Onyx Lorenzoni

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Onyx Lorenzoni
Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
Período 1 de fevereiro de 2003
até a atualidade
Deputado Estadual do Rio Grande do Sul
Período 1995–2003
Dados pessoais
Nascimento 3 de outubro de 1954 (63 anos)
Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Partido DEM
Religião Igreja Luterana[1]
Profissão Médico veterinário e empresário

Onyx Dornelles Lorenzoni (Porto Alegre, 3 de outubro de 1954) é um político brasileiro, veterinário e empresário. Atualmente exerce seu quarto mandato de deputado federal.[2] O deputado se destaca por lutar contra corrupção e impunidade[3][4][5][6][7] ao mesmo tempo em que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal por ter sido citado em depoimentos da Odebrecht.[8]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formado em Medicina Veterinária pela UFSM, Onyx Lorenzoni é luterano e pai de quatro filhos. Presidiu a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados entre 2008 e 2009.

A sua forte atuação em plenário o caracteriza como um dos mais ferrenhos oposicionistas ao governo do PT. Desde o primeiro mandato como deputado federal e há 12 anos, Onyx Lorenzoni é considerado um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).

Foi membro de 10 CPIs, entre elas, da CPMI dos Correios, CPMI do Cachoeira e da CPMI da Petrobras, e relator da Subcomissão de Normas de Combate à Corrupção e da Comissão que vai analisar medidas de combate à corrupção(2016).

Foi o primeiro líder do partido DEM na Câmara dos Deputados. "Prefiro o avanço possível a manter a política como está", sempre diz.

Iniciou sua carreira política no PL, filiando-se depois ao PFL, atual DEM.

Em 2004, concorreu a prefeito de Porto Alegre, ficando em terceiro lugar, com 9,97% dos votos válidos (80.633 votos).[1] Concorreu novamente em 2008, pela coligação DEM-PP-PSC, com Mano Changes como vice. Na segunda tentativa ficou em 5° lugar, com 4,91% dos votos válidos (38.803 votos).[2]

Nas eleições de 2014, realizadas em 5 de outubro, foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul para a 55ª Legislatura (2015 — 2019).[9] Em 1 de fevereiro de 2015 assumiu, então, o quarto mandato.[10][11]

No dia 14 de março de 2017, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF 83 pedidos de abertura de inquérito, a partir dos acordos de colaboração premiada firmados com 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht.[12] Onyx Lorenzoni foi citado em depoimentos da Odebrecht.[8]

Meses depois, também foi acusado, agora nas delações da JBS, de receber "caixa 2" daquela empresa. À RBS TV, Lorenzoni assumiu a irregularidade, justificando que "não tinha como" declarar o valor na Justiça Eleitoral, e que a cifra teria sido inferior aos R$ 200 mil citados por Saud.[13]

Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[14] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[14] Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.[14] [15] Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.[14][16]

Posicionamentos[editar | editar código-fonte]

Favoráveis[editar | editar código-fonte]

10 medidas contra a corrupção[editar | editar código-fonte]

Ganhou destaque nacional em 2016 como relator do projeto que transforma as 10 Medidas contra corrupção propostas pelo Ministério Público Federal em lei. Durante o processo de discussão da lei foram apresentados três versões do relatório.

O primeiro relatório que Onyx apresentou, em 9 de novembro, transformava o caixa dois em crime e propunha testes de integridade para agentes públicos somente com consequências administrativas, enquanto o texto original previa o uso em ações cíveis e criminais.[17][18]

O segundo relatório, apresentado em 21 de novembro, tipificava o crime de caixa dois, prevendo penas de dois a cinco anos para quem utilizar recursos não declarados em campanhas eleitorais.[19] Estas propostas de tipificação foram vistas como uma brecha para anistiar políticos que adotaram caixa dois antes da promulgação da lei, apesar do relatório não propor a anistia diretamente.[19] Também foi tipificado o crime de venda de voto.[19] Esta versão tinha 17 medidas.

O terceiro relatório de Onyx, de 22 de novembro, baixou o número de medidas de 17 para 12, retirando medidas que tratavam de ações populares e acordos de cooperação internacional.[20]

O quarto relatório, com 20 mudanças em relação ao anterior, foi apresentado em 23 de novembro. Entre as mudanças se destacavam: aumento do valor no qual corrupção ativa e passiva passa a ser considerado crime hediondo de 100 para 10 000 salários mínimos (cerca de 8,8 milhões de reais); remoção do prazo para estabelecer investigação e encerrar denúncia; inclui, no crime de caixa dois, aquele que praticá-lo em nome de um candidato (e não somente o candidato, partido político e doador).[21] No mesmo dia a Comissão aprovou por unanimidade, com 30 votos favoráveis, este texto do relator.[22]

Prisão em 2º instância[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2016, o deputado relator do projeto de lei das 10 Medidas contra a corrupção, se posicionou favorável a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir a prisão para réus condenados em segunda instância, e disse que incluiria dentre as medidas contra corrupção. "O que nós vamos fazer? Vamos trazer pra cá esta decisão do Supremo Tribunal Federal e colocar no relatório final. Ou seja, a partir desse momento, tem uma decisão do STF e daqui alguns meses terá, no Código de Processo Penal brasileiro a mesma decisão corroborada numa lei pelo parlamento brasileiro", disse Lorenzoni.[4][23]

