O Grande Ditador

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The Great Dictator
O Grande Ditador (PT/BR)
 Estados Unidos
1940 •  p&b •  124 min 
Direção Charles Chaplin
Produção Charles Chaplin
Roteiro Charles Chaplin
Narração Charles Chaplin
Elenco Charles Chaplin
Paulette Goddard
Jack Oakie
Género Comédia dramática / Sátira crítica
Música Charles Chaplin
Cinematografia Charles Chaplin
Companhia(s) produtora(s) United Artists
Distribuição United Artists
Lançamento 15 de outubro de 1940 (76 anos)
Idioma inglês
Cronologia
Último
Tempos Modernos
Monsieur Verdoux
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Página no IMDb (em inglês)

The Great Dictator (br / pt: O Grande Ditador) é um filme estadunidense de 1940, do gênero comédia dramática e sátira crítica[1], escrito e dirigido por Charles Chaplin[2].

Foi lançado em 15 de outubro de 1940[3] e satiriza o nazismo, o fascismo e seus maiores propagadores, Adolf Hitler[4] e Benito Mussolini. Foi também o primeiro filme falado de Chaplin[5]. Na ocasião de seu lançamento, os Estados Unidos ainda não tinham entrado na Segunda Guerra Mundial[2][6].

O filme recebeu cinco indicações ao Óscar em 1941 nas categorias de melhor filme, melhor ator para Charlie Chaplin, melhor roteiro original e melhor ator coadjuvante para Jack Oakie[7][8].

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Chaplin imitando o estilo de oratória de Hitler
O barbeiro judeu e Hannah no filme

O filme começa durante a Primeira Guerra Mundial. Chaplin é um cadete do exército da nação fictícia da Tomânia e tenta salvar um soldado chamado Schultz (Reginald Gardiner). O personagem de Chaplin perde a memória quando o avião dos dois colide com uma árvore. Schultz escapa das ferragens, e Chaplin passa seus próximos vinte anos no hospital, enquanto muitas mudanças acontecem em Tomânia: Adenoid Hynkel (também interpretado por Chaplin), agora o grande ditador da Tomânia[9], perseguia judeus com a ajuda dos ministros Garbitsch (Henry Daniell) e Herring (Billy Gilbert).

Cena clássica em que Charlie brinca com o Globo

Curado, mas ainda com amnésia[10], Chaplin retorna à sua barbearia no gueto[11] judeu, ainda sem saber da situação política da Tomânia. O barbeiro fica chocado quando tropas de choque quebram a janela de sua loja. Encontra, depois, um amor, Hannah, uma linda moradora do gueto[9].

Enquanto isso, Schultz, que recebeu várias promoções nesses vinte anos, Schultz reconhece o barbeiro e dá ordens às tropas de deixá-lo em paz. Hynkel tenta diminuir a repressão aos judeus quando tem oportunidade de obter empréstimo com um banqueiro judeu. Obcecado com o poder, Hynkel aspira à dominação mundial. Numa cena clássica Hynkel brinca com um globo inflável, para acidentalmente estourá-lo no final. Eventualmente, o empresário judeu recusa o acordo, e Hynkel reinstaura a perseguição aos judeus.

Schultz é contra a invasão ao gueto que Hynkel está planejando. O ditador manda o general para um campo de concentração. Schultz foge para o gueto e começa a planejar junto com os outros moradores do lugar uma forma de tirar Adenoide Hynkel do poder. No fim, ambos (Schultz e seu amigo barbeiro) são presos.

Napaloni e Hynkel

Hynkel disputa com Benzino Napaloni[11] (Jack Oakie), ditador de Bactéria, a primazia na invasão de Osterlich, que é o primeiro passo para o ditador interpretado por Chaplin conquistar o mundo. Napaloni visita Hynkel em Tomânia para ambos discutirem um tratado para que nenhum dos países invada Osterlich, uma vez que Napaloni posicionara suas tropas na fronteira com aquele país. Depois de diversas tentativas dos dois ditadores mostrarem sua superioridade, eles culminam em uma divertida discussão sobre um tratado de paz (que inclui guerra de comida) entre os dois líderes. Uma vez assinado o tratado e com Napaloni fora do caminho, Hynkel inicia a invasão. Hannah, que tinha fugido para Osterlich com os moradores da pensão onde vivia no gueto em Tomânia, mais uma vez se encontra encurralada pelo regime de Hynkel.

Schultz e o barbeiro escapam do campo de concentração usando uniformes de soldados. Guardas confundem o barbeiro com o ditador Hynkel[10] (com quem ele se parece muito). Ao mesmo tempo, Hynkel é preso pelos seus próprios soldados que acreditam que se trata do barbeiro fugindo do campo de concentração.

O barbeiro, que havia assumido a identidade de Hynkel para não ser preso, é levado para a capital da Tomânia para um discurso de vitória. Tal discurso é o total oposto das ideias anti-semitas de Hynkel, expondo as ideias democráticas há muito na cabeça do barbeiro.

Hannah ouve a voz do barbeiro no rádio, e fica surpresa quando ele se dirige a ela:

Desfile militar

O filme termina com Hannah olhando para cima, com um sorriso no rosto.

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Elementos[editar | editar código-fonte]

Adenóide Hynkel[editar | editar código-fonte]

Adenóide Hynkel é uma paródia escrachada de Adolf Hitler, interpretada pelo próprio Chaplin[12][13][14] Governa a Tomânia como um ditador. É líder do partido Dupla-Cruz, uma referência à suástica nazista, defendendo a causa militar e do antissemitismo[15].

Benzino Napaloni[editar | editar código-fonte]

Benzino Napaloni é uma paródia de Benito Mussolini, interpretada por Jack Oakie. É o ditador da Bactéria. O nome de Napaloni é também uma vaga referência a Napoleão Bonaparte[16].

Osterlich[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma paródia à Áustria do período da Segunda Guerra Mundial, que é anexada à Alemanha no Anschluss[17]. O nome da Áustria, em alemão, é Österreich, gerando uma referência direta. Também poderia ser um nome baseado na batalha de Austerlitz, uma vitória de Napoleão.[16] Então Osterlich, o país vizinho[5] da Tomânia, é anexado.

Osterlich é retratado na obra como uma nação pacífica[18], que acolhe os judeus refugiados do regime nazista da vizinha Tomânia. Porém é um país frágil, assediado tanto pela Tomânia como pela outra potência militar da história, Bactéria.

Tomânia[editar | editar código-fonte]

É caricatura da Alemanha nazista[19]. O nome é um trocadilho com o nome da Germânia[16][20], denominação que os romanos davam para a região habitada pelos povos que formariam a atual Alemanha.

No filme, Tomânia fora derrotada na Primeira Guerra Mundial, e durante os anos seguintes se reergueria internamente como uma nova potência industrial e militar. No momento retratado no filme, Tomânia era governada pelo ditador Hinkel[21]; e Garbitsch era uma sátira de Joseph Goebbels, político alemão, ministro da propaganda nazista e criador da solução final . Herring representava o marechal Hermann Goring, comandante do exército alemão. O objetivo de Adenoid Hynkel, durante o governo da Tomânia, era tornar o país numa população exclusivamente ariana.[22][5]

Bactéria[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma sátira à Itália[23] fascista do período da Segunda Guerra Mundial.

No filme, Bactéria é governada pelo ditador Benzino Napaloni (uma espalhafatosa e bem humorada paródia de Benito Mussolini), e encontra-se como uma das maiores potências militares da Europa, rivalizando com Tomânia. [24][25] Benzino diz que a capital de Bactéria é chamada Aroma[17].

Filme[editar | editar código-fonte]

Cena do filme

Adenóide Hynkel e Benzino Napaloni são paródias a Adolf Hitler e Benito Mussolini, respectivamente. A terra de Osterlich referencia a Áustria, cujo nome em alemão é Österreich. Paulette Goddard, que faz a personagem Hannah, era esposa de Chaplin. No momento em que o Barbeiro Judeu faz a barba do careca e faz toda aquela coreografia toca a 5ª dança húngara de Brahms[26].

A famosa cena em que Adenóide Hynkel dança com o globo terrestre foi usada na abertura da telenovela O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, em 1991[27][28]. A música ouvida na cena onde Hynkel dança com o globo é da ópera Lohengrin, de Richard Wagner[14].

Elenco[editar | editar código-fonte]

Paulette Goddard e Charles Chaplin no trailer de O Grande Ditador.

Recepção[editar | editar código-fonte]

O Grande Ditador tornou-se um filme sucesso de público e crítica, rendendo a Chaplin um lucro de 1,5 milhão de dólares após seu investimento próprio[29] de 2 milhões segundo dados da United Artists[30] Internacionalmente o filme rendeu mais de 5 milhões de dólares.[31]

O filme foi censurado em vários países latino-americanos onde havia movimentos de simpatizantes nazistas[32]. No Brasil o filme foi censurado durante o governo de Getúlio Vargas[33][34].

Chegou a ser banido em alguns locais no Estados Unidos pelos defensores do afastamento da guerra que acontecia na Europa[35], mas o ataque a Pearl Harbor levou o país para a guerra no ano seguinte.

O discurso ao final do filme foi mais tarde usado para acusar Chaplin de comunista[22] segundo alegações de J. Edgar Hoover. Isso levou ao seu impedimento de retornar aos Estados Unidos[6], o que não foi questionado por Chaplin que se estabeleceu na Suíça.[11][36]

O filme está na lista das melhores comédias estadunidenses segundo o American Film Institute na posição número 37. Também foi qualificado no site Rotten Tomatoes com 92% baseado em 37 avaliações, sendo 3 negativas.[37]

Em 1997 a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos selecionou o filme para ser preservado no National Film Registry por ser "significativo culturalmente, historicamente ou esteticamente"[38].

Discurso[editar | editar código-fonte]

Cena do discurso final

Ao final do filme, o personagem de Chaplin dá um discurso[39] falando de direitos humanos no contexto da Segunda Guerra Mundial. Segue:

"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, gentios... negros... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos somos assim. Queremos viver pela felicidade dos outros, não pela miséria dos mesmos. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não vos desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbirão e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao mesmo. E assim, enquanto morrerem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos! (segue o estrondoso aplauso da multidão).

Então, dirige-se a Hannah:

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!."

Referências

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  2. a b Klinowski, Jacek (2012). Feature Cinema in 20th Century: A Comprehensive Guide Planet RGB Limited [S.l.] ISBN 978-1-62407564-3. 
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  4. Carlos Heitor Cony (1967). Charles Chaplin Editora Civilização Brasileira [S.l.] p. 47. 
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  39. «Discurso Final do Filme "O Grande Ditador" (1940)». Consultado em 17 de novembro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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