Ocotea porosa

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Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo município brasileiro do estado de Santa Catarina, veja Imbuia (Santa Catarina).
Como ler uma infocaixa de taxonomiaOcotea porosa
Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Laurales
Família: Lauraceae
Género: Ocotea
Espécie: O. porosa
Nome binomial
Ocotea porosa
(Nees et Martius ex Nees) Liberato Barroso
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Imbuia (do Tupi) - Ocotea porosa (Nees et Martius ex Nees) Liberato Barroso - é uma frondosa árvore da família da Lauraceae (louros), que ocorre tipicamente em florestas ombrófilas mistas[Floresta com Araucária] da região dos Campos Gerais do Paraná.

A Imbuia tem flores pequenas, folhas pequenas e lusidias, tronco grosso, curto até as primeiras inserções dos galhos, razoavelmente retilíneo e por vezes retorcido. Seu fruto se constitui numa pequena cúpula basal.

A madeira da imbuia, outrora abundante, tem alto valor comercial para a industria madeireira por sua afabilidade ao entalhe e longa durabilidade, afora excelente aparência: de cor parda em geral, possui veios que vão do amarelo ao marrom com riscas pretas. Devido à exploração depredatória de sua madeira nobre, hoje integra a Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente.

Sinonímia: Canela-broto; Canela-imbuia; Embuia, Imbuia-clara; Imbuia-escura

Sinonímia botânica: Cinnamomum porosum, Oreodaphne porosa, Phoebe porosa.

O ser vivo mais velho da cidade de Curitiba é uma imbuia e sua idade é de, aproximadamente, mil anos. Este exemplar está localizado dentro da mata do Bosque do Capão da Imbuia, um dos espaços públicos da capital paranaense.[1][2][3]

Nobre dama da floresta nativa, a imbuia cresce sem pressa, o que a torna mais rara ainda. Pertence à elegante família do louro e da canela e os desenhos de sua madeira durável e perfumada são, muitas vezes, legítimas obras de arte. Apesar de dura, é macia ao formão e serve para marcenaria, esquadrias, lambris, instrumentos musicais, esculturas, mourões e dormentes.[1]

Notas e referências

  1. a b CARDOSO, 2004, p87.
  2. Ambiente Brasil edição de 24 de abril de 2005
  3. Dante Mendonça (25 de julho de 2008). «Árvores da minha rua - Paraná-Online». Consultado em 11 de maio de 2010. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Koch, Zig. Araucária: A Floresta do Brasil Meridional. Curitiba: Olhar Brasileiro, 2010.
  • CARDOSO, Francisco. Árvores de Curitiba. Curitiba: Ed. do Autor, 2004. 96p

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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