O Pagador de Promessas

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O Pagador de Promessas
Cartaz do filme, destacando o ator Leonardo Villar.
 Brasil
1962 •  p&b •  118 min 
Direção Anselmo Duarte
Roteiro Anselmo Duarte
Elenco Leonardo Villar
Glória Menezes
Dionísio Azevedo
Norma Bengell
Geraldo Del Rey
Género drama
Música Gabriel Migliori
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

O Pagador de Promessas é um filme brasileiro de 1962, um drama escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado na peça teatral homônima de Dias Gomes.[1] É até hoje o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro do Festival de Cannes, na França, um dos mais importantes prêmios cinematográficos do mundo.[2] Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.[3]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Década de 60. Zé do Burro é um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso.

Zé do Burro é o dono de um pequeno pedaço de terra no interior da Bahia. Seu melhor amigo é um burro chamado Nicolau. Quando este adoece e não se consegue fazer nada para que o animal melhore, ele faz uma promessa a uma mãe de santo do candomblé: se seu burro se recuperar, promete dividir sua terra igualmente entre os mais pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada.

O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa, chegando à catedral de madrugada. O padre local, que representa a autoridade da religião oficial, recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias "pagãs" em que a promessa foi feita, impossibilitando o cumprimento da mesma. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação[4] que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária. Zé insiste em entrar na Igreja e recebe apoio da população pobre, que acredita que ele tem o direito de pagar sua promessa, criando, assim, uma situação de conflito com o padre. A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba morto em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Bastidores[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, Glória Menezes interpretaria Marli, e Maria Helena Dias seria a protagonista, Rosa. Porém Maria Helena pegou pneumonia e foi substituída por Glória, que deixou o papel de Marli para Norma Bengell.[5]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

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Indicação ao Óscar de melhor filme estrangeiro 1963 (EUA)
Festival de Cannes 1962 (França)
Festival de Cartagena 1962 (Colômbia)
  • Vencedor do Prêmio Especial do Júri.
San Francisco International Film Festival 1962 (EUA)
  • Vencedor (Prêmio Golden Gate) nas categorias:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O Pagador de Promessas - resumo, contexto, análise, personagens por Globo Educação
  2. «Todas as Palmes d'or». Festival de Cannes. Consultado em 9 de janeiro de 2015. 
  3. André Dib (27 de novembro de 2015). «Abraccine organiza ranking dos 100 melhores filmes brasileiros». Abraccine. abraccine.org. Consultado em 26 de outubro de 2016. 
  4. Preconceito e intolerância religiosa no filme O Pagador de Promessas por Espaço Acadêmico
  5. Perrone, Marcelo; Franzosi, Vanessa (23/5/12). «Leonardo Villar e Glória Menezes falam sobre experiência de ganhar a Palma de Ouro com "O Pagador de Promessas"». Zero Hora. Consultado em 20 October 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]