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O Menino da Porteira

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 Nota: Para outros significados, veja O Menino da Porteira (desambiguação).
"O menino da portêra"
Canção de Luizinho e Limeira com conjunto
Lado A"Sagrado Ofício"[1]
Lançamentomaio de 1955
Gravação17 de fevereiro de 1955
Gênero(s)Cururu
Duração3:23
Gravadora(s)RCA Victor
ComposiçãoTeddy Vieira de Azevedo
Luís Raymundo

“O Menino da Porteira” é uma canção popular brasileira, que faz parte do repertório sertanejo e considerado um dos principais clássicos do cancioneiro nacional. A letra narra, em primeira pessoa, a lembrança de um boiadeiro que encontrava um menino responsável por abrir porteiras ao longo de uma estrada, um personagem pitoresco e empático cuja morte (pisoteado pela boiada) marca o núcleo dramático da narrativa.

É uma das canções brasileiras mais regravadas da história, além de ter inspirado duas adaptações cinematográficas.

Aspectos líricos e musicais

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A canção O Menino da Porteira é estruturada em seis estrofes oitavadas, que se integram em unidades funcionais de duas quadras. Cada quadra, por sua vez, é dividida em dois dísticos, formando pares de versos que reforçam a cadência rítmica do texto. Poeticamente, ela segue a versificação octossilábica da redondilha maior.[2]

A letra narra, em primeira pessoa, a história de um boiadeiro que, ao passar frequentemente pela região de Ouro Fino, encontrava um menino que sempre abria a porteira para a passagem da boiada. Com o tempo, entre os dois se estabelece uma amizade silenciosa, marcada por gestos simples mas carregados de significado. Na sua viagem de retorno, o boiadeiro percebe a ausência do menino e, mais tarde, descobre o desfecho trágico: ele foi pisoteado pela boiada, um acidente que desperta profunda comoção e deixa uma marca indelével no eu-lírico.[2][3][4]

O Menino da Porteira é um cururu, ritmo que nasce nasce como canto religioso marcado pela batida dos pés e que evoluiu até se estabelecer como expressão musical do interior paulista.[5][6] O cururu é um movimento executado com a mão direita, iniciado pelo polegar que desliza de cima para baixo sobre as cordas da viola ou do violão, produzindo um leve abafado no final. Em seguida, o dedo indicador toca as cordas, subindo e descendo, com outro abafado suave logo depois. Cada ciclo desses movimentos equivale a um compasso. O ritmo se caracteriza pela repetição constante desse padrão ao longo da música.[7]

Segundo o pesquisador Romildo Sant'Anna, a letra deixa implícito que o menino posta-se sentado no mourão da porteira para admirar a passagem da boiada. Na perspectiva do boiadeiro, o contato com o menino "o conduz, pelo saudosismo, ao ambiente de casa, quem sabe, na presença de seu próprio filho, ou de si mesmo, convertido na mesma criança do passado, e que o espera, para a redescoberta deliciante de sua própria infância". A morte do menino, nesta perspectiva, representaria o fim de um ponto de referência existencial.[2]

A música comenta sobre o "rosto trigueiro" do garoto, o que indica que ele é moreno ou mestiço.[6] O narrador da canção não faz referência ao pai da criança, e é a mãe quem lhe conta sobre a tragédia. A notícia é dada em um “ranchinho beira-chão”, expressão que denota uma casa pequena, rústica e muito simples, indicando a situação de pobreza da família. Essa situação teria motivado o menino a ajudar com as porteiras em troca de algumas moedas.[3]

O Menino da Porteira se insere dentro do registro que Sílvio Romero chama de "romances de vaqueiros", narrativas poéticas populares que retratam a vida, o trabalho e o heroísmo dos vaqueiros sertanejos, surgidas da tradição oral e influenciadas pelos antigos romances ibéricos. Para Romero, esses poemas narrativos. transmitidos via cantos e recitações, constituem uma forma genuína de expressão nacional, refletindo o ambiente pastoril, o caráter épico do sertanejo e a fusão entre herança portuguesa e realidade brasileira, sendo uma parte essencial da poesia popular e da formação da literatura brasileira autêntica.[2][8]

A crítica literária Walnice Nogueira Galvão afirma que o trabalho com o gado era entendido como uma ocupação que "não carregava o estigma de trabalho manual", devido à sua distinção das tarefas impostas aos escravos desde o início da colonização do Brasil. Por essa razão, esse tipo de trabalho era considerado "privilégio de homens livres, embora pobres". Como envolvia o ato de andar a cavalo, esse ofício conferia aos seus praticantes uma espécie de distinção social, numa sociedade onde a maioria das pessoas caminhava a pé e descalça. Além disso, esse trabalho também criava a ilusão de liberdade, já que, por ser contrário ao sedentarismo, estava associado à ideia de grandes espaços e à vida aventureira.[9]

