Operação INFEKTION

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Em 1992, o Diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira (SVR), Yevgeny Primakov, admitiu que a KGB estava por trás de artigos jornalísticos soviéticos que alegavam que a AIDS foi criada pelo governo dos EUA.[1]

Operação INFEKTION era uma campanha de desinformação da KGB para espalhar a noção de que os Estados Unidos inventaram a AIDS como parte de um projeto de pesquisa de armas biológicas em Fort Detrick, Maryland. A União Soviética usou isto para prejudicar a credibilidade dos Estados Unidos, fomentar o anti-Americanismo, isolar os Estados Unidos no estrangeiro, e criar tensões entre países de acolhimento e os EUA acerca da presença de bases militares dos EUA (que eram muitas vezes retratadas como a causa de surtos da AIDS em populações locais).[2]

De acordo com analistas do Departamento de Estado dos EUA, outra razão para a União Soviética ter "promovido a desinformação sobre a AIDS pode ter sido sua tentativa de distrair a atenção internacional para longe de seu próprio programa de guerra biológica, que [foi monitorada] por décadas." Além de antrax, acredita-se que os soviéticos desenvolveram a tularemia, a peste e a cólera para fins de guerra biológica, bem como a toxina botulínica, enterotoxinas, e micotoxinas.[3] Uma explicação alternativa é que a operação pode ter sido em retaliação às acusações, pelos EUA, de que os soviéticos usaram armas químicas no sudeste da ásia, depois chamado de incidente da chuva amarela.

Referências

  1. AIDS as a biological weapon. America.gov (2005)
  2. U.S. Department of State. Soviet Influence Activities: A Report on Active Measures and Propaganda, 1986-87. Washington D.C.: Bureau of Public Affairs, August 1987., pg. 33
  3. U.S. Department of State. Soviet Influence Activities: A Report on Active Measures and Propaganda, 1986-87. Washington D.C.: Bureau of Public Affairs, August 1987., pg. 45