Operação Compasso

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Operação Compasso
Campanha do Deserto Ocidental
Segunda Guerra Mundial
Italian soldiers taken prisoner during Operation Compass.jpg
Soldados italianos feitos prisioneiros durante a campanha.
Data 9 de dezembro de 19409 de fevereiro de 1941
Local Sidi Barrani, Egito, até El Agheila, Líbia
Desfecho Vitória dos Aliados
Beligerantes
Reino Unido Império Britânico Flag of Free France (1940-1944).svg França Livre Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Itália
Comandantes
Reino Unido Archibald Wavell
Reino Unido Henry Maitland Wilson
Reino Unido Richard O'Connor
Reino de Itália Rodolfo Graziani
Reino de Itália Italo Gariboldi
Reino de Itália Mario Berti
Reino de Itália Annibale Bergonzoli (prisioneiro)
Reino de Itália Giuseppe Tellera
Reino de Itália Pietro Maletti
Forças
36 000 soldados[1]
120 canhões de artilharia
275 tanques
142 aviões[2]
150 000 soldados
1 600 canhões de artilharia
600 tanques
331 aeronaves[3]
Baixas
500 mortos[4]
55 desaparecidos[4]
1 373 feridos[4]
15 aeronaves abatidas[5]
5 500 mortos
115 000 capturados
400 tanques destruídos
1 292 armas pesadas perdidas
564 aviões abatidos (incluindo reforços)[5]

A Operação Compasso (em inglês: Operation Compass) foi a primeira grande operação militar britânica da Campanha do Deserto Ocidental (1940-1943) durante a Segunda Guerra Mundial. As forças britânicas, indianas, da Commonwealth e aliadas atacaram as forças italianas do 10º Exército (marechal Rodolfo Graziani) no oeste do Egito e Cirenaica, a província oriental da Líbia, de dezembro de 1940 a fevereiro de 1941.[6]

A Força do Deserto Ocidental Britânicas, ativas no Egito, sob comando do Tenente-General Richard O'Connor com cerca de 36 mil homens, avançou de Mersa Matruh no Egito em um ataque de cinco dias contra as posições italianas do 10º Exército, que tinha cerca de 150 mil homens em postos fortificados em torno de Sidi Barrani no Egito e na Cirenaica. A Força Britânica derrotou rapidamente os italianos em seus postos fortificados e em Sidi Barrani e os britânicos exploraram seu sucesso, forçando o resto do 10º Exército a sair do Egito e capturando os portos ao longo da costa da Líbia. O 10º Exército foi cortado ao recuar em direção à Tripoli e derrotado na Batalha de Beda Fomm, os remanescentes sendo perseguidos até El Agheila no Golfo de Sirte.[6]

Os britânicos levaram mais de 138 mil prisioneiros italianos e líbios, centenas de tanques e mais de mil armas e muitas aeronaves, contra perdas Forças Britânicas de 1,9 mil homens mortos e feridos, cerca de 10 por cento da infantaria. A Forças Britânicas não foram capaz de continuar além de El Agheila, devido a veículos desgastados e ao desvio em março de 1941 das unidades mais bem equipadas na Operação Lustre para a Batalha da Grécia. Reforços italianos foram enviados às pressas para a Líbia para defender Trípoli, com a ajuda do Afrika Korps e da Luftwaffe, forças alemãs.[6]

Imagens da Operação[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Bauer (2000), p.95
  2. Playfair p. 262
  3. Playfair p. 266
  4. a b c Wavell na London Gazette: (Suplemento) no. 37628. p. 3268. 25 de junho de 1946.
  5. a b Latimer, p. 87
  6. a b c Churchill 1949, p.616

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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