A canção foi composta por Teddy Vieira de Azevedo (1922–1965), diretor artístico da gravadora Continental que era regulamente procurado por pessoas que tinham ideias musicais, mas que estavam com dificuldades para finalizar a melodia ou compor uma letra apropriada.[10][11] Oficial do exército (era tenente de reserva), Teddy tinha um nível de instrução formal sensivelmente acima da média nos círculos da viola.[12]

A localidade mencionada na música é o município de Ouro Fino, no Sul de Minas Gerais, região frequentada pelo compositor Teddy Vieira em razão de sua esposa América Risso ser natural de Andradas. Erroneamente, alguns identificam a localidade como sendo o Arraial do Ouro FIno, parada de tropeiros fundada em 1727 e da qual restam apenas ruínas históricas. Povoado elevado a distrito subordinado à cidade de Goiás em 1945, teve seu nome alterado para Itaiú em 1950.[13]

Um ano após o cururu original, Teddy e Luizinho revisitaram o tema em “Resposta do Menino da Porteira”. As respostas eram desdobramentos de uma canção original, muito comuns no ambiente da música sertaneja da época.[11]

Interpretações notáveis e legado

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Sérgio Reis gravou uma das mais famosas interpretações de O Menino da Porteira, além de ter protagonizado um longa-metragem inspirado na canção.

A primeira gravação da canção foi feita em 17 de fevereiro de 1955 pela dupla Luizinho e Limeira e lançada em maio do mesmo ano pela RCA Victor.[1] No fonograma, o título é grafado "O Menino da Portêra", buscando representar a redução do ditongo característica da linguagem falada do português brasileiro e, como indução identificadora, imitando caligraficamente a prosódia.[2] A dupla é acompanhada por conjunto, com viola caipira, violão e o som de um berrante de chifre bovino.[4]

Em 1973, Tonico & Tinoco gravam a composição pela primeira vez, atendendo a muitos pedidos e sugestões de ouvintes do programa de rádio "Da Beira da Tuia", apresentado pela dupla.[14] Neste momento, ocorria o milagre econômico brasileiro e a música caipira era visto com um traço de um país rural e atrasado, que deveria ser superado em favor de uma imagem mais moderna de nação.[7]

É neste contexto que é feita a gravação mais emblemática de O Menino da Porteira, realizada no mesmo ano por Sérgio Reis. Filho de mãe carioca e pai paulistano, Sérgio começou sua carreira em fins dos anos 1950 e foi ligado ao fenômeno da Jovem Guarda. Com a saturação deste, o cantor muda seu estilo para uma releitura da música sertaneja, cantando sozinho e a trajando roupas que inspiradas na figura doo caubói norte-americano.[7][15] Para a jornalista e pesquisadora Rosa Nepomuceno, o desejo de "ser aceito pela nova classe média urbana estava escancarado".[16]

A ideia de gravar a canção veio em 1972, quando Sérgio foi cantar em um baile de debutantes em Tupaciguara (MG), e a banda reiniciou a festa com esta música, seguida por uma resposta efusiva dos presentes.[17] O ritmo da gravação é o corta-jaca, uma variação do cururu, e é possível identificar novos instrumentos, como a guitarra elétrica, contrabaixo e teclado, que, em geral, permitiam atribuir à música rural uma estrutura mais dinâmica e moderna, superando, assim, o dueto de viola e violão e as vozes em terça que a caracterizavam até então. A flauta passa a ocupar o lugar do som do berrante e uma guitarra é dedilhada de forma intermitente durante toda a canção.[18][19]

Entre outras interpretações notáveis, podemos citar: Liu & Léu (1970), Teixeirinha (1972), Inezita Barroso (1972), Jair Rodrigues (1973, cuja gravação mistura acompanhamentos de viola e triângulo), Tião Carreiro e Pardinho (1973) , Chitãozinho e Xororó (1999), Daniel (2009) e Renato Teixeira (2010).[19][20]

Segundo levantamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) divulgado em 2021, O Menino da Porteira é a 14º canção mais regravada do Brasil, com 191 gravações até a data.[21] No levantamento de 2023, a canção aparecia na 15ª posição.[22]

O "Festival de Interpretação de Música Sertaneja –Troféu O Menino da Porteira”, é realizado em Ouro Fino desde 1986 e é um dos eventos mais tradicionais do gênero no Sul de Minas e no Brasil, se estavelecendo como vitrine para artistas de diversas regiões do Brasil.[23]

Adaptações cinematográficas

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O cantor Daniel protagonizou a segunda versão do longa-metragem.

