O Pintor e a Cidade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
O Pintor e a Cidade
Portugal Portugal
1956 •  cor •  26 min 
Realização Manoel de Oliveira
Produção Manoel de Oliveira
Música Luís Rodrigues
Direção de fotografia Manoel de Oliveira
Lançamento 27 de Novembro de 1956
Idioma Português
Página no IMDb (em inglês)

O Pintor e a Cidade (1956) é um documentário de curta-metragem de Manoel de Oliveira.

O filme é uma simbiose artística entre dois grandes representantes das artes visuais. Manoel de Oliveira apresenta a cidade do Porto contrapondo a sua visão cinematográfica à do pintor António Cruz (nas palavras de Abel Salazar: "sem contestação possível o maior aguarelista português dos tempos modernos").

Tanto Manoel de Oliveira como António Cruz ilustram em fortes imagens a cidade do Porto, relevando assim o significado da Invicta. Nos anos 1950, Oliveira tinha conseguido obter película a cores da Agfa(1), vinda da Alemanha de Leste. Com ela pensou retratar a sua cidade. Nessa mesma altura, António Cruz apresentava uma paleta de cor muito própria do Porto. Oliveira propôs-lhe que se juntassem, trabalhando cada um a sua "tela". O resultado dessa experiência é um documentário de referência do início do cinema colorido, tanto pela cor como pelo estilo. Por isso o filme tem sido exibido em festivais um pouco por todo o mundo, como peculiar exemplo da sétima arte.

A banda sonora do filme é feita de sons ambientes e por uma composição de Luís Rodrigues.

Manoel de Oliveira contou recentemente que o final planeado para o este documentário não seria a pequena animação que hoje podemos ver. Durante a filmagem, o pintor mostrou-se algo relutante em mostrar os seus quadros em forma de slide show, ideia inicial, e propôs um final diferente, o que foi bem aceite pelo realizador.

NOTA: este artigo baseia-se numa breve conversa com Manoel de Oliveira.


(1) A empresa alemã Agfa foi pioneira no uso e nas tecnologias associadas à cor no cinema. Com a Segunda Guerra Mundial, com a queda do poderio alemão e da autoridade organizativa do país, foram contempladas em acordos de paz e de compensações aos aliados direitos de patente. E todo o mundo, principalmente os EUA, fez usufruto das tecnologias germânicas no domínio da cor: ao que consta, e em muitos casos, por apropriação indevida.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um filme é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.