O Zahir

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O Zahir
Autor(es) Paulo Coelho
Idioma Português
País  Brasil
Género Ficção brasileira
Editora Rocco
Lançamento 2005
Páginas 316
ISBN 8532518192
Edição portuguesa
Editora Pergaminho
Lançamento 2005
Páginas 316
ISBN 972-711-679-5

O Zahir é um livro de Paulo Coelho. Foi lançado primeiro no Irã para poder ser registrado como obra local daquele país para que possam ser processados aqueles que fizerem cópias ilegais do livro em língua persa. O Zahir teve o maior lançamento simultâneo em várias línguas de uma obra em língua portuguesa, 44 no total.

Para escrever O Zahir, Paulo Coelho passou uma temporada no Casaquistão, país onde a obra se situa, chegando a participar de uma caça à raposa. O livro é altamente autobiográfico embora seja uma obra de ficção.

Zahir é uma palavra de origem árabe que é traduzida de acordo com a filosofia islâmica como um conceito daquilo que é visível, aparente e exotérico (que se manifesta de modo externo).

Conceito de Zahir[editar | editar código-fonte]

O conceito do zahir para a filosofia islâmica está relacionado com a interpretação do Alcorão, livro sagrado para o povo muçulmano.

De acordo com a definição filosófica, o zahir seria todo o comportamento e atitude exterior de um indivíduo, ou seja, aquilo que ele aparenta e o que as outras pessoas podem ver.

Em oposição ao zahir está o chamado batin, que seria “aquilo que está no interior” ou “invisível”. Consiste nas intenções e pensamentos das pessoas que, segundo a filosofia islâmica, ficam guardadas nos corações dos indivíduos.

Para o Sufismo (corrente mítica do Islã), o zahir seria o “mundo dos corpos”, enquanto o batin seria relativo ao “mundo das almas”.

O pensamento filosófico do zahir é um princípio do al-Zahiriyya, uma escola teológico-jurídica islâmica.

A palavra zahir se tornou popular no ocidente graças ao escritor argentino Jorge Luís Borges que, em seu livro “ElAleph” (1949), conceituou este termo como “algo que uma vez tocado ou visto jamais é esquecido – e vai ocupando o nosso pensamento até nos levar à loucura”.

Em alguns países, principalmente de origem árabe, Zahir ainda pode ser considerado um nome próprio, assim como outras variações, como Zaheer, por exemplo.

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