Contrários[editar | editar código-fonte]

Anistia ao caixa 2[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Anistia ao Caixa 2

Em novembro de 2016, se posicionou contrário a anistia ao caixa 2[3], juntamente com o deputado Fernando Francischini,[3] o deputado Alessandro Molon,[24][25] o deputado Vanderlei Macris,[26] o deputado Carlos Sampaio,[26] o deputado Joaquim Passarinho,[26] o Senador Álvaro Dias[27], e a Senadora Ana Amélia Lemos[28], atendendo as reivindicações da sociedade civil que assinaram pela aprovação das 10 Medidas contra a corrupção, e do Ministério Público Federal, autor do projeto de lei.[3]

Foro privilegiado[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2016, O deputado Onyx no programa Roda Viva, afirmou ser contrário ao foro privilegiado. “Existe no país uma sensação de absoluta impunidade. Espero que o Congresso use este momento para fazer uma conciliação com as ruas. Os parlamentares precisam ter a capacidade e a humildade de ouvir a voz das ruas”.[5]

Referências

  1. «Evangélicos são protagonistas na luta contra corrupção em Brasília». GospelPrime. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  2. «A voz da direita». Revista Bastião. Consultado em 1 de setembro de 2014 
  3. a b c d «Presidente e relator de comissão anticorrupção repudiam anistia a caixa dois». Agencia Brasil. EBC. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  4. a b «Prisão após 2ª instância será incluída em pacote anticorrupção, diz relator». G1. Globo.com. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  5. a b Augusto Nunes. «Onyx Lorenzoni no Roda Viva: O foro privilegiado é uma excrescência que precisa ser eliminada». VEJA. Abril. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  6. «Onyx Lorenzoni: Deputados têm a chance de mudar o Brasil». IstoÉ. 21 de novembro de 2016. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  7. «PEC 37: Veja como votou cada deputado». iG. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  8. a b «Inquérito 4400» (PDF). Lava Jato. Ministério Público Federal. 14 de março de 2017. Consultado em 19 de abril de 2017 
  9. Eleições 2014 - Onyx Lorenzoni 2522
  10. Onyx Lorenzoni - DEM/RS. Biografia na página da Câmara dos Deputados
  11. Deputados federais eleitos tomam posse na Câmara. Bancada gaúcha tem 22 parlamentares reeleitos e oito eleitos como titular pela primeira vez
  12. «Petições em março de 2017 — Caso Lava Jato». lavajato.mpf.mp.br. Ministério Público Federal. Março de 2017. Consultado em 13 de abril de 2017 
  13. Fruet, Nathalia (19 de maio de 2017). «Relator do pacote anticorrupção na Câmara confirma ter recebido doações irregulares da JBS». G1. Consultado em 17 de outubro de 2017 
  14. a b c d G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  15. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  16. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  17. «Onyx Lorenzoni no Roda Viva: O foro privilegiado é uma excrescência que precisa ser eliminada». VEJA. Abril. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  18. Fernanda Calgaro (9 de novembro de 2016). «Relator apresenta a comissão parecer sobre projeto anticorrupção». G1 Política. Globo.com. Consultado em 23 de novembro de 2016 
  19. a b c Gustavo Garcia e Bernardo Caram (21 de novembro de 2016). «Onyx inclui crime de caixa 2 em novo parecer do pacote anticorrupção». G1 Política. G1.com. Consultado em 23 de novembro de 2016 
  20. Fernanda Calgaro (22 de novembro de 2016). «Em novo parecer, relator reduz de 17 para 12 as medidas contra corrupção». G1 Política. G1.com. Consultado em 23 de novembro de 2016 
  21. Fernanda Calgaro (23 de novembro de 2016). «Relator apresenta quarta versão de parecer sobre pacote anticorrupção». G1 Política. G1.com. Consultado em 26 de novembro de 2016 
  22. «Comissão aprova texto de relator e projeto anticorrupção vai para plenário». Bol. Uol. 23 de novembro de 2016. Consultado em 23 de novembro de 2016 
  23. «Prisão após condenação em segunda instância recebe elogios». G1. Globo.com. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  24. «"No Congresso parece existir fantasma", diz Molon sobre anistia ao caixa dois». Jovem Pan. Uol. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  25. «Molon: pressa em votar anistia a caixa 2 é por medo da delação da Odebrecht». Rede Sustentabilidade. 24 de novembro de 2016. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  26. a b c «Tentativa de votar proposta sobre caixa dois é alvo de críticas em comissão especial». Câmara dos Deputados. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  27. «Alvaro Dias critica tentativa de anistia a quem fez "caixa dois"». Senado. 20 de setembro de 2016. Consultado em 24 de novembro de 2016 
  28. «Senadora é contra tentativa de anistiar Caixa 2». Ana Amaleia Lemos. 14 de novembro de 2016. Consultado em 24 de novembro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]