Obaluaiyê

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Obaluaiyê/Omolu
Escultura de Carybé em madeira exposta no Museu Afro-Brasileiro, em Salvador, representando Omolu
Obaluaê . Abaluaê . Xapanã
deus da varíola
Pais Oxalá e Nanã
Irmão Oxumaré
instrumento xaxará
sincretismo São Roque, São Lázaro

Omolu, Obaluaê, Abaluaê ou Xapanã[1] é o orixá da varíola e das doenças contagiosas. É ligado simbolicamente ao mundo dos mortos.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Obaluàyé é um termo iorubá que significa "rei e senhor da terra": Oba (rei) + Aiye (terra). O termo foi aportuguesado para Obaluaê. É conhecido como Xapanã na santería, e como Omolu em sua fase idosa.[2] Obàluáyê, "Rei senhor da Terra", Omolu, "Filho do Senhor", Sakpata, "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor, o sol - também é conhecido como Babá Igbona = pai da quentura). Outra corrente o define como: Obàluáyê: Obá - ilu; aiye; rei, dono, senhor da vida na terra; Omolu; Omo-ilu; rei, dono, senhor da vida.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os orixás Nanã (cujo emblema é o ibiri) e seus filhos Obaluaiyê (cujo emblema é o xaxará) e Oxumaré (cujo emblema é uma cobra) pertencem ao Panteão da Terra. Obaluaye é identificado no jogo do merindilogun pelos odus Irosun, Ossá, Êjilobon e representado materialmente e imaterial no candomblé através do assentamento sagrado denominado igba obaluaye.[3] Obaluaiê ou Omolu (os nomes se referem as fases de idade onde o mesmo deus seria mais jovem ou mais velho), é considerado a energia que rege as pestes como a varíola, sarampo, catapora e outras doenças de pele. Ele representa o ponto de contato do homem (físico) com o mundo (a terra). A interface pele/ar. No aspecto positivo, ele rege e cura, através da morte e do renascimento.[4]

Omolu é cultuado como o orixá residente no cemitério responsável pela triagem dos mortos. Normalmente, quando um médium ou filho de santo o incorpora no terreiro, tem sua cabeça coberta por um pano da costa em sinal de tradição e respeito, pois o orixá geralmente nunca mostra o rosto em razão de suas feridas, algo que é explicado pela sua mitologia. Os exus que atuam no cemitério lhes devem obediência. A falange mais conhecida é a dos caveiras, empregados diretos do orixá.[3]

Mitologia[editar | editar código-fonte]

Obaluayê dançando Opanijé no candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi

Conforme a mitologia Iorubá, Obaluaiê é filho de Nanã (a lama primordial de que foram feitas as cabeças – Ori – humanas) e Oxalá, tendo nascido cheio de feridas e de marcas pelo corpo como sinal do erro cometido por ambos, já que Nanã seduzira Oxalá, mesmo sabendo que ele era interditado por ser o marido de Iemanjá.

Ao ver o filho feio e malformado, coberto de varíola, Nanã o abandonou à beira do mar, para que a maré-cheia o levasse. Iemanjá o encontrou quase morto e muito mordido pelos peixes, e, tendo ficado com muita pena, cuidou dele até que ficasse curado. No entanto, Obaluaiê ficou marcado por cicatrizes em todo o corpo, e eram tão feias que o obrigavam a cobrir-se inteiramente com palhas. Não se via de Obaluaiê senão suas pernas e braços, onde não fora tão atingido. Aprendeu com Iemanjá e Oxalá como curar estas graves doenças. Assim cresceu Obaluaiê, sempre coberto por palhas, escondendo-se das pessoas, taciturno e compenetrado, sempre sério e até mal-humorado.[4]

Um dia, caminhando pelo mundo, sentiu fome e pediu às pessoas de uma aldeia por onde passava que lhe dessem comida e água. Mas as pessoas, assustadas com o homem coberto desde a cabeça até os pés com palhas, expulsaram-no da aldeia e não lhe deram nada. Obaluaiê, triste e angustiado, saiu do povoado e continuou caminhando pelos arredores, observando as pessoas. Durante este tempo, os dias esquentaram, o sol queimou as plantações, as mulheres ficaram estéreis, as crianças cheias de varíola e os homens doentes. Acreditando que o desconhecido coberto de palha amaldiçoara o lugar, imploraram seu perdão e pediram que ele novamente pisasse na terra seca.[3]

Ainda com fome e sede, Obaluaiê atendeu ao pedido dos moradores do lugar e novamente entrou na aldeia, fazendo com que todo o mal acabasse. Então homens os alimentaram e lhe deram de beber, rendendo-lhe muitas homenagens. Foi quando Obaluaiê disse que jamais negassem alimento e água a quem quer que fosse, tivesse a aparência que tivesse. E seguiu seu caminho.

