Oda Nobunaga

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde dezembro de 2013).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
Oda Nobunaga.

Oda Nobunaga (織田 信長?) Loudspeaker.svg? Oda Nobunaga (23 de junho de 1534 - 21 de junho de 1582) foi um grande daimyo do período Sengoku da história japonesa. Filho de Oda Nobuhide, um guerreiro de menor importância e poucas terras na província de Owari. Nobunaga Oda nasceu em 23 de Junho de 1534 no castelo de Nagoya e foi dado seu nome de infância de Kippōshi (吉法師?). Sua mãe era Gozen Tsuchida esposa de Nobuhide, fazendo ele ser o primeiro filho legítimo; depois disso, aos dois anos se tornou o dono do castelo de Nagoya. Através da infância e começo da adolescência, ele era muito bem conhecido por seu comportamento bizarro e recebeu o nome de Owari no Ooutsuke (尾張の大うつけ? Tolo de Owari).

Com a introdução de armas do fogo no Japão, entretanto, ele ficou conhecido por seu afeto pelas armas de fogo Tanegashima. Ele também era conhecido por correr com outros jovens da área, sem qualquer consideração pela sua própria posição social.

Nobunaga casou-se com Nōhime, filha de Saitō Dōsan, por estratégia política; contudo, ela não gerava nenhuma criança e foi considerada estéril. Foram as suas concubinas Kitsuno e a Senhora Saka que geravam seus filhos. Foi Kitsuno que deu à luz o filho mais velho de Nobunaga, Nobutada. O filho de Nobutada, Hidenobu Oda, se tornou o soberano do clã Oda depois das mortes de Nobunaga e Nobutada.

Nobunaga viveu uma vida de contínuas conquistas militares até conquistar quase todo o Japão, quando foi assassinado em 1582.

No que diz respeito à força militar, os sonhos revolucionários de Nobunaga não somente mudaram a maneira de guerrear-se no Japão, mas também, no processo, criaram uma das forças mais modernas do mundo de sua época. Ele desenvolveu, implementou e expandiu o uso de lanças de longo alcance (anticavalaria), armas de fogo, navios blindados e fortificações de castelos, em perfeito ajuste a batalhas envolvendo grande número de guerreiros, o que era comum à época. Nobunaga também instituiu um sistema de classes guerreiras especializadas escolhendo posições para seus súditos e demais cidadãos sob seu jugo de acordo com suas habilidades, e não somente pelo nome, ranking ou relação familiar que tivessem, como tinha sido feito em períodos históricos anteriores. Seus súditos também ganhavam terras de acordo com a quantidade de arroz que pudessem produzir, não pela extensão de suas terras. Esse sistema de organização, em especial, foi muito utilizado e desenvolvido por seu aliado Tokugawa Ieyasu na formação do xogunato Tokugawa em Edo.

Estátua de Oda Nobunaga.

O domínio e a grande inteligência de Nobunaga não se restringiam ao campo de batalha, pois ele também era um homem de negócios e entendia muito bem tanto os princípios de micro como os de macroeconomia. Primeiro, para modernizar a economia a partir de uma base agrária para atingir uma com base em manufatura e serviços, ele desenvolveu cidades-castelos que vieram a ser tanto os centros como as bases de economias locais. Em áreas sob seu controle, ele também construiu estradas entre essas cidades-castelos, não só com o objetivo de facilitar o comércio, mas também para que pudesse mover seu batalhões através de grandes distâncias em um curto espaço de tempo. O comércio internacional também foi expandido para além da China e da península coreana até à Europa, ao mesmo tempo em que o comércio nambam (bárbaro) com as Filipinas, Sião e a Indonésia também era posto em prática.

Nobunaga também implantou medidas rakuichi rakuza como meio de estimular o comércio e a economia em geral. Essas políticas aboliram e proibiram monopólios, além de liberalizarem sindicatos, associações e guildas, que antes eram proibidas por serem vistas por Nobunaga como um empecilho ao comércio geral. Ele também desenvolveu isenções de impostos e estabeleceu leis para regular e facilitar empréstimos.

Ao conquistar o Japão do período Sengoku, Nobunaga acumulou grandes riquezas, gradualmente aumentando seu investimento em arte e cultura, o que sempre lhe tinha interessado. Mais tarde, porém, usou-se delas como mostra de seu poder e prestígio. Construiu vastos jardins e castelos que eram, em si mesmos, grandes obras de arte. Diz-se que o Castelo Azuchi, erigido às bordas do Lago Biwa, é o mais grandioso castelo do Japão, coberto de ouro e estátuas no exterior, e decorado com telas fixas, portas corrediças, paredes e pinturas no teto do lado de dentro feitas por seu súdito Kano Eitoku.

Nobunaga é lembrado no Japão como um dos personagens mais brutais do período Sengoku. Apesar de não ter convertido ao Cristianismo, ele apoiou a difusão desta religião, que era na altura uma novidade para o Japão, e a usou como desculpa para perseguir os monges de Ikko. Durante este período, seu súdito e mestre-de-chá Sen no Rikyu criou a cerimónia do chá, que Nobunaga difundiu, originalmente com a intenção de discutir política e negócios. O kabuki moderno também teve seu começo durante esse período, sendo completamente desenvolvido no início do período Edo.

Pela insensibilidade com que esmagou os Ikkoshu, conclui-se que ele não tinha o menor respeito pela religião tradicional. Em 1571, chacinou cerca de três mil monges do templo Enryakuji, no monte Hiei, um poderoso núcleo político e religioso do início do período Heian, porque aquele mosteiro o desafiara militarmente. Nobunaga era implacável com todo aquele que lhe fizesse frente, mas não deixava de reconhecer a autoridade imperial, nem a autoridade de outros templos e santuários desde que não pusessem em causa a sua hegemonia.

A tentativa de Oda Nobunaga para unificar tenka foi suspensa. Em 1582, enquanto ele e os seus companheiros estavam em Honnō-ji em Kyōto, Nobunaga foi surpreendido e assassinado por Akechi Mitsuhide, um dos seus principais generais, ataque que ficou conhecido como Incidente de Honnō-ji. Os guerreiros de Nobunaga delegaram em Mitsuhide, que foi destronado dois dias depois por outro general de Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi (1536-1598), que lhe sucedeu como o novo tenkajin.

Uma frase pode resumir o estilo de Oda Nobunaga: "Se o pássaro não canta, eu o mato".

O missionário jesuíta português Luís Fróis assim descreveu Nobunaga: "Nobunaga não acredita em vida após a morte nem em nada que ele não possa ver com seus próprios olhos". "[...] Nobunaga faz muito segredo quanto aos seus planos, é um especialista na arte da guerra, muito pouco ou nada disposto a aceitar conselho ou admoestação de seus subordinados, muito temido e respeitado por todos. [...] Possui grande capacidade de discernimento, pensamento claro, e despreza as deidades xintoístas e budistas e todas as formas de idolatria e superstição. Ele é um adepto nominal da seita Hokke (Lotus) mas ele declara publicamente que não existem coisas como um Criador do Universo ou a imortalidade da alma, ou vida após a morte. Extremamente refinado e limpo em sua vestimenta e na nobreza das suas ações".[1]

Referências

  1. Michael Cooper, "They Came to Japan: An Anthology of European Reports on Japan, 1543-1640". California & London, 1965

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • The Christian Century in Japan (1951), Charles R Boxer
  • João Rodrigues's Account of Sixteenth-Century Japan, ed. Michael Cooper, London: The Hakluyt Society, 2001 (ISBN 0904180735)
Ícone de esboço Este artigo sobre História do Japão é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.