Oi (empresa)

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Oi
Razão social Telemar Norte Leste S.A.
Tipo Empresa de capital aberto
Slogan Junto é bem melhor
Cotação BM&F Bovespa: OIBR3, OIBR4[1]
OTC Pink Current: OIBRQ[2]
Indústria Telecomunicações
Gênero Sociedade anônima
Fundação 1 de março de 2002 (15 anos)
Sede Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Proprietário(s) Grupo Oi [3]
Presidente Marco Schroeder
Pessoas-chave
  • Marco Schroeder (CEO & Presidente)
  • José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha (Presidente do Conselho Administrativo)
  • Erlemilson S. Miguel (Presidente do Conselho de Usuários)[4]
Empregados 37,690 (2011)
Produtos
Acionistas
Valor de mercado Aumento R$ 17,791 bilhões (junho de 2014)[6]
Lucro Baixa R$ 1.493 bilhão (2013)
LAJIR Aumento R$ 2.412 bilhões (2013)
Faturamento Aumento R$ 28.422 bilhões (2013)[7]
Renda líquida Baixa R$ 7.208 bilhões (2013)
Antecessora(s) TNL PCS
Website oficial oi.com.br

Oi (BM&F Bovespa: OIBR3, OIBR4 [1]; OTC Pink Limited: OIBRQ[2]), anteriormente conhecida como Telemar,[8] é uma concessionária de serviços de telecomunicações do Brasil. É a maior operadora de telefonia fixa e a quarta maior operadora de telefonia móvel do Brasil, sendo também a terceira maior empresa do setor de telecomunicações na América do Sul. "Em setembro de 2015, a empresa possuía, no Brasil, cerca de 72 milhões de Unidades Geradoras de Receitas (UGRs), das a quais cerca de 47 milhões estavam no segmento Móvel Pessoal, 17 milhões no segmento Residencial e 8 milhões no segmento B2B (grandes corporações e PMEs). Atualmente, a Oi ainda conta com mais de 1 milhão de [pontos de acesso à rede] Oi WiFi em todo o Brasil."[9][10][11][12]

Formada a partir da privatização do Sistema Telebrás em 1998, a Oi herdou grande parte do sistema de telefonia fixa existente no Brasil até então, sobretudo após a aquisição da Brasil Telecom. No total, a Oi possui concessões para a oferta de serviços de telefonia fixa em 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal, atuando também através de autorizações nas regiões atendidas pela Vivo, Algar Telecom e Sercomtel. A empresa oferece serviços de telefonia, Televisão por assinatura e internet banda larga. Em 2010, a Oi adquiriu a Portugal Telecom[13], mas vendeu os ativos operacionais portugueses em 2015 para a empresa de telecomunicações holandesa Altice.[14]

A Oi é a empresa privada com a maior dívida do Brasil, avaliada em R$ 64 bilhões de reais.[15] No dia 22 de setembro de 2017, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou que a empresa China Telecom aplicasse investimento para aumento de capital na empresa, procedimento que livrará a companhia de um possível pedido de falência.[16]


História

Início e expansão

Mapa da região inicialmente atendida pela Oi/Telemar entre 1998 e 2009.

Em 1998, o Ministério das Comunicações decidiu dividir a Telebrás em doze companhias[17]: três holdings das concessionárias regionais de telefonia fixa, uma holding da operadora de longa distância e oito holdings das concessionárias da telefonia móvel Banda A. A maior delas era Tele Norte Leste S.A., Telemar. O nome Telemar vem de ‘tele’ (de telefonia – o serviço que a empresa presta ou, mais precisamente, "tele", que quer dizer "distância") e ‘mar’ (a região na qual a operadora atuava originalmente, que era o litoral sudeste, nordeste e norte do Brasil. Hoje atua no país inteiro e na base brasileira da Antártida, além de possuir cabos submarinos e atuar em Moçambique através do Oi Futuro).

Inicialmente a Telemar era composta pelas empresas dos 16 estados de sua área inicial: a Telebahia, Telemig, a Telerj, a Telest, a Telergipe, a Telasa, a Telpe, a Telpa, a Telern, a Teleceará, a Telepisa, a a Telepará, a Telamazon, a Teleamapá, e a Telaima.[carece de fontes?]

Em 2008, a Oi iniciou suas operações em São Paulo (Região 3)[18].

Aquisição da Brasil Telecom

Mapa da região incorporada à área de cobertura da Oi após a aquisição da Brasil Telecom, e antes do início das operações da empresa no estado de São Paulo em 2008.

A Oi fez uma oferta de 5,8 bilhões de reais para comprar a operadora de telefonia fixa e móvel Brasil Telecom. Na intenção de expandir a Oi, o então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva permitiu por meio de um decreto presidencial a compra da Brasil Telecom pela Oi, algo que não poderia ser regulamentado naquela época.[19] O negócio foi acertado entre as duas empresas e a Oi incorporou a Brasil Telecom no dia 17 de maio de 2009.[20]

Em 2009, foi anunciada a "aquisição da Brasil Telecom.