Chegando à sua terra, encontrou uma imensa festa dos orixás. Como não se sentia bem entrando numa festa coberto de palhas, ficou observando pelas frestas da casa. Neste momento, Iansã, a deusa dos ventos, o viu nesta situação e, com seus ventos levantou as palhas, deixando que todos vissem um belo homem, já sem nenhuma marca, forte, cheio de energia e virilidade. E dançou com ele pela noite adentro. A partir deste dia, Obaluaiê e Iansã se uniram contra o poder da morte, das doenças e dos espíritos dos mortos, evitando que desgraças aconteçam entre os homens.

Características rituais[editar | editar código-fonte]

Dança[editar | editar código-fonte]

Sua dança, o opanijé (cuja tradução é: "ele mata qualquer um e come"), dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imita seu sofrimento, coceiras e tremores de febre.

Emblemas[editar | editar código-fonte]

Tem, como emblema, o xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação a terra. Na Nigéria, os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó (búzios).

Vestimenta[editar | editar código-fonte]

Comidas do Olubajé, no candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.

A vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraída do Igí-Ògòrò, a palha da costa, elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados à morte e 'o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de duas partes: o "filá" e o "azé". A primeira parte, a de cima, que cobre a cabeça, é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura.

O azé, seu asó-ìko (roupa de palha), é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos. Em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia, vai um xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulu", em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta, acompanham algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte. A palha da costa é mais encontrada no norte do Brasil.[4]

Festa[editar | editar código-fonte]

A festa anual é o Olubajé (Comida do rei senhor). São feitas e distribuídas no mínimo nove iguarias da culinária afro brasileira (comida ritual), seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem aos convidados e assistentes, em folhas de mamona ilará ou bananeira (aguede), no sentido de prolongar a vida e trazer saúde .

Tido como filho de Nanã, no Brasil, sua origem, forma, nome e culto na África é bastante variado, de acordo com a região, essa variação de nomes é de conformidade com a região, Obàluáyê/Xapanã em Tapá (nupê) chegando ao território Mahi ao norte do Daomé; Sapata é sua versão fon, trazido pelos nagôs na cidade de Savalu, Benin. Em alguns lugares se misturam, em outros são deuses distintos, confundido até com Nànà Buruku; Omolu em Queto e Abeokuta.

Seu parentesco com Oxumaré e Iroko é observado em Queto (vindo de Aise segundo uns e Adja Popo segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko Omolu) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três personagens superpostos. Também em Fita, próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumare) e seu filho Loko (Iroko).

Sete folhas mais usadas para Obaluaiyê[editar | editar código-fonte]

África[editar | editar código-fonte]

Yoruba[editar | editar código-fonte]

Venerado pelos povos Yoruba, é geralmente chamado Shopona e dizem ter domínio sobre a Terra e varíola. Ele exige respeito e gratidão, mesmo quando ele reivindica uma vítima, e por isso as pessoas às vezes o honram com o nome de louvor Alápa-dúpé, que significa "Aquele que mata e é agradecido por isso".[5] Em uma história normalmente contada, Shopona era velho e coxo. Ele participou de uma festa no palácio de Obatalá, o pai dos orixás. Quando Shopona tentou dançar, ele tropeçou e caiu. Todos os outros orixás riram dele, e ele, por sua vez tentou infectá-los com a varíola. Obatalá o deteve e o levou para o mato, onde viveu como um rejeitado desde então.[6]

Fon[editar | editar código-fonte]

Venerado pelo povo Fon, o espírito é mais comumente chamado Sagbata. Ele é dono da Terra e tem fortes associações com a varíola e outras infecções. Sua adoração é muito diversificada em comunidades Fon, onde muitas manifestações distintas do espírito são veneradas. Porque os mortos são enterrados na Terra, a manifestação chamada Avimadye é considerado o chefe dos antepassados.[7] [8]

Ewe[editar | editar código-fonte]

