O Pagador de Promessas (minissérie)

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O Pagador de Promessas
logotipo da minissérie
Informação geral
Formato Minissérie
Gênero Drama
Duração (50 minutos Aproximado)
Criador(es) Dias Gomes
País de origem  Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Tizuka Yamasaki
Elenco José Mayer
Denise Milfont
Walmor Chagas
Nelson Xavier
Joana Fomm
Guilherme Fontes
Mario Lago
Carlos Eduardo Dolabella
Osmar Prado
Stênio Garcia
Diogo Vilela
Jofre Soares
Yara Cortes
Pedro Cardoso
(ver mais)
Tema de abertura Iluminada, Orquestra Transarmônica D'Amla de Omrac
Tema de encerramento Iluminada, Orquestra Transarmônica D'Amla de Omrac - (entre outras canções)
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Globo
Transmissão original 515 de abril de 1988
N.º de temporadas 1
N.º de episódios 8
Cronologia
Memórias de um Gigolô
O Primo Basílio
Programas relacionados O Pagador de Promessas (peça teatral)
O Pagador de Promessas (filme)

O Pagador de Promessas é uma minissérie brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 5 e 15 de abril de 1988, em 12 capítulos, ás 22h30.

Escrita por Dias Gomes, adaptando a peça teatral de sua autoria, e dirigida por Tizuka Yamasaki[1].

Concebida em 12 capítulos, a história teve que ser reeditada por imposição da Censura, e acabou sendo exibida em apenas oito capítulos. As referências políticas, as menções das lutas dos sem-terra e posseiros e a reforma agrária foram suprimidas, tirando o gênese da personagem.

O Pagador de Promessas teve uma versão cinematográfica em 1962, dirigida por Anselmo Duarte, que é até hoje o único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, na França.

A Rede Globo reapresentou a minissérie O Pagador de Promessas por três vezes: em 1991, na sessão Vale a Pena Ver de Novo, entre 18 de maio e 21 de maio de 1999, compactada em quatro capítulos, quando da morte do autor Dias Gomes, vítima de um acidente de carro em 18 de maio de 1999 e reexibida no especial Luz, Câmera, 50 Anos no dia 7 de janeiro de 2015 em formato de longa-metragem, em comemoração aos 50 anos da emissora[2].

Foi lançada em DVD com 3 discos pela Globo Marcas em 2010.

Trama[editar | editar código-fonte]

Zé do Burro é um simplório lavrador de uma família de posseiros que luta contra os latifundiários rurais, cujo principal representante é Tião Gadelha. Porém o ingênuo Zé é alheio a esses conflitos e vive num mundo à parte com seu fiel companheiro, um burro chamado Nicolau. Razão do seu apelido, Zé do Burro.

Vítima de um acidente, Nicolau fica à beira da morte, e Zé faz uma promessa a Santa Bárbara para que ela salve o animal. O pagamento é carregar uma pesada cruz de sua roça em Monte Santo, interior baiano, até a igreja de Santa Bárbara em Salvador. Nas escadarias da igreja, com os ombros feridos, o conflito maior é deflagrado a partir da incompreensão do Padre Olavo, religioso conservador que não consegue entender a pureza da proposta. A promessa tinha sido feita num ritual de candomblé para Santa Bárbara, da Igreja Católica, que é sincretizada com a Orixá Iansã. Furioso, o padre tranca a porta da igreja e acusa o lavrador de heresia.

Aos poucos, porém, Zé do Burro cativa a população e sua insistência vai elevando a tensão até um confronto com a polícia, bem nos meios dos barulhentos festejos em homenagem à santa. No seu insano calvário, Zé do Burro, vê sua bela mulher Rosa, ser seduzida pelo esperto gigolô Bonitão. Fascinada pelo cafetão, Rosa ainda enfrenta o ódio da prostituta Marli. Para completar a teia de confusões, Zé torna-se vítima das manipulações de Aderbal, um jornalista que o transforma num místico revolucionário, dando a promessa do peregrino uma conotação política.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Referências