O Homem Que Sabia Demais (filme de 1956)

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Disambig grey.svg Nota: Para o filme com Peter Lorre, veja O Homem Que Sabia Demais (1934).
O Homem que Sabia Demais
The Man Who Knew Too Much
O Homem que Sabia Demais (PT/BR)
The Man Who Knew Too Much (1956 film).jpg
Pôster original
 Estados Unidos
1956 •  cor •  120 min 
Direção Alfred Hitchcock
Produção Alfred Hitchcock
Roteiro John Michael Hayes
Angus MacPhail
(não creditado)
Baseado em história de
Charles Bennett
D. B. Wyndham-Lewis
Elenco James Stewart
Doris Day
Brenda de Banzie
Bernard Miles
Christopher Olsen
Daniel Gelin
Reggie Nalder
Gênero suspense
Música Bernard Herrmann
Cinematografia Robert Burks
Edição George Tomasini
Companhia(s) produtora(s) Filwite Productions, Inc.
Distribuição Paramount Pictures
(1956-1983)
Universal Pictures
(1983-presente)
Universal Home Video
2003 (Brasil) (DVD)
Lançamento Estados Unidos 01 de junho de 1956
Brasil 22 de junho de 1956
Portugal 01 de novembro de 1956
Idioma inglês
Orçamento US$ 1,200,000
Receita US$ 11,300,000
Página no IMDb (em inglês)

The Man Who Knew Too Much (br/pt: O Homem Que Sabia Demais) é um filme estadunidense de 1956, dos gêneros suspense e film noir, dirigido por Alfred Hitchcock. O filme é uma alterada refilmagem, em widescreen da VistaVision e da Technicolor, do filme homônimo de 1934 de Hitchcock.

Em entrevista para o livro Hitchcock/Truffaut (1967), em resposta à afirmação do cineasta François Truffaut de que certos aspectos da refilmagem eram de longe superiores ao original, Hitchcock respondeu: "Vamos dizer que a primeira versão é o trabalho de um talentoso amador e o segundo foi feito por um profissional."[1][2]

O filme ganhou o Oscar de Melhor Canção por "Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be)", cantada por Doris Day. O filme estreou no Festival de Cannes de 1956, em 29 de abril.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Pouco antes de morrer, um agente secreto conta ao médico americano Ben McKenna e sua esposa Jo, dois turistas de passagem pelo Marrocos, sobre um plano para assassinar um diplomata durante um concerto. Para impedir que a informação chegue à polícia, os conspiradores sequestram o filho do médico. Sem saber em quem confiar, o casal tem de lutar para recuperá-lo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • James Stewart .... Dr. Ben McKenna
  • Doris Day .... Jo McKenna
  • Brenda De Banzie .... Lucy Drayton
  • Bernard Miles .... Edward Drayton
  • Ralph Truman .... Buchanan
  • Daniel Gélin .... Louis Bernard
  • Mogens Wieth .... embaixador
  • Alan Mowbray .... Val Parnell
  • Hillary Brooke .... Jan Peterson
  • Christopher Olsen .... Hank McKenna
  • Reggie Nalder .... assassino
  • Noel Willman .... Woburn
  • Alix Talton .... Helen Parnell
  • Yves Brainville .... Inspetor

Produção[editar | editar código-fonte]

Aparição do diretor[editar | editar código-fonte]

Em suas clássicas aparições, o diretor Alfred Hitchcock surge neste filme de costas para a câmera, assistindo a acrobatas em um mercado marroquino, pouco antes de o assassinato ocorrer.

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o

Oscar 1957 (EUA)

Festival de Cannes 1956 (França)

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Algumas cenas do filme no Marrocos foram realizadas durante o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.
  • Devido ao calor marroquino, durante as filmagens Hitchcock se permitiu usar uma camiseta. Normalmente ele e a equipe usavam terno durante a realização de qualquer filme.
  • A cena do restaurante típico foi incluída depois que o diretor foi a um estabelecimento marroquino comer Linguado. A princípio ele queria mandar trazer o peixe da Europa, não acreditando que no Marrocos havia os melhores exemplares da iguaria. No restaurante, achou os hábitos marroquinos à mesa um tanto exóticos e decidiu incluí-los em "O homem que sabia ...".
  • A sequência do Albert Hall dura doze minutos e não possui uma única palavra de diálogo.
  • Quando ouviu pela primeira vez a música "Que sera, sera", Doris Day recusou-se a gravá-la inicialmente, alegando tratar-se de uma música infantil. Mas a música não só foi a vencedora do prêmio Oscar de melhor canção original em 1956, como se tornou o maior sucesso da carreira da cantora e atriz. Assim, Doris Day teve de gravar a canção contra a sua vontade, mas contente pelo sucesso da canção.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Jonathan Coe. «The Man Who Knew Too Much». Sight and Sound (em inglês). BFI. Consultado em 27 de fevereiro de 2017 
  2. Francois Truffaut, Alfred Hitchcock, Helen G. Scott (1985). Hitchcock/Truffaut (em inglês) ilustrada, revisada ed. E.U.A.: Simon and Schuster. p. 94. ISBN 9780671604295. Consultado em 27 de fevereiro de 2017