Venerado pelo povo Ewé, há uma figura semelhante com o nome de louvor Anyigbato que está intimamente associado com a doença[9] e os povos deslocados.[10] Acredita-se a vagar a terra na noite, vestindo uma roupa de chocalho de conchas de caracol; as conchas de caracol são também uma característica fundamental do seu fetiche.[11]

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, é conhecido como Obaluaiyê no candomblé, como Obaluaê na umbanda, como Xapanã no Batuque e como Obaluaiê no Xambá. Seus filhos são sérios, calados, as vezes alegres e ingênuos demais, porém são observadores e espertos. Também seus filhos têm muitos problemas de saúde. É sincretizado como São Roque na forma de Obaluaiyê. Na forma mais velha de Omulu, é sincretizado como São Lázaro.

Arquétipo[editar | editar código-fonte]

Seus filhos parecem ter mais idade do que realmente têm por conta da entidade ser mais velha e agem como se tivessem idade avançada. Seus filhos são doces, mas reclamões, rabugentos, um tanto mal-humorados. Quando querem, fazem e ajudam a todos sem exceção. Sofrem com muitos problemas de saúde que se arrastam por anos, geralmente desde criança ou desde o nascimento. São fiéis, dedicados e amigos de verdade. Podem ter premonições e seus filhos tem um pensamento de pessoas maduras, o que os ajuda a não agirem como crianças, ou serem irresponsáveis. Gostam da ordem e disciplina.

Não são pessoas de levar desaforos para casa e nem de falar pelas costas.Odeiam fofocas e vulgaridades do gênero. Os filhos de Obaluayê são irônicos, secos e diretos. Os descendentes desse orixá são muito independentes e têm a necessidade de crescer com suas próprias forças e recursos. Muitas dessas pessoas, devido à influência do seu orixá, que comanda os eguns, podem ter experiências sobrenaturais, como visões, sonhos etc.

América Latina[editar | editar código-fonte]

Na Santería, Babalú-Ayé está entre os orixás mais populares.[12] Sincretizado com São Lázaro, e considerado particularmente milagroso, Babalú-aye é homenageado publicamente com uma peregrinação no dia 17 de dezembro, quando dezenas de milhares de devotos se reúnem na Igreja e Leprosorium de São Lázaro em El Rincón, na periferia de Santiago de Las Vegas, Havana. Comunidades Arará em Cuba e sua diáspora honram o espírito como Asojano[13] . Ambas as tradições usam pano de saco em rituais para evocar a sua humildade. O espírito também aparece em Palo como Pata en Llaga.

Santería[editar | editar código-fonte]

Sincretismo religioso em Cuba, altar dedicado a São Lázaro/Babalú Ayé no Vale de Viñales.

Na santería, é cultuado como Babalú Ayé (pronunciado aiê). As narrativas e rituais que carregam a informação cultural importante sobre Babalú-Aye incluem vários temas recorrentes e inter-relacionados.