Em 1 de janeiro de 2010 a Portugal Telecom[21] assinou um contrato com vista à aquisição de 22,4% da Oi iniciando uma parceria estratégica entre ambas as empresas. No mesmo ano, é anunciado a compra da Portugal Telecom pela Oi.[13]

Em 13 de abril de 2011, Luiz Eduardo Falco anunciou aos colaboradores da companhia seu desligamento, alegando o fim de um ciclo na companhia.[22]

Em 28 de fevereiro de 2012 a Oi anuncia a permuta de ações para reestruturação da empresa, a Portugal Telecom deixa de ter 11,05% das ações ordinárias para deter apenas 0,05% das ações ordinárias da empresa, passando a deter 0,02% de todo seu capital.[23]

Fusão com a Portugal Telecom

Em 2 de outubro de 2013 a Oi e a Portugal Telecom formalizam a fusão das duas companhias, tendo envolvido os acionistas da Oi, da Portugal Telecom e da Telemar, com sede no Brasil e operações no Brasil e em Portugal.[24][25].

A aquisição da Portugal Telecom foi conturbada, tendo sido descoberto em 2014 um rombo no caixa financeiro da Portugal Telecom, deixando a Oi sem capital adicional.[26] Em 2015, a Oi se desfez dos ativos operacionais portugueses, vendendo-as pra a multinacional Altice.[14]

Serviços oferecidos

Além disso, a empresa possui uma certa atuação em outros mercados:

Incorporação BrTurbo

Ver artigo principal: BRTurbo

BrTurbo Empresas S.A. foi um portal de internet e provedor especializado em conexão banda larga criado pela Brasil Telecom. Iniciou suas atividades em 1º de janeiro de 2000. Em 2004, foi unificado no Internet Group formado por ele mesmo, o portal iG e o iBest. Em 2015 se separa do IG e a base de clientes e planos foi incorporado junto ao portifólio de serviços de internet da Oi chamada Serviços Digitais.

Multas e controvérsias

Orelhões da Oi no Rio de Janeiro, RJ.

Em 18 de julho de 2012 a Anatel anunciou que as operadoras TIM, Claro e Oi seriam impedidas de comercializar circuito integrado em diversos estados, até que apresentassem à Anatel um plano completo de investimentos, devido às altas reclamações, a partir de 23 de julho de 2012. A TIM foi impedida em dezenove estados, a Oi em cinco e a Claro em três estados.[27]

Em 2012, a Justiça do Rio Grande do Sul aplicou multa milionária à empresa por cobrança indevida.[28]

Além disso, recentemente a empresa vendeu diversos imóveis que pertenciam a lista de bem reversíveis da união e que por contrato devem voltar as mãos do governo após o término da concessão dos serviços.[29]

Em fevereiro de 2013 a Anatel multou a Oi em R$ 34 milhões por descumprir metas de qualidade na prestação do serviço de telefonia celular. As metas descumpridas referem-se a: taxa de reclamação de clientes, taxa de chamadas completadas para centrais de atendimento, taxa de chamadas realizadas e completadas, taxa de resposta ao usuário e taxa de recuperação de falhas ou defeitos. A Oi anunciou que recorreria da decisão.[30]

Em julho de 2014, o Ministério da Justiça multou a empresa em R$ 3,5 milhões da Justiça por coletar informações de seus clientes usuários de banda larga através do serviço Navegador, desenvolvido em parceria com a britânica Phorm.[31]

Em dezembro de 2015, a associação Proteste entrou com ação civil pública na Justiça Federal contra Claro, NET, Vivo, GVT, Oi e TIM devido ao serviço de má qualidade oferecido por essas empresas no acesso banda larga à Internet. A associação também pedia por transparência e descontos nas faturas dos clientes lesados. Em nota, a Proteste completou dizendo que "as empresas não cumprem nem 60% das metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quanto à velocidade contratada e a efetivamente oferecida (…) Milhões de consumidores vêm sendo lesados há anos, ao pagar por um serviço em desacordo com as regras e que não oferece a qualidade esperada". Também chamou o serviço de banda larga no Brasil de "ineficiente" e "incapaz de garantir o desenvolvimento dos níveis de qualidade de prestação do serviço"[32].

Em 2015 a Oi teve prejuízo de R$ 5,3 bilhões, sendo no quarto trimestre R$ 4,5 bilhões[33].

Referências

  1. a b «OIBR», BMF Bovespa, Empresas listadas à vista e derivativos: renda variável .
  2. a b «OIBRQ», OTC markets, Stock (quote) .
  3. «Recuperação da Oi terá apenas um administrador, decide Justiça do Rio (Escritório Arnoldo Wald vai atuar sozinho depois que a PwC foi afastada da função por decisão judicial.)». G1 Economia / Negócios. Globo. 10 de abril de 2017. Consultado em 15 de abril de 2017. Cópia arquivada em 15 de abril de 2017 
  4. Eleições do Conselho de Usuários, Oi, 2014 .
  5. Alerigi, Alberto jr (9 de outubro de 2014). «Por fragilidade da Oi, governo avalia reduzir competidores». Exame. Abril; Reuters. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  6. «Oi SA». Bloomberg (em inglês). Consultado em 21 de junho de 2016 
  7. «Lucro líquido da Oi cresceu 190,8% no 4º trimestre; em 2013 teve queda de 16,3%». UOL Economia. Folha da manhã. 19 de fevereiro de 2014. Consultado em 21 de junho de 2016 
  8. «Oi fecha acordo de compra da Brasil Telecom por R$ 5,86 bilhões». G1. Globo. 8 de março de 2011. Consultado em 8 de março de 2011 
  9. «Market Share das Operadoras de Telefonia Fixa no Brasil.», Teleco 
  10. {{Citation | url = http://www.teleco.com.br/mshare.asp | work = Teleco | title = Market Share das Operadoras de Telefonia Móvel no Brasil}.
  11. «Oi tem lucro de R$ 1,75 bilhão». 8 de março de 2011. Consultado em 8 de março de 2011 
  12. «Perfil Oi». Oi. Consultado em 9 de setembro de 2016 
  13. a b Veloso, Thássius. «Oi e Portugal Telecom se fundem para criar gigante das telecomunicações». Tecnoblog.net. Consultado em 26 de Junho de 2017 
  14. a b «Oi comemora venda do negócio operacional da Portugal Telecom». EXAME.com. 22 de Janeiro de 2015. Consultado em 26 de Junho de 2017 
  15. «Há um ano em recuperação judicial, Oi enfrenta impasse entre credores e acionistas para se reerguer». G1. 20 de Junho de 2017. Consultado em 26 de Junho de 2017 
  16. «Oi assina acordo com China Telecom sobre possível investimento na empresa». G1. 22 de setembro de 2017. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  17. «Justiça nega anulação de leilão da Telebrás de 1998». 8 de março de 2011. Consultado em 8 de março de 2011 
  18. Agência Estado (2 de outubro de 2008). «Oi inicia atividades em São Paulo no dia 24 de outubro». Link. O Estado de S. Paulo. Consultado em 22 de maio de 2016 
  19. Cruz, Renato (9 de outubro de 2014). «Por que o comando da Oi mudou». Estadão. Grupo Estado. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  20. «Oi anuncia compra da Brasil Telecom por R$ 5,8 bilhões». Folha de S.Paulo. 25 de abril de 2008. Consultado em 8 de fevereiro de 2012 
  21. «Acordo entre Oi e Portugal Telecom é formalizado». 8 de março de 2011. Consultado em 8 de março de 2011 
  22. Bruno Rosa (14 de abril de 2011). «Luiz Eduardo Falco antecipa saída e deixa hoje o comando da Oi». O Globo. Consultado em 8 de fevereiro de 2012 
  23. Wilian Miron (28 de fevereiro de 2012). «Acionistas da Oi começam permuta de ações para reestruturação da empresa». Teletime. Consultado em 28 de fevereiro de 2012 
  24. Brito, Ana (2 de outubro de 2013). «PT e Oi assinam acordo para pôr fusão em marcha (Fusão entre empresas portuguesa e brasileira gera sinergias de 1800 milhões de euros. Acções da PT em alta na bolsa. Zeinal Bava será o CEO da nova empresa)». Público. Consultado em 15 de abril de 2017 
  25. «União de Oi e Portugal Tel cria empresa com receita de quase R$ 40 bi». Portal Terra. Telefônica. 2 de outubro de 2013. Consultado em 15 de abril de 2017 
  26. Dieguez, Consuelo (5 de fevereiro de 2017). «A agonia da Oi». Piauí. Folha da manhã. Consultado em 26 de junho de 2017 
  27. Rodrigues, Eduardo (18 de junho de 2012). «Anatel suspende venda de chips de Claro, Oi e TIM». Estadão. Agência Estado. Consultado em 18 de julho de 2012 
  28. «Justiça gaúcha aplica multa milionária à Oi por cobrança indevida», Folha da manhã, Conver .
  29. Demartini, Felipe (18 de dezembro de 2012). «Anatel proíbe Oi de vender imóveis e terrenos». Tecmundo. No Zebra Network. Consultado em 21 de junho de 2016 
  30. «Anatel multa Oi em R$ 34 milhões por descumprir metas de qualidade». G1. Globo. 15 de fevereiro de 2013. Consultado em 15 de fevereiro de 2013 
  31. «Oi é autuada por usar navegador para monitorar usuários na internet». Consultor Jurídico. Consultado em 21 de junho de 2016 
  32. «Operadoras brasileiras são processadas por má qualidade da banda larga». IDG now. IDG. 15 de dezembro de 2015. Consultado em 15 de abril de 2017 
  33. «Oi tem prejuízo de R$ 5,3 bilhões em 2015». São Paulo: G1. 24 de março de 2016. Consultado em 15 de abril de 2017 

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