A canção também inspirou dois longas-metragem, lançados em 1976 e 2009. Ambas as adaptações foram dirigidas por Jeremias Moreira Filho e estendem o breve enredo narrado na letra, transformando-o em uma trama com subtextos sociais.[3]

A primeira versão foi protagonizada por Sérgio Reis no papel de Diogo, um boiadeiro chega à uma localidade com com uma boiada para vender ao Major Batista (Jofre Soares). No caminho, conhece Rodrigo (Márcio Costa), um garoto que se torna seu amigo. Na vila, os colonos alertam Diogo sobre as intenções do Major de controlar os preços, e o Major tenta expulsá-lo. Porém, Diogo consegue se livrar da situação e decide seguir com a venda de seu gado.[3] É a 52ª maior bilheteria do cinema brasileiro, com um público de mais de 3 milhões de espectadores, segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine).[24]

A segunda versão foi protagonizada pelo cantor Daniel no papel principal. José de Abreu interpreta o Major Batista e João Pedro Carvalho, o menino Rodrigo.[3] Essa filmagem teve um público de pouco menos do que 670 mil espectadores.[24]

Monumentos em Ouro Fino

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Existem pelo menos três monumentos que homenageiam a canção no município mineiro de Ouro Fino.

O Monumento Menino da Porteira foi inaugurado em 2001, no contexto das comemorações dos 252 anos de fundação do município, e fica localizado na entrada da cidade, em um trevo da rodovia estadual MG-290.[25] A estátua de concreto armado tem 10 m de altura e pesa cerca de dez toneladas, representando um menino em pé ao lado de uma porteira. O artista plástico Genésio Gomes de Moura foi o responsável por dar forma ao monumento, baseado em uma ilustração de Laerte Capassi, artista local.[25][26]

Monumento Menino da Porteira, no município de Ouro Fino, Minas Gerais.

A inauguração teve a presença do cantor Sérgio Reis acompanhado por mais 200 cavaleiros, além de Limeira, filho de Luizinho, e Tedinho, filho de Teddy Vieira. Sérgio Reis eternizou sua mão direita abaixo de uma placa de bronze, que fica ao lado do monumento, onde consta a letra da canção e um agradecimento aos artistas, além de deixar seu autógrafo no concreto.[25]

O Monumento Boi sem Coração foi inaugurado no fim de 2015 e fica localizado em uma alameda, há cerca de 500 m do primeiro monumento. O conjunto estatuário representa um menino sentado em cima de uma porteira, com um chapéu na mão direita e, diante deste, a representação de um boi com o dorso abaixado, em posição de ataque. A estátua que representa o bovino tem 8,80 m de comprimento e 5,20 m de altura, pesando cerca de 20 toneladas.[27][28]

Este projeto gerou polêmica entre os moradores da cidade na época de sua execução em razão do alto valor empregado (R$ 200 mil segundo a Prefeitura), o que motivou uma denúncia junto ao Ministério Público. Também houveram críticas ao primeiro esboço, que iria colocar o menino ajoelhado e ferido, uma alusão à cena em que ele é atacado e morto pelo boi, uma imagem que foi considerada desnecessariamente gráfica e de mau-gosto.[26][28]

Em 2021, foi inaugurado um terceiro monumento na cidade: uma estátua de um boiadeiro montado à cavalo em frente de um menino em pé em cima de um mourão ao lado de uma porteira, na Praça da Baronesa.[29]

Referências

  1. a b «Disco RCA Victor 80-1436». Portal da Discografia Brasileira. Consultado em 26 de outubro de 2025 
  2. a b c d e Sant'Anna, Romildo (2000). A moda é viola: ensaio do cantar caipira. Marília: Ed. UNIMAR. pp. 125–130 
  3. a b c d e Pereira, Odirlei Dias (2011). No rádio e nas telas: o rural da música sertaneja em sua versão cinematográfica. São Paulo: Cultura Acadêmica. pp. 65–89. doi:10.36311/2011.978-85-7983-200-0 
  4. a b Mello, Zuza Homem de; Severiano, Jairo (1997). A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras. Vol. 1: 1901-1957. São Paulo: Ed. 34 
  5. Rocha, Bruno Magalhães de Oliveira (2019). Sertanejo universitário: apontamentos históricos, estruturais, sonoros e temáticos (Dissertação de mestrado). Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais. Consultado em 26 de outubro de 2025 
  6. a b Queiroz, Marcos (12 de agosto de 2021). «Pobre moreno, que era grande, hoje é pequeno». Sesc São Paulo. Consultado em 26 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 15 de junho de 2025 
  7. a b c Dias, Alessandro Henrique Cavichia (2014). Do iê-iê-iê ao êê-boi: Sérgio Reis e a modernização da música sertaneja (1967-1982) (Dissertação de mestrado). São Paulo: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Consultado em 26 de outubro de 2025 
  8. Romero, Sílvio (1960). História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: J. Olympio 
  9. Galvão, Walnice Nogueira (2001). O império do Belo Monte: vida e morte de Canudos. São Paulo: Perseu Abramo. p. 14 
  10. Rosa, José Antônio (11 de março de 2009). «O pai do menino da porteira». Jornal Cruzeiro do Sul. Consultado em 26 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 19 de março de 2009 
  11. a b Krieger, Fernando. «Teddy Vieira, 100 anos: o sertanejo que traduziu em música e versos os dramas e as alegrias do Brasil caipira». Portal da Discografia Brasileira. Consultado em 26 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2022 
  12. Ribeiro, José Hamilton (2006). Música caipira: as 270 melhores modas de todos os tempos. São Paulo: Globo. pp. 46–49 
  13. «Ouro Fino e a história do Menino da Porteira». Conheça Minas. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 24 de outubro de 2020 
  14. Tonico & Tinoco, a dupla coração do Brasil: da beira da tuia ao Teatro Municipal. São Paulo: Ática. 1984. p. 252 
  15. «Conversa com Bial - Sérgio Reis fala da gravação de Menino da Porteira». globoplay.globo.com. Consultado em 28 de outubro de 2025 
  16. Nepomuceno, Rosa (1999). Música caipira: da roça ao rodeio. São Paulo: Ed. 34. p. 179 
  17. «A estrada sem fim de Sérgio Reis». Jornal O Globo. 7 de setembro de 2013. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2013 
  18. Dias, Alessandro Henrique Cavichia (2016). «"O caminho do sertão": a construção e a concretização da imagem de Sérgio Reis como intérprete da moderna música rural». Albuquerque: revista de estudos culturais. 8 (16): 51-76. doi:10.46401/ajh.2016.v8.2143. Consultado em 28 de outubro de 2025 
  19. a b Lonso, Gustavo (2011). Cowboys do Asfalto: música sertaneja e modernização brasileira (PDF) (Tese de doutorado). Niterói: Universidade Federal Fluminense. Consultado em 28 de outubro de 2025 
  20. «O Menino da Porteira – Busca no IMMuB». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 28 de outubro de 2025. (pede registo (ajuda)) 
  21. «Música 'Carinhoso' é a mais regravada no país, revela Ecad». Gazeta do Sul. 19 de abril de 2021. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2022 
  22. «As canções brasileiras mais regravadas no Dia Nacional da Bossa Nova». Escritório Central de Arrecadação e Distribuição. 25 de janeiro de 2023. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2025 
  23. «Histórico dos vencedores do Festival de Interpretação de Música Sertaneja - Troféu O Menino da Porteira». Portal Rádio Difusora Ouro Fino. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2025 
  24. a b «Listagem de Filmes Brasileiros com mais de 500.000 Espectadores (1970 a 2021)» (PDF). Agência Nacional do Cinema. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 19 de junho de 2025 
  25. a b c Vilas Boas, Guilherme (16 de março de 2021). «Menino da Porteira completa 20 anos». Observatório de Ouro Fino. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 1º de março de 2022 
  26. a b «Projeto de estátua do 'boi que matou o Menino da Porteira' divide Ouro Fino». g1.globo.com. 22 de julho de 2015. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 3 de agosto de 2015 
  27. «Escultura do 'Boi sem coração' é apresentada ao público em Ouro Fino». g1.globo.com. 5 de dezembro de 2015. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 28 de novembro de 2020 
  28. a b «Após polêmicas, estátua do 'Boi sem coração' agrada em Ouro Fino, MG». g1.globo.com. 6 de janeiro de 2016. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 30 de maio de 2016 
  29. «Menino da Porteira é construído junto a estátua do Boiadeiro na Praça da Baronesa». Observatório de Ouro Fino. Consultado em 28 de outubro de 2025 

Leituras sugeridas

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Ligações externas

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