  • Terra: A adoração de Babalú-aye é frequentemente associada à própria Terra, e até mesmo o seu nome identifica-o com a própria Terra.[14]
  • Doença e sofrimento: Referido como o "deus da varíola", Babalú-aye certamente liga de volta à doença no corpo e as mudanças que ela traz.[15] Porque Babalú-aye tanto pune as pessoas com a doença e os recompensa com a saúde, suas histórias e cerimônias freqüentemente lidam com o corpo como um locus central da experiência para ambas as limitações humanas e poder divino. Da mesma forma, sua claudicação mítica evoca a ideia de viver em um constante estado de limitação e a dor física, enquanto as pessoas apelam para ele para protegê-los da doença.
  • A permeável natureza das coisas: Nas Américas, as vasilhas de Babalú-aye sempre tem vários buracos em suas tampas, permitindo a entrada das oferendas, mas também simboliza a dificuldade em conter a doença completamente. Estes buracos são muitas vezes explicitamente em comparação com feridas pústula da pele do orixá [16] Esta permeabilidade também aparece no pano de saco e franja de ráfia chamado mariwó usado para vestir o orixá.
  • Sigilo e revelação: O contraste entre silêncio e fala, escuridão e luz, e sigilo e revelação permeiam a adoração de Babalú-aye. De acordo com a tradição, certas coisas devem permanecer secretas para sustentar seu poder ritual ou na sua função saudável. Por sua vez a inadequada revelação leva a doença e outras manifestações negativas.[17] Por outro lado a revelação de informações adequadas pode fornecer ensinamentos e orientações importantes.
  • Maldade e retidão: Representado em narrativas sagradas como um transgressor em alguns casos, o próprio Babalú-aye é condenado ao exílio porque ele quebrou o contrato social. A dor física de sua perna manca transforma a dor emocional do exílio. Só depois de passar muito tempo em isolamento ele retorna à sociedade. Em outros contextos, ele é elogiado como o mais justo de todos os orixás. Da mesma forma, ele é muitas vezes referido como a punição a ofensa de seres humanos.[18]
  • Exílio e movimento: Fortemente associadas com a floresta e a estrada em si, as histórias principais e cerimônias relacionadas com Babalú-aye envolvem movimento como um antídoto à estagnação. Em cerimônias Lucumí e Arará em Cuba, sua vasilha é ritualmente movida de lugar para lugar em iniciações importantes. Mas através deste movimento por espaços diferentes, Babalú-aye aparece regularmente como um complexo, mesmo figura liminar, que une vários reinos. Fortemente associado com ervas poderosas utilizadas para venenos e panaceias, ele é por vezes associado com Osain e os poderosos atos de magos. Fortemente associado com a Terra e os ancestrais enterrados dentro dela, ele às vezes é ritualmente honrado com os mortos.[19] Ao mesmo tempo, ele é amplamente incluído como um orixá ou um fodun, como o Arará tradicionalmente chama suas divindades em Cuba.[20] Da mesma forma os cães fortemente associados com Babalú-aye movimentam da casa, para a rua, para a floresta, e para trás com relativa facilidade.
  • Morte e ressurreição: Por último, mas não menos importante, a própria jornada de exílio, a debilitação da Babalú-aye, e, finalmente, a restauração aborda a natureza cíclica de toda a vida. Embora este tema de transcendência desempenha um papel muito mais proeminente nas Américas do que na África Ocidental, também está presente lá em narrativas sobre epidemias que abateram sobre reis e reinos, apenas para encontrar alívio e remédio em Babalú-aye.[21]

Parentesco com outros Orixás[editar | editar código-fonte]

Existem vários, às vezes contraditórios, relatos de relações genealógicas de Babalú-aye a outros Orixás. Babalú-aye é muitas vezes considerado o filho de Yemoja e o irmão de Xangô.[22] No entanto, algumas linhagens religiosas afirmam que ele é o filho de Nana Burukú, enquanto outros afirmam que ele é seu marido.[23] [24] [25]

Algumas linhagens de Candomblé relacionam mitos que justificam Babalú-aye ser filho de ambas Yemoja e Nana Burukú. Nestes mitos, Nana Burukú é a verdadeira mãe de Babalú-aye que o abandona para morrer de exposição na praia, onde ele é mal marcado por caranguejos. Yemoja descobre ali, leva-lo sob sua proteção, as enfermeiras-lo de volta à saúde, e educa-lo em muitos segredos. Algumas linhagens de Candomblé relacionar mitos que justificam Babalú-aye ser filho de ambos Yemoja e Nana Burukú. Nestes mitos, Nana Burukú é verdade a mãe de Babalú-aye que o abandona para morrer de exposição na praia, onde ele é seriamente danificada marcado por caranguejos. Yemoja o encontra, e leva-o sob sua proteção, cuida dele, trás de volta à saúde, e educa-o em muitos segredos.[26]

Por causa de seu conhecimento da floresta e do poder de cura das plantas, Babalú-aye está fortemente associado com Osain, o orixá de ervas. Oba Ecun (um Oriate em La Regla de Ocha) descreve os dois Orixás como dois aspectos de um único ser,[27] enquanto William Bascom observou que alguns ligam os dois através de sua estreita relação mútua com os espíritos da floresta chamado ijimere.[28]

Atributos[editar | editar código-fonte]

  • Dia da semana: segunda-feira[4]
  • Cores: preto, vermelho e branco
  • Símbolo: xaxará (um tubo de palha trançada com sementes mágicas e segredos dentro).
  • Número: 13
  • Comida: pipoca
  • Saudação: Atotô!
  • Odu regente: Odí

