Olympia (Manet)

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Olympia
Autor Édouard Manet
Data 1863
Técnica óleo sobre tela
Dimensões 130,5  × 190 
Localização Museu d´Orsay, Paris

Olympia é uma pintura realista de Édouard Manet. Foi pintada em 1863, mede 130,5 por 190 centímetros e está no Museu d'Orsay em Paris.[1] Foi selecionada para o Salon de Paris em 1865 e lá exibida.

O quadro mostra uma mulher nua ("Olympia") deitada em uma cama, enquanto uma serva lhe traz flores. Foram modelos Victorine Meurent e Laure. O olhar direto de Olympia causou choque e espanto quando a pintura foi exibida pela primeira vez, porque um certo número de detalhes na pintura a identificavam como uma prostituta. O governo francês adquiriu a pintura em 1890 após uma subscrição pública organizada por Claude Monet.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

O que chocou o público contemporâneo não foi a nudez de Olympia, nem a presença de sua empregada totalmente vestida, mas o seu olhar de confrontação e uma série de detalhes identificando-a como uma semi-mundana ou prostituta. 1] Estes incluem a orquídea em seus cabelos, sua pulseira, brincos de pérola e o xaile oriental em que ela repousa, símbolos de riqueza e sensualidade. A fita preta em volta do pescoço, em contraste com sua carne pálida, e seu chinelo solto sublinham a atmosfera voluptuosa.[2] "Olympia" era um nome associado a prostitutas na década de 1860 em Paris.[3]

Precedentes[editar | editar código-fonte]

A pintura foi inspirada na Vênus de Urbino de Ticiano, que por sua vez tem referência na obra Vênus Adormecida de Giorgione. Também há a referência, embora menos evidente, da obra de Goya, A Maja Nua.

Há também precedentes pictóricos para uma mulher nua, atendida por um servo negro, como Odalisca com um Escravo, de Ingres , Esther com Odalisca de Léon Benouville e Odalisque de Charles Jalabert . Também se compara com o quadro de Ingres 'Grande Odalisque". Mas ao contrário de outros artistas, Manet não descreveu uma deusa ou uma odalísca, mas uma prostituta de classe alta à espera de um cliente.

Recepção Crítica[editar | editar código-fonte]

Embora Almoço sobre a Relva de Manet tenha provocado controvérsia em 1863, sua Olympia gerou protestos ainda maiores quando foi exibida no 'Salon de Paris' em 1865. Os conservadores rechaçaram a obra classificando-a como "imoral" e "vulgar". O jornalista Antonin Proust comentou posteriormente que "o quadro de Olympia só não foi destruído devido às precauções tomadas pela curadoria". Contudo, a obra tinha seus defensores. Émile Zola logo proclamou-a a "obra-prima" de Manet, e acrescentou, "Quando outros artistas corrigem a natureza pintando Vênus eles mentem. Manet perguntou a si mesmo porque deveria mentir. Por que não dizer a verdade?"

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Web Gallery of Art.
  2. «Conheça Olympia, de Edouard Manet». Universia. 13 de Março de 2012 
  3. Clark, T.J. (1999) The Painting of Modern Life: Paris in the Art of Manet and His Followers. Revised edition. Princeton: Princeton University Press, p.86.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Gladwell Malcolm. Davi e Golias: A arte de enfrentar gigantes. Ed. Sextante



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