Omni Consumer Products

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Omni Consumer Products/OCP
Tipo Empresa fictícia, sendo uma Megacorporação
Slogan "Sua única escolha"
Indústria Age em todos os mercados possíveis
Sede Detroit, Estados Unidos da América

A Omni Consumer Products ou OCP é uma megacorporação ficcional no universo de Robocop. A OCP representa a típica megacorporação distópica dos anos de 1980 e reflete bem as preocupações sócio-econômicas do período.

Um caso de capitalismo militar elevado a extremos desumanos, a OCP é gerenciada majoritariamente por pessoas com nenhuma preocupação com nada além de poder, dinheiro e suas próprias ambições pessoais. Quando seus produtos mal projetados matam ou ferem pessoas, a única preocupação é publicidade negativa.

No filme Robocop 3, a frase "Oppressive Capitalist Pigs" (Porcos Opressores Capitalistas) pode ser visto pichado nas paredes do subúrbio de Detroit.

Operação[editar | editar código-fonte]

A OCP é exibida nos filmes como uma megacorporação, uma vasta corporação com tantas divisões e produtos que torna impossível listar. Com presença em praticamente qualquer campo onde se possa fazer dinheiro, eles produzem de tudo, desde pequenos produtos de consumo até equipamentos militares. Seus projetos incluíram o bem sucedido Robocop, os mal projetos ED-209 e o insano Robocop 2.

Nos primeiros dois filmes, eles estavam tentando privatizar a cidade de Detroit em Delta City, uma cidade com serviços completamente privatizados, como policia, onde seus cidadãos representariam seu poder através de compra de ações da OCP. Eles também fazem parte do complexo militar-industrial, onde, de acordo com o executivo da OCP, Richard "Dick" Jones, "nós praticamente somos os militares".

Sua estratégias de negócios é sumarizada por Dick Jones em Robocop: "Olhe bem a história desta companhia, e você verá que conseguimos lucrar em mercados tradicionalmente vistos como sem fins lucrativos: hospitais, prisões, exploração espacial. Eu digo que existe um bom negócio onde você procura."

OCP é separada em várias divisões que controlam diferentes setores de seus negócios, chamados "concepts", mais notavelmente aqui o Security Concepts, a criadora do Robocop. No primeiro filme de Robocop, enquanto Murphy olha em sua antiga casa, corretores imobiliários automáticos dizem que sua cozinha foi projetada pela Food Concepts, e em Robocop 3, os lados das vans de reabilitação estão escritas Rehabilitation Concepts. Também existem outras divisões que simplesmente dizem OCP e depois o nome da divisão. A única divisão assim conhecida está em Robocop 2, onde um comercial passava sobre a OCP Communications: "OCP Communications": Sua única escolha. Dado o enorme envolvimento da OCP em negócios militares, é assumido que ela possui um Military Concepts ou uma OCP Defense.

Queda[editar | editar código-fonte]

Em Robocop 2, a destruição provocada pelo insano Robocop 2, que era a versão cibernética de Caine, o barão do Nuke, provocando a morte de várias pessoas, e só foi colocado fora de operação pelo original Robocop, com a completa destruição do cérebro do criminoso Caine, que comandava todas as funções do Robocop 2.

Este episódio marca o início da decadência da OCP, onde é célebre a cena em que enquanto o Robocop 2 vai matando civis inocentes em frente ao edifício da OCP, em uma sacada do prédio, observando a matança, o Velho (Daniel O´ Herlihy), conversa com o experiente executivo Johnson (Felton Perry), confidencia que tal episódio poderá manchar para sempre a imagem da OCP, e solicita a este, uma convocação de emergência de toda a equipe de assessores, para contornar a situação.

No final do filme, um assessor jurídico conversa com o Velho e Johnson, propondo que toda a responsabilidade pelos danos causados pelo Robocop 2 seja transferida para a equipe da Dra. Juliette Faxx (Belinda Bauer), que, contrariando ordens expressas da direção da OCP (que, na verdade, deu carta branca para que a Dra. Juliette Faxx fizesse o projeto), tocou adiante o projeto do Robocop 2, utilizando como base deste, o cérebro de um criminoso sanguinário.

Como prova, a OCP mostraria o projeto do Robocop original, que, utilizando-se do corpo de um policial gravemente ferido em combate, se tornou um dos instrumentos mais eficazes de combate ao crime.

Apesar da responsabilidade direta da OCP na matança promovida por Robocop 2, parecia que a estratégia jurídica da OCP em se livrar do pagamento de indenizações monstruosas pela morte de diversas pessoas, responsabilizando uma parcela da companhia, para assumir a culpa, parecia dar resultado nos tribunais. Mas apenas parecia.

Em Robocop 3, a OCP supostamente se encontra em dificuldades financeiras (muito provavelmente devido ao fato de não ter conseguido se livrar da responsabilidade pela carnificina, e pelo pagamento de altíssimas indenizações às vítimas do Robocop 2), a ponto de ser comprada por um zaibatsu japonês, a Kanemitsu Corporation. Como uma subsidiária da Kanemitsu, a OCP continua responsável pela destruição da velha Detroit e da construção de Delta City. Ao final do filme, as políticas brutais da OCP sobre Delta City são mostradas em público, e a maioria dos acionistas vendem seus papéis, forçando a OCP a falência.

Diante de tal situação, a Kanemitsu Corporation, ao se ver na situação de sucessora dos atos praticados pela OCP (incluindo a destruição da velha Detroit, por meios brutais), e de assumir as dívidas desta, e de eventuais indenizações, decide fechar a OCP, e demitir seus executivos.

Trivia[editar | editar código-fonte]

  • O objetivo da OCP de privatizar Detroit é similar a de muitas corporações no universo de Shadowrun, onde corporações legalmente se tornam donas de seus países. Este tema é recorrente na literatura cyberpunk.
  • Em Robocop 2, os banners e bandeiras do edifício da OCP ao final do filme são similares ao usados pelo partido nazista alemão, onde se tem um fundo vermelho, com um círculo branco ao meio e um símbolo negro no meio do círculo.