Ole von Beust

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Ole von Beust
Nome nativo Ole von Beust
Nascimento 13 de abril de 1955 (63 anos)
Hamburgo
Cidadania Alemanha
Alma mater Universidade de Hamburgo
Ocupação político, advogado, lobista
Assinatura
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Ole von Beust, pseudônimo de Carl-Friedrich Arp Freiherr von Beust (Hamburgo, 13 de abril de 1955) é um político alemão da União Democrata-Cristã (CDU). Ole von Beust é o prefeito de Hamburgo desde 31 de outubro de 2001.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ole é filho do político Achim Helge Freiherr von Beust e de Hanna Freiin von Beust. Sua mãe é metade judia. É ascendente, através de seu pai, do conde Friedrich Ferdinand von Beust, ministro-presidente da Áustria de 7 de fevereiro a 30 de dezembro de 1867.

Em 1971 Ole tornou-se membro do partido político conservador União Democrata Cristã (CDU).

Em 1973, após terminar o ensino médio, foi eleito deputado do Parlamento da cidade-estado de Hamburgo, cargo que manteve até que ingressou no curso de direito da Universidade de Hamburgo em 1975.

De 1977 a 1983 foi presidente da organização juvenil do partido. Desde 1978 é membro ininterrupto do parlamento. Em 1983 completou os estudos e virou um advogado independente.

Ole é membro do conselho dirigente do CDU em Hamburgo desde 1992, e do conselho nacional do CDU desde 1998.

Prefeito de Hamburgo (2001-atualidade)[editar | editar código-fonte]

Em 31 de outubro de 2001, Ole von Beust foi eleito prefeito de Hamburgo, acabando com uma predominância do Partido Social-Democrata (SPD) no cargo que durava desde 4 de dezembro de 1957.

Em agosto de 2003, um escândalo envolvendo a sua vida privada tornou-se manchete nos jornais de toda a Alemanha, logo após a demissão do vice-prefeito Ronald Schill. Ole havia demitido Walter Wellinghausen, conselheiro do interior e funcionário mais importante de Schill, por má administração sem ter consultado o vice-prefeito. Schill teve uma conversa íntima com Ole, utilizando-se de ameaças para fazer com que o prefeito contratasse de volta o funcionário. Ole decidiu então demitir Schill também. Numa conferência para a imprensa minutos após sua demissão, Schill alegou que o prefeito mantinha "relações homossexuais" em um "flat em um infame distrito de prostituição". Ele também acusou o prefeito de manter "atos de amor" entre Ole e Roger Kusch, ministro (ou senador nas cidades-estados alemãs) de justiça.[1]

Ole, por sua vez, disse que Schill ameaçou-o para contratar Wellinghausen de volta, dizendo que caso não o fizesse iria alegar à imprensa que ele e Kusch eram amantes, insinuando que o prefeito confundia as vidas pública e privada. Ole também afirmou que nunca manteve relações sexuais com Kusch; os dois eram apenas amigos por mais de 25 anos e Ole era o senhorio de Kusch. "Isto é tudo. Absolutamente tudo", disse o prefeito.[1]

Suas declarações rapidamente fizeram Schill ganhar a reputação de homofóbico. Uma popular estação de rádio associou a ele a canção "Mega-Proll" (mega-caipira) e associações pró-LGBT fizeram protestos contra ele. Mais tarde, Schill declarou não ter "nada contra homossexuais". Em seguida, Achim von Beust deu uma entrevista confirmando que o filho é, de fato, homossexual. Quando indagado sobre sua orientação sexual, Ole declarou que sua vida sexual é um assunto privado, mas o fez de forma irônica, de modo a confirmar a declaração do pai.

Nas eleições de Hamburgo de 29 de fevereiro de 2004, Ole obteve uma imprecedente maioria absoluta dos votos. O CDU conquistou a maioria absoluta das cadeiras no Parlamento municipal. Com 47,2% dos votos, 21 a mais do que as últimas eleições, o CDU repetiu o feito do SPD em 1993, se tornando o primeiro partido desde então a governar a cidade sozinho.[2]

Nas eleições de 24 de fevereiro de 2008, apesar dos 42,6% dos votos, o CDU, apesar de continuar sendo o maior partido da cidade, precisou formar uma coalizão governamental com o Partido Verde.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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