O ensino de física à distância

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Quando usamos a sigla E.A.D. para descrever uma modalidade de ensino, geralmente, junto com ela, notamos dúvidas e até mesmo um certo preconceito. Ao conhecermos uma nova tecnologia que nos faz vislumbrar novas possibilidades do seu emprego na educação, normalmente se passa por três fases: A euforia inicial de um universo de possibilidades de sua aplicação em sala de aula; a depressão subsequente, muitas vezes, pela falta de aplicabilidade prática e de recursos para aplicação do mesmo; A fase pragmática que revê a aplicação da tecnologia de forma mais adequada e criteriosa. [1]

Informação e comunicação digital [2][editar | editar código-fonte]

Sabe-se que nem tudo que é considerado tecnologia será facilmente encontrado dentro de salas de aulas no “dia seguinte”. Entretanto, com a maturação dos novos métodos de ensino o uso do computador em sala de aula tende, não a substituir, mas se posicionar lado a lado do quadro e giz. Muitas mudanças estruturais do ensino-aprendizagem estão por vir num ambiente informatizado. Dentre exemplos de mudanças da sala de aula convencional podemos citar:

  • Ensino por arquivos
  • Ensino por Hipertextos e Multimídias
  • Ensino em uma Knowledge building community
  • Ensino por estudo programado
  • Ensino por computer conference
  • Ensino por áudio e videoconferência
  • Estudo autônomo

Espaços virtuais de aprendizagem [3][editar | editar código-fonte]

O Alemão Otto Peters em seu livro Distance Educational in transition Trends em Chalenges (2002), já tinha uma visão muito atualizada e contemporânea  do teríamos mais adiante na virtualização da sala de aula. Com sua experiência em uma das primeiras universidades que utilizavam o método de ensino à distância apontou alguns espaços virtuais de aprendizagem. Dentre eles citamos:

  • Aprendizagem por ensino expositivo
  • Aprendizagem autônoma, autorregulada
  • Aprender por exploração
  • Aprender procurando por informação
  • Aprender armazenando e gerenciando informações
  • Aprender por comunicação
  • Aprender por colaboração
  • Aprender por representação e simulação

O autor cita a passagem da educação moderna (linear, causal, lógica, hierárquica, sistemática, concentrada, localizada e com currículo fechado) para uma educação pós-moderna (não linear, não causal, aleatória, descentralizada, fluida, não localizada e distributiva e o currículo é aberto). Com isso, alteramos o comportamento de ensino-aprendizagem tanto na visão do professor quanto na visão do aluno.

Produção de material livre [1][editar | editar código-fonte]

Uma iniciativa que será fortemente estimulada nos próximos tempos será a produção de material didático com permissão para copia, edição e distribuição da forma GLP . Estimulado a cultura do remix e agregando a comunidade de desenvolvimento de softwares livres. Desta forma, será poupado o trabalho de reprodução de material do “zero”, podendo este, ser consumido na sua integralidade ou adaptado a uma nova realidade ou necessidade dentro da sala de aula. Com isso, teremos um possível estímulo à aplicação de novas ferramentas e compartilhamento de experiências educacionais.

Referências

  1. a b Cunha, Silvio Luiz Souza (2006-06). «Reflexões sobre o EAD no Ensino de Física». Revista Brasileira de Ensino de Física. 28 (2): 151–153. ISSN 1806-1117. doi:10.1590/s0102-47442006000200005  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. Otto., Peters, (2001). Didática do ensino a distância : experiências e estagio da discussão numa visão internacional. São Leopoldo: Ed. UNISINOS. ISBN 8574310808. OCLC 817736737 
  3. Otto., Peters, (2002). Distance education in transition : new trends and challenges. [S.l.]: Bibliotheks- und Informationssystem der Universität Oldenburg. ISBN 3814208137. OCLC 970554550