Operação Acolhida

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Operação Acolhida é uma operação brasileira deflagrada pelo Exército Brasileiro desde fevereiro de 2018 que visa proteger os venezuelanos que atravessam a fronteira, prestando auxílio humanitário aos imigrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade, refugiados da crise política, institucional e socioeconômica que acomete a República Bolivariana da Venezuela.[1]

A operação[editar | editar código-fonte]

Criado durante a gestão Michel Temer (2016-2019), a operação tem por objetivo organizar a chegada dos venezuelanos no Brasil e buscar inserção social e econômica deles no país, incluindo o apoio na busca por emprego e moradia,[2] concentrando-se, principalmente, nos municípios de Boa Vista (RR) e Pacaraima (RR).[3] Até janeiro de 2020, a operação era coordenada pelo general Eduardo Pazuello, que se afastou quando foi indicado secretário-executivo – o segundo cargo na hierarquia – do Ministério da Saúde, deixando a coordenação da operação para o general Antônio Manoel de Barros.[4]

Essa operação atua em três eixos de atuação: o ordenamento da fronteira, o abrigamento dos imigrantes e a sua interiorização.[2]

Ordenamento da fronteira[editar | editar código-fonte]

O ordenamento de fronteira, segundo o Ministério da Defesa, envolve a “recepção, identificação, documentação, triagem e cuidados médicos básicos aos venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira com Roraima”. Essa etapa inclui a vacinação de imigrantes.[2]

Abrigamento dos imigrantes[editar | editar código-fonte]

O abrigamento envolve a acomodação em abrigos e albergues na zona fronteiriça, com alimentação, educação, cuidados em saúde e proteção social.[2]

Interiorização[editar | editar código-fonte]

A interiorização consiste em transferir os venezuelanos refugiados para outros estados do Brasil e apoiar sua inserção social no país.[2] Apenas os imigrantes regularizados no país, imunizados, avaliados clinicamente e com termo de voluntariedade assinado podem participar das ações de interiorização.[5]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Imunização ao COVID-19[editar | editar código-fonte]

O general Antônio Manoel de Barros, comandante militar da operação Acolhida, ignorou os riscos de um surto da doença na tropa se disseminar desenfreadamente entre os 6.096 migrantes abrigados na região com a ideia de imunidade de grupo ou de rebanho.[4] Com isso, até 15 de maio de 2020, 41 venezuelanos contraíram coronavírus, sendo que 26 se recuperaram e 1 morreu.[6]

Referências

  1. Schäfer, Milena (8 de abril de 2019). «Operação Acolhida, realizada na fronteira com a Venezuela, terá apoio do quartel de Caxias do Sul - Geral». Pioneiro. Consultado em 17 de maio de 2020 
  2. a b c d e Desideri, Leonardo (25 de outubro de 2019). «O que é a Operação Acolhida, que recebe venezuelanos no Brasil». Gazeta do Povo. Gazeta do Povo. Consultado em 18 de maio de 2020 
  3. «Quem é Eduardo Pazuello, o general que assumirá por enquanto o Ministério da Saúde». Época Negócios. Globo.com. 16 de maio de 2020. Consultado em 18 de maio de 2020 
  4. a b Ramalho, Sérgio (7 de maio de 2020). «Vídeo: general incentiva surto de coronavírus para 'imunizar tropa' em abrigo de refugiados». The Intercept. Consultado em 19 de maio de 2020 
  5. «Operação Acolhida». Governo Federal. Consultado em 19 de maio de 2020 
  6. Ferreira, Josué (16 de maio de 2020). «Sobe para 41 o número de venezuelanos com coronavírus na Operação Acolhida em Roraima». Roraima em Tempo. Roraima em tempo. Consultado em 19 de maio de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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