Operação Leão Marinho

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Operação Leão Marinho (alemão: Unternehmen Seelöwe ) foi o nome do plano de invasão da Grã-Bretanha pelas forças alemãs em 1940, após a derrota da França, da Holanda e da Bélgica na II Guerra Mundial, plano este que acabou não se concretizando graças às derrotas nazistas nas batalhas aéreas preparatórias para a invasão, no que é conhecido como A Batalha da Grã-Bretanha.

Planejamento[editar | editar código-fonte]

Mapa em italiano com o planejamento das áreas de desembarque da Operação Leão Marinho

Após a Queda da França, a Alemanha acreditava que a guerra estava ganha, mas os britânicos se recusavam a abrir negociações de paz. Hitler então deu ordens de que fosse feito um planejamento para a invasão das ilhas através do Canal da Mancha, que ficou a cargo do Grande Almirante Erich Raeder, comandante da Kriegsmarine, a marinha de guerra alemã.

O plano, para ser levado a cabo, estipulava como prioridade a eliminação da força da Marinha Real e da RAF, a destruição das defesas costeiras da Inglaterra e a prevenção contra submarinos quando da travessia do canal pelas tropas alemães e previa, como conseqüência disso, um desembarque de 67.000 homens numa área entre Dorset e Kent, apoiados por tropas pára-quedistas.

Isto colocado, a responsabilidade pelo sucesso da invasão ficava colocada nos ombros da Kriegsmarine de Raeder - pessimista e contrário à invasão por acreditar na desproporção entre meios e objetivos - e da Luftwaffe do Reichsmarschall Hermann Goering - que jurava que sua Força Aérea varreria a RAF do mapa.

Cancelamento[editar | editar código-fonte]

As batalhas aéreas travadas entre os alemães e os britânicos durante o verão de 1940, em que a corajosa defesa dos céus das Ilhas feitas pela numericamente inferior RAF impediu o decisivo domínio aéreo da Luftwaffe, causou a decisão de Goering de trocar os bombardeios técnicos sobre instalações de defesa e fábricas de armamento por bombardeios de terror sobre alvos civis, o que, apesar da causar um grande número de mortes, incêndios e destruição nas maiores cidades britânicas, aliviou a capacidade de produção da indústria de guerra de Sua Majestade, cada vez mais fortalecida, levando a um impasse a execução do Plano Leão Marinho. Em setembro ele foi adiado pela primeira vez, em outubro novamente adiado e remarcado para a primavera de 1941.

Com as atenções de Adolf Hitler voltadas para a invasão da Rússia e a Operação Barbarossa, a invasão deixou de ser o foco principal do esforço de guerra alemão. Apesar do adiamento, ele acreditava que a Grã-Bretanha pediria a paz após o esmagamento da URSS pelas tropas nazistas, ao se sentir completamente isolada e sem ajuda na Europa. Porém, a entrada na guerra dos Estados Unidos no final de 1941 somado às derrotas alemãs às portas de Moscou,acabaram colocando o plano de invasão fora da realidade pela impossibilidade de uma luta em duas frentes e, no começo de 1943, Hitler o cancelou definitivamente.

Fato[editar | editar código-fonte]

Caso o plano de invasão tivesse sido bem sucedido, seis Einsatzgruppen, os comandos da morte da SS nazista, estavam a postos para seguir as tropas da Wehrmacht com uma lista de 2.820 pessoas do governo e da sociedade britânica que deveriam ser imediatamente presos e executados, entre elas Winston Churchill, Virginia Woolf e H.G.Wells, lista que ficou conhecida depois da guerra como Livro Negro.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • MAHÉ, Yann. « Débarquer en Angleterre! L'impossible opération "Seelöwe"», in Histoire(s) de la Dernière Guerre, n.° