado por Lucchetti para ser o nome do vilão do filme, inspirado em Doutor Fu Manchu do escritor Sax Rohmer. O escritor criou um herói inspirado nos pulps, O Morcego,[2] contudo, o cineasta Ivan Cardoso sugeriu que o trocasse pelo Anjo, personagem criado e interpretado pelo radioator Álvaro Aguiar para série de rádio As Aventuras do Anjo, trasmitida pela Rádio Nacional em 1948. Roteirizada por Péricles do Amaral, a série foi transmitida por 17 anos[4]. Logo em seguida, o personagem foi adaptado para uma revista em quadrinhos publicada pela Rio Gráfica Editora e ilustrada por Flavio Colin[5] e Walmir Amaral.[6] A vilã Madame Ming foi inspirada em Madame Dragão, vilã da tira de jornal Terry e os piratas, de Milton Caniff e Sumuru, outra criação de Sax Rhomer.[7] Aguiar também foi homenageado, já que no filme, o Anjo é o próprio radioator.[8] Em outubro de 2015, Lucchetti lançou uma romantização de seu roteiro original pela Editora Laços.[3]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Festival de Brasília 1990

  • Venceu na categoria de melhor edição.

Festival de Gramado 1990

  • Venceu nas categorias de melhor melhor música adaptada, melhor direção de arte e melhor cenografia.
  • Indicado na categoria de melhor filme.

Notas[editar | editar código-fonte]

  • Foi o último filme do humorista Augusto Temístocles Silva, mais conhecido como Tião Macalé. Ele diz seu bordão "Ih, Nojento" e em outra cena o vilão Escorpião Escarlate o xinga assim. Nas cenas finais, uma das últimas falas dele ficou conhecida entre os fãs, quando emitiu um sonoro palavrão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o

Referências