Olaf Stapledon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
William Olaf Stapledon
Pseudónimo(s) Olaf Stapledon
Nascimento 10 de junho de 1886
Seacombe, Wallasey, Cheshire, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
Morte 6 de setembro de 1950 (64 anos)
Caldy, Cheshire, Reino Unido
Nacionalidade britânico
Ocupação escritor, professor e filósofo
Gênero literário ficção e ficção científica
Magnum opus Star Maker (1937)

William Olaf Stapledon (Seacombe, 10 de maio de 1886Caldy, 6 de setembro de 1950), popularmente conhecido como Olaf Stapledon, foi um filósofo e escritor britânico famoso por seus trabalhos de ficção científica.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Olaf nasceu no distrito de Seacombe, em Wallasey, no condado de Cheshire, em 1886.[1] Era filho único de William Clibbett Stapledon e Emmeline Miller. Até os 6 anos, Olaf morou em Port Said, no Egito. Estudou na Abbotsholme School e no Balliol College, em Oxford, onde obteve um bacharelado em Artes com habilitação em História Moderna, em 1909, com mestrado em Artes em 1913.[2]

Após um breve cargo de professor na Manchester Grammar School, Olaf trabalhou em escritórios dos portos de Liverpool e Port Said entre 1910 e 1912. Entre 1912 e 1915, trabalhou para o escritório de Liverpool da Associação de Professores da Inglaterra.[2]

Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Na Primeira Guerra Mundial, Olaf foi um objetor de consciência.[2] Trabalhou no conflito como motorista de ambulância com uma associação de resgatistas na França e na Bélgica entre julho de 1915 e janeiro de 1919 e por seu trabalho ajudando feridos, ele foi premiado com a Cruz de Guerra de Operações no Exterior, por bravura.[1][2]

Suas experiências na guerra influenciaram seus princípios pacifistas e o desejo de um governo mundial capaz de advogar por toda a humanidade.[3]

Em 16 de julho de 1919, Olaf casou-se com Agnes Zena Miller (1894–1984), uma prima sua da Austrália. Eles se conheceram em 1903 e mantiveram intensa correspondência durante o período da guerra. O casal teve uma filha, Mary Sydney Stapledon (1920–2008), e um filho, John David Stapledon (1923–2014). Em 1920, o casal se mudou para West Kirby.[2]

Pela Universidade de Liverpool, em 1925, Olaf obteve um doutorado em filosofia, que tornou-se a base para seu livro A Modern Theory of Ethics (1929). Ele logo se voltou para a ficção como forma de levar suas ideias e conceitos para o público em geral. Com o sucesso obtido com o livro Last and First Men (1930), Olaf passou a trabalhar de maneira integral como escritor.[1][2]

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Placa em homenagem a Olaf Stapledon, Simon's Bridge, em Caldy, Inglaterra.

Deixando de lado o pacifismo, Olaf apoiou os esforços de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1940, a família Stapledon construiu e se mudou para uma nova casa em Caldy, onde Olaf e a esposa ficariam pelo resto da vida. Neste período, Olaf tornou-se apoiador de J.B. Priestley e Richard Acland, a ala esquerdista do Common Wealth Party, bem como do grupo internacionalista da União Federal.[1][2]

Com o fim da guerra, a partir de 1945, Olaf viajou para dar palestras e para divulgar seus livros, tendo visitado a Holanda, Suécia e França e em 1948, ele discursou no Congresso Mundial de Intelectuais pela Paz em Cracóvia, na Polônia. No ano seguinte, esteve na Conferência de Paz em Nova York, o único britânico a conseguir o visto para o evento. Em 1950, envolveu-se com o movimento anti-apartheid.[2][4]

Morte[editar | editar código-fonte]

Após várias semanas lecionando em Paris, Olaf cancelou uma viagem à então Iugoslávia e voltou para casa, em Caldy. Ele teve um infarto e morreu em 6 de setembro de 1950, aos 64 anos.[2] Olaf foi cremado no crematório do Cemitério de Landican. Sua esposa e seus filhos espalharam suas cinzas pelas colinas perto do estuário do rio Dee, um dos locais favoritos de Olaf ao buscar inspiração para seus livros.[5]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

  • Last and First Men: A Story of the Near and Far Future (1930)
  • Last Men in London (1932)
  • Odd John: A Story Between Jest and Earnest (1935)
  • Star Maker (1937)
  • Darkness and the Light (1942)
  • Old Man in New World (conto, 1944)
  • Sirius: A Fantasy of Love and Discord (1944)
  • Death into Life] (1946)
  • The Flames: A Fantasy (1947)
  • A Man Divided (1950)
  • Four Encounters (1976)
  • Nebula Maker (rascunho de Star Maker, 1976)
  • East is West (póstumo, 1979)

Não ficção[editar | editar código-fonte]

  • A Modern Theory of Ethics: A study of the Relations of Ethics and Psychology (1929)
  • Waking World (1934)
  • Saints and Revolutionaries (1939)
  • New Hope for Britain (1939)
  • Philosophy and Living, 2 volumes (1939)
  • Beyond the "Isms" (1942)
  • Seven Pillars of Peace (1944)
  • Youth and Tomorrow (1946)
  • Interplanetary Man (1948)
  • The Opening of the Eyes (ed. Agnes Z. Stapledon, 1954)

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Latter-Day Psalms (1914)

Referências

  1. a b c d Bould, Mark (2009). Fifty Key Figures in Science Fiction. Nova York: Routledge. p. 320. ISBN 978-0415439503 
  2. a b c d e f g h i Kinnaird, John (1986). Olaf Stapledon. Londres: Borgo Press. p. 107. ISBN 978-0893700591 
  3. «Olaf Stapledon». Visions of the Future. Consultado em 22 de maio de 2020 
  4. «Star Maker: Science Fiction or Spiritual Woo-Woo?». Classics of Science Fiction. Consultado em 6 de julho de 2020 
  5. «Cheshire Now – Caldy Hill». Cheshire Now. Consultado em 16 de maio de 2020