O Saci (filme)

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O Saci
Capa do DVD do filme
 Brasil
1951 •  Cor •  65 min 
Direção Rodolfo Nanni
Produção Rodolfo Nanni
Arthur Neves
Roteiro Rodolfo Nanni
Arthur Neves (história)
Baseado em O Saci, por Monteiro Lobato
Elenco Paulo Matozinho
Olga Maria
Aristéia Paula de Souza
Lívio Nanni
Maria Rosa Ribeiro
Gênero Fantasia e aventura
Música Cláudio Santoro
Lançamento Brasil 1951
Idioma Português
Página no IMDb (em inglês)

O Saci é um filme de fantasia brasileiro de 1951 dirigido e escrito por Rodolfo Nanni, com uma história de Arthur Neves. O filme é baseado no livro de mesmo nome escrito por Monteiro Lobato.[1][2] A história acompanha um garoto chamado Pedrinho (Lívio Nanni), que demonstra interesse em capturar o mulato de uma só perna, o Saci (Paulo Matosinho), que habita a floresta virgem perto do Sítio do Picapau Amarelo.

Considerado a primeira produção infantil importante do cinema brasileiro, o filme é também a primeira adaptação audiovisual da série de livros Sítio do Picapau Amarelo, de Lobato. Curiosamente, em 1954 o filme ganhou o Prêmio Saci, que premiou os melhores filmes brasileiros da década de 1950.[3]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme mostra as aventuras de Narizinho e Emília no Sítio do Picapau Amarelo, junto de Pedrinho que quer capturar um Saci em uma garrafa, seguindo as instruções do Tio Barnabé. O Saci depois de capturado e solto novamente, irá ajudar Pedrinho a desfazer uma bruxaria que a Cuca jogou em Narizinho, transformando-a em pedra. No Sítio vivem ainda Dona Benta e Tia Nastácia, que cuidam das crianças e se divertem com suas reinações.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção e recepção[editar | editar código-fonte]

Depois de voltar de uma viagem estudando cinema em Paris, [3] Rodolfo Nanni teve a ideia de adaptar o livro O Saci (1921), do autor Monteiro Lobato. Ele conheceu o sócio de Caio Prado Jr. na Editora Brasiliense, que detinha os direitos dos livros de Lobato. [3] Arthur Neves começou a escrever o roteiro, que depois foi prosseguido por Nanni. [3] As filmagens foram realizadas em Ribeirão Bonito, próximo a São Carlos. Rodolfo Nanni contou que "A cidade era pequenina, mas muito bonita, cheia de sítios. A população nos recebeu com todo carinho. Nos adotou, por assim dizer. O prefeito emprestou um galpão que estava abandonado e lá montamos um estúdio, filmando os interiores do sítio, com móveis antigos que as pessoas nos davam." [3]

Lançado apenas quatro anos após a morte do autor Monteiro Lobato, O Saci foi um sucesso comercial e ajudou a fazer a obra de Lobato popular para crianças e adultos, e especialmente entre os analfabetos. O filme ainda é bem lembrado e teve uma segunda estréia no seu 60º aniversário, no Amazonas Film Festival. [3]

Neste filme, a boneca Emília foi interpretada por uma criança, a atriz mirim Olga Maria Amâncio. Um ano depois na adaptação para a televisão do "Sítio" da TV Tupi, a Emília foi vivida por Lúcia Lambertini e a partir daí a personagem só foi interpretada por atrizes adultas nas versões para TV, até 1977 na Globo. A boneca só voltaria a ser vivida por uma criança novamente, em 2001 na TV Globo, onde o papel foi feito por Isabelle Drummond, com 8 anos na época.

Referências

  1. «Fundação Maurício Grabois :: O Saci (1951) (Vídeos)». Fundação Maurício Grabois. 13 de outubro de 2013. Consultado em 16 de junho de 2017. Arquivado do original em 19 de janeiro de 2014 
  2. Saci comemora 60 anos | revistapontocom
  3. a b c d e f «O Saci festeja 60 anos - cultura - versaoimpressa - Estadão» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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