Olho de Hórus

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Udyat em hieroglifos é
D10

Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa poder e proteção, relacionado ao deus Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Segundo uma lenda, o olho esquerdo (o da figura) de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante uma luta, o deus Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.

Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.

Eye of Horus bw.svg
Amuleto com o olho de Hórus, no Museu do Louvre, França.

O olho esquerdo representa a informação abstrata, controlado pelo lado direito do cérebro, é representado pela lua, e simboliza um lado feminino, com pensamentos e sentimentos, intuição, e a capacidade de enxergar um lado espiritual.

O olho direito de Hórus representa a informação concreta, que é controlada pelo lado esquerdo do cérebro. Esse lado é responsável pelo entendimento de letras, palavras e números, e é mais voltado ao universo de um modo masculino.

Os egípcios também utilizavam o olho de Hórus, em fragmentos, como parte de seu sistema numérico. As partes do olho representavam frações. Cada parte com seu valor.[2]

Uso místico e religioso[editar | editar código-fonte]

Algumas religiões atacam a Maçonaria e os Illuminati como detentores de todo o poder financeiro do Mundo e usuários deste símbolo, porém Maçonaria e Illuminati são grupos diferentes. Outros o associam ao símbolo do "Olho que tudo vê", símbolo mais conhecido na nota de um dólar americano. O Olho que tudo vê é o olho do deus da sua concepção, que está a observar as ações de todos os seres humanos na Terra. Como origem, é a representação de algumas das virtudes divinas: a onipresença, onisciência e onipotência.

Na maçonaria[editar | editar código-fonte]

Uma versão do olho de Hórus faz parte dos símbolos usados pela Maçonaria, este simbolo representa o "Olho que Tudo Vê" dentro de uma pirâmide que representa o número três. O Olho que Tudo Vê é a simbologia do "Grande Arquiteto do Universo" ser maior que observa tudo e todos. Em varias religiões e seitas como Gnóstico, Wicca e Esotérico é tido como um amuleto de proteção contra os males.[3]

No espiritismo[editar | editar código-fonte]

Corte sagital mediano do cérebro

Algumas obras espíritas como Missionários da Luz,[4] psicografado por Chico Xavier descrevem a glândula pineal como a interface de união substancial entre o corpo e a alma. A revista Neuroendocrinology Letters, volume 34, nº 8, de 2013[5] em seu estudo compara as teorias já descritas no livro, com as conclusões científicas dos dias de hoje.

Devido a semelhança existente entre a representação do olho de Hórus e o corte transversal que revela a estrutura que circunda a glândula pineal, junto com a simbologia da frase "Olho que tudo vê", algumas crenças espiritualistas acreditam ser esta a representação simbólica adequada para este hieróglifo. Em um mapeamento direto:

A pupila = Tálamo
O canto esquerdo do olho = Glândula pineal
A sobrancelha = Corpo caloso
O rabo curvado = Bulbo raquidiano
A lágrima = Hipotálamo + Hipófise

Uso na medicina[editar | editar código-fonte]

Rx symbol.png

Existem várias explicações sobre sua origem. Uma dela é de que o símbolo deriva do "Olho de Horus" um símbolo mitológico do Egito antigo, que significa proteção, restabelecimento da saúde, intuição e visão. Os egípcios usavam o símbolo para afastar o perigo, a doença e má sorte, sendo muito parecido com a abreviação Rx'. O símbolo se originou da lenda sobre Hórus (ou Harpócrates), o deus egípcio da guerra, filho de Osíris (deus dos mortos) e Ísis (deusa da magia), que lutou contra seu tio, o deus Seth (deus do Caos, e irmão de Osíris e Ísis), que assassinara seu pai, pelo trono do Egito. Numa das disputas, Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus (a Lua), mas ele foi curado e a sua visão restaurada, quando Toth (deus da sabedoria) uniu as partes e sobre elas derramou leite de gazela. Finalmente, após 80 anos, Hórus, com sua visão restaurada, derrotou Seth, vingando seu pai, recuperando o trono e unificando novamente o Egito.[carece de fontes?]

O símbolo Rx une um olho humano com as marcas de um falcão, ou as cicatrizes da restauração, pois Hórus tinha cabeça de falcão. O símbolo tem sido usado por séculos, representando saúde e proteção. Outra teoria sobre o símbolo (que precede as prescrições de muitos médicos, até hoje) é a de que deriva do latim "recipere", significando "recuperação". Quando os médicos precisavam prescrever a fórmula do medicamento, misturando e compondo seus ingredientes, a abreviação Rx era completada por uma ordem, como fiat mistura, que significa "faça-se a mistura". Outra teoria é a de que Rx fosse uma invocação ao deus romano Júpiter, para que o tratamento fosse efetivo; por isso, nos manuscritos médicos antigos, todos os Rx eram cruzados.[carece de fontes?]

Uso na matemática[editar | editar código-fonte]

Representação dos valores aritméticos do Olho de Hórus
Frações representadas na figura de um quadrado.

No Egito Antigo, a maioria das frações eram escritas na soma de duas ou mais unidades fracionárias (sendo 1 o numerador). Ou seja, ao invés de utilizar a fração 34, seria escrito no valor 12 + 14. Diferentes partes do Olho de Hórus aparentemente foram utilizados pelos Egípcios para representar a divisão das primeiras potências de 2:[6]

O lado direito do olho = 12
A pupila = 14
A sobrancelha = 18
O lado esquerdo do olho = 116
O rabo curvado = 132
A lágrima = 164

O Papiro matemático Rhind contém tabelas das "frações do olho de Hórus".[7]

Estudos dos anos 70 até os dias de hoje relacionados a matemática egípcia mostram que esta teoria é falaciosa, e Jim Ritter definitivamente mostrou que tal é falsa em 2003.[8] Apesar de os símbolos matemáticos serem semelhantes às partes que constituem o olho de Hórus, parecem ter origem distinta.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Significado do Olho de Hórus». Consultado em 6 de maio de 2015 
  2. «A Civilização Egipcia». Consultado em 6 de maio de 2015 
  3. «olho de horus». significados.com.br. Consultado em 60 de maio de 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. Xavier, Francisco; Luiz, André. Missionários da Luz 45ª ed. [S.l.: s.n.] ISBN 978-8-573-28801-8 
  5. «Revelações de André Luiz em revista científica». mundoespirita.com.br. Consultado em 29 de março de 2017 
  6. Stewart, Ian (2009). Professor Stewart's Hoard of Mathematical Treasures. [S.l.]: Profile Books. pp. 76–80. ISBN 978 1 84668 292 6 
  7. Hilary Wilson (1995). Understanding Hieroglyphs: A Complete Introductory Guide. London: Michael O'mara Books Ltd.  p. 165
  8. Ritter, Jim (2002). «Closing the Eye of Horus: the Rise and Fall of 'Horus-Eye Fractions'». In: Steele, J.; Imhausen, A. Under One Sky: Astronomy and Mathematics in the ancient Near East. Münster: Ugarit-Verlag. pp. 297–323  See also Katz, V., ed. (2007). The Mathematics of Egypt, Mesopotamia, China, India, and Islam: A Sourcebook. Princeton: Princeton University Press,  and Robson, E.; Stedall, J., eds. (2009). The Oxford Handbook of the History of Mathematics. Oxford: Oxford University Press 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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