Open Game License

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A Open Game License (abreviadamente OGL) é uma licença pública de copyright que pode ser usado desenvolvedores de RPG de mesa para conceder permissão para modificar, copiar e redistribuir alguns dos conteúdos projetados para os seus jogos, chamados de mecânica de jogo. No entanto, eles devem compartilhamento pela mesma licença cópias e trabalhos derivados .


Linguagem utilizada na licença[editar | editar código-fonte]

A OGL descreve dois tipos de conteúdo:

Open Game Content (abreviadamente OGC):

Product Identity (abreviadamente PI):

"Identidade do Produto" (Product Identity) cobre o que, no Brasil, se chama de Propriedade Intelectual, incluindo direitos autorais (Lei Federal nº 9.610/98) e marcas (Lei Federal nº 9.279/96).

Histórico[editar | editar código-fonte]

A OGL foi publicada pela Wizards of the Coast (WotC) em 2000 para licenciar o seu RPG Dungeons & Dragons 3ª edição, na forma da System Reference Document, abreviadamente SRD, em um movimento encabeçado por Ryan Dancey. [1]É comumente utilizada com a licença d20 para permitir que indivíduos, empresas profissionais e amadores e grupos de publicar o SRD e trabalhos derivados sob a marca registrada do sistema d20. Também tem sido usado para licença de conteúdo não relacionado com o Sistema d20 e/ou com a SRD.[2][3]

Esses indivíduos, grupos e editoras que licenciam suas obras sob a OGL, por vezes, são referidos coletivamente como o "movimento open gaming.[4][5]

A WotC anunciou a partir de junho de 2008, uma nova licença royalty free chamada Game System License (GSL), disponibilizada para outros desenvolvedores publicarem produtos compatíveis com Dungeons & Dragons 4ª edição. A GSL também possui um SRD próprio, assim como a OGL, mas a SRD da GSL relaciona o conteúdo permitido da 4ª edição.

A GSL é incompatível com a OGL anterior. A GSL proíbe explicitamente de ser publicado material compatível ao mesmo tempo com a GSL (compatível com a 4ª Edição) e com a OGL (compatível com 3ª Edição e a Edição 3.5). Muitos editores sugerem que esta restrição representa um ataque direto da WotC sobre a OGL que a WotC anteriormente publicou, pois legalmente ela é incapaz de revogar a OGL. A restrição tem promovido alguns sentimentos negativos dentro da comunidade de jogos de RPG. Como resultado, muitos editores têm rejeitado completamente a 4ª Edição, e continuam a publicar material para a edição 3.5, sob a OGL.

Ao contrário da OGL, a GSL proíbe editores de reproduzir diretamente o conteúdo do Guia do Mestre, do Manual dos Monstros e do Livro do Jogador, e outras publicações com direitos autorais. Ao invés, a GSL só permite fazer referência ao conteúdo, isto é, aos termos utilizados nos livros básicos da 4ª Edição. Isto requer que os jogadores adquiram uma cópia desses livros da WotC para poder jogar com as publicações GSL feitas por terceiros. Novas classes, habilidades, etc, podem ainda ser adicionadas nas regras existentes, mas as regras originais não podem ser modificados, incluindo a criação do personagem, distribuição de XP, etc. Além disso, a GSL explicitamente se aplica apenas aos livros, e-books, e publicações de revistas e não a programas ou jogos de computador e outras mídias.

Em 11 de agosto de 2008, a WotC anunciou planos para rever tanto a GSL quanto a sua respectiva SRD. Em 2 de março de 2009, a GSL foi atualizada.

Isso não afetou a posição legal do OGL, e produtos baseados na SRD ainda podem ser lançados sozinhos sob a OGL.[6] Editoras que licenciam suas obras sob a OGL e documentos similares às vezes são referidas coletivamente como "movimento do jogo aberto" ("open gaming movement").[7]


Um número de fãs e editores criaram cópias de sistemas de regras que não são mais suportados, e lançaram esses sistemas de regras sob uma licença aberta. O termo "retroclone" foi cunhado pela Goblinoid Games, editora do Labyrinth Lord e GORE.[8]

O exemplo mais conhecido de retroclone é o OSRIC, que contém as regras para a 1ª edição Advanced Dungeons & Dragons. Outros exemplos são: Labyrinth Lord (com base no Basic Dungeons & Dragons), Swords & Wizardry (baseado no Dungeons & Dragons original de 1974), e Dark Dungeons (baseado em Dungeons & Dragons Rules Cyclopedia). Em 12 de janeiro de 2016, a Wizards of the Coast lançou a SRD da 5ª edição sob a OGL original marcando um retorno ao formato open gaming.[9]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, dentre os jogos OGL, estão o 4D&T, Primeira Aventura, Ação!!! e Tormenta RPG. Porém não é assim tão simples. Para incluir tais regras não se deve mencionar que é compatível com o sistema d20, nem possuir o seu selo no livro. Caso contrário e o autor deseje incluir o Logotipo D20, o livro não deve conter regras para a criação de personagens, o que obriga o leitor a comprar pelo menos o Livro do Jogador de D&D. O autor também deve incluir toda a documentação apresentada em inglês numa das páginas de sua obra.


Qualquer regra OGL, pode ser incorporada a regras de outros jogos OGL, já que essa licença permite liberdade total, sem nenhum autor necessitar de pedir permissão para incluir tais regras em seus próprios jogos.


O jogo brasileiro Old Dragon é auto-definido como retro-golem, uma vez não se inspira em uma versão exclusiva de Dungeons & Dragons, mas sim de várias versões do jogo.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]