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brown, David H. 2003. Santería Enthroned: Art, Ritual and Innovation in an Afro-Cuban Religion. Chicago: University of Chicago Press.
  • Buckley, Anthony D. 1985. Yoruba Medicine. Oxford: Clarendon Press.
  • Ecun, Oba. 1996. Ita: Mythology of the Yoruba Religion. Miami: ObaEcun Books.
  • Ellis, A.B. 1894. The Yoruba-speaking peoples of the Slave Coast of West Africa. Their religion, manners, customs, laws, language, etc. London: Chapman and Hall.
  • Friedson, Steven M. 2009. Remains of Ritual: Northern Gods in a Southern Land. Chicago: University of Chicago Press.
  • Herskovits, Melville. 1938. Dahomey: An Ancient West African Kingdom. New York: J.J. Augustin.
  • Idowu, E. Bolaji. 1962. Olodumare: God in Yoruba Belief. London: Longmans, Green, and Co.
  • Lele, Ocha'ni. 2003. The Diloggun: The Orishas, Proverbs, Sacrifices, and Prohibitions of Cuban Santeria. Rochester, Vt.: Destiny Books.
  • Lovell, Nadia. 2002. Cord of Blood: Possession and the Making of Voodoo. London: Pluto Press.
  • Lucas, J. Olumide. 1996. The Religion of the Yoruba: Being an Account of the Religious Beliefs and Practices of the Yoruba People of Southwest Nigeria. Especially in Relation to the Religion of Egypt. Brooklyn, NY: Athelia Henrietta Press. [Originally published in 1948 in London by the Church Missionary Society Bookshop]
  • Mason, Michael Atwood. 2009, 2010, 2011, 2012. Baba Who? Babalú! Blog. http://baba-who-babalu-santeria.blogspot.com/
  • McKenzie, Peter. 1997. Hail Orisha! A Phenomenology of a West African Religion in the Mid-Nineteenth Century. Leiden, the Netherlands: Brill.
  • Ramos, Miguel “Willie.” 1996. Afro-Cuban Orisha Worship. In A. Lindsey, ed., Santería Aesthetics in Contemporary Latin American Art, pp. 51–76. Washington, DC: Smithsonian Institution Press.
  • Rosenthal, Judy. 1998. Possession, Ecstasy, and Law in Ewe Voodoo. Charlottesville: University of Virginia Press.
  • Thompson, Robert F. Face of the Gods: Art and Altars of Africa and the African Americas. [S.l.]: The Museum for African Art, 1993. 334 p. ISBN 978-0-945802-13-6
  • Verger, Pierre F. 1957. Notes sur le culte des orisa et vodun a Bahia, la Baie de tous les Saints, au Brésil, et à l’ancienne Côte des Esclaves en Afrique. Dakar: IFAN.
  • Voeks, Robert A. 1997. Sacred Leaves of Candomblé: African Magic, Medicine, and Religion in Brazil. Austin: University of Texas Press.
  • Wenger, Susanne. 1983. A Life With the Gods in their Yoruba Homeland. Wörgl, Austria: Perlinger Verlag.
  • VERGER, Pierre. Orixás, Deuses Iorubás na Africa e no Novo Mundo (5ª ed.). Salvador: Currupio, 1997.
  • VERGER, Pierre. Notas sobre o culto aos orixás e voduns. São Paulo: Edusp, 1999.
  • José Beniste Mitos Yorubás - O outro lado do conhecimento. Editora Bertrand Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 207.
  2. Omolu em Yorubana
  3. a b c VERGER, Pierre. Orixás, Deuses Iorubás na Africa e no Novo Mundo (5ª ed.). Salvador: Currupio, 1997.
  4. a b c d Juntos no Candomblé
  5. Idowu 1962:97
  6. Ellis 1894:52
  7. Herskovits 1938:142
  8. Herskovits 1938:131
  9. Friedson 2009: 214n27; Lovell 2002: 73-74; Rosenthal 1998: 68
  10. Lovell 2002: 73-74
  11. Friedson 2009: 214n27
  12. Mason 2010
  13. Brown 2003:138-39
  14. McKenzie 1997:417
  15. Wenger 1983:168
  16. Brown 2003:263
  17. Buckley 1985
  18. Idowu 1962:97
  19. Herskovits 1938, Vol. 2:142
  20. Mason 2009
  21. Idowu 1962:99; Mason 2010
  22. Lucas 1996:112, Idowu 1962:99
  23. Thompson 1993:224
  24. Ramos 1996:68
  25. Mason 2010
  26. Voeks 1997
  27. Ecun, 1996
  28. Mason 2012

Ligações externas[editar | editar código-fonte]