Oleandro

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaOleandro
Nerium oleander
Nerium oleander
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: asterídeas
Ordem: Gentianales
Família: Apocynaceae
Género: Nerium
Espécie: N. oleander
Nome binomial
Nerium oleander
L.
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O oleandro (Nerium oleander), também conhecido como loendro, loandro, aloendro, loandro-da-índia, alandro, loureiro-rosa, adelfa, espirradeira, cevadilha ou flor-de-são-josé, é uma planta ornamental da família Apocynaceae, relativamente comum (inclusive em calçadas e vias públicas), porém extremamente tóxica.

É um arbusto grande, podendo ter por volta de 3 a 5 m de altura (embora haja uma variedade menor). Suas flores podem ser brancas, róseas ou vermelhas. As folhas são estreitas e longas, às vezes descritas como em formato de ponta de lança. É uma planta pouco exigente em se tratando de temperatura e umidade.

Toxicidade[editar | editar código-fonte]

Toda a planta é tóxica. Tem como princípios ativos a oleandrina e a neriantina, substâncias extraordinariamente tóxicas. Basta que seja ingerida uma folha para matar um homem de 80 kg – embora muitas vezes a ocorrência de vómitos evite o desfecho fatal. Em contato com a pele, a seiva também apresenta riscos, e é aconselhável o uso de luvas no manuseio.

Os sintomas da intoxicação, que podem não demorar ou aparecer várias horas depois da ingestão (ou contato com a seiva), incluem dores abdominais, pulsação acelerada, taquicardia, ansiedade, gastrite, diarréia, vertigem, sonolência, dispnéia, irritação da boca, náusea, vômitos, coma e morte.

Está registrado pelo menos um caso de intoxicação por ingestão de caracóis alimentados com folhas desta planta[1], devido à acumulação de toxinas ao longo da cadeia alimentar. Além disso, as propriedades tóxicas do oleando têm sido usadas como instrumento de suicídio desde a antiguidade.[2]

Localização[editar | editar código-fonte]

O oleandro é originário do norte da África, do leste do Mediterrâneo e do sul da Ásia. É muito comum em Portugal e no Brasil, quer espontâneo, quer cultivado. Pelo fato de a divisão dos seus caules ocorrer muitas vezes de forma simétrica, em formato de Y, costuma ser utilizado (o que não é recomendável) para confeccionar forquilhas de estilingues, apesar da madeira pouco resistente.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Gechtman C, Guidugli F, Marocchi A, Masarin A, Zoppi F, "Unexpectedly dangerous escargot stew: Oleandrin poisoning through the alimentary chain." J Anal Toxicol (2006) 30 (9) 683.
  2. Shannon D. Langford; Paul J. Boor (3 de Maio de 1996). «Oleander toxicity: an examination of human and animal toxic exposures». ScienceDirect (em inglês). Elsevier. Consultado em 25 de Julho de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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