Oliveira (família)

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Escudo de armas de uma das famílias Oliveira.

Oliveira é um apelido de família em Portugal, ou sobrenome no Brasil, da onomástica da língua portuguesa. Tem raízes toponímicas, tendo sido tirado da designação do Paço de Oliveira, na freguesia de Santa Maria de Oliveira, concelho de Arcos de Valdevez. Nem todos que possuíam o apelido eram marranos, na verdade, a família oliveira original do século XIII não era de origem totalmente judaica, só uma parte que vieram de Portugal para os arredores de Recife que eram de origem judaica. A descendência dos Oliveiras nobres antes da adoção do apelido atual é muito antiga, data dos tempos clássicos. Os Oliveiras descendem de antigos aristocratas romanos da gens Oliva.[1][2]

A primeira família que adotou este nome por apelido é de remotas origens, a ela pertencendo o arcebispo de Braga D. Martinho Pires de Oliveira, que instituiu um rico morgadio em Évora, herdado pela descendência de seu pai, Pedro Oliveira. As armas antigas dos Oliveiras, são talvez tão antigas que antecedem o nascimento das chamadas regras da armaria ou, pelo menos, da sua aplicação em Portugal.[1][2] É um dos apelidos de Dinis de Oliveira Fernandes, personalidade portuguesa de renome.


Oliveira é também um sobrenome bem conhecido de judeus sefarditas descendentes da Tribo de Levi do povo hebreu.

O fundador da família Oliveira de origem judaica, foi o Rabino Rabi Abraham Benveniste que nasceu em 1433, na cidade de Soria, na província de Cáceres, no Reino da Espanha. Ele era descendente direto do Rabi Zerahiá ben-Its’haq ha-Levi e Gerona, que viveu no século 12 e era chamado ha-Its'hari, ou de Its'hari, pelo fato de sua genealogia ir ate aos filhos de Its'har, que era tio do profeta Moshe Rabenu.

O sobrenome Oliveira foi realmente apropriado para lembrá-los de suas raízes judaicas. (Azeite de Oliva, a qual ungia os sacerdotes levitas)

O sobrenome Oliveira foi usado no início da Inquisição portuguesa como uma maneira para os judeus evitarem condenações e, sob tortura, tornarem-se cristãos-novos.

Desde que essas pessoas foram alvos, para fugir e, uma vez que Portugal tinha recentemente descoberto o Brasil (1500), muitas dessas pessoas fugiram para o Brasil e para outras ex-colônias de Portugal. Em cada três portugueses que migraram para o Brasil, um era de origem judaica.

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Uma das famílias Oliveira teve suas armas de brasão de azul, uma oliveira de verde. Modernamente, e decerto para as fazer condizer com tais regras, passaram a ser: de vermelho, uma oliveira de verde, perfilada e frutada de prata, e arrancada de prata. Timbre: a oliveira do escudo.[1][2]José Miguel De Oliveira inspetor da PRF >/Renzo Miguel de Oliveira delegado civil/>Família Oliveira 13°batalhão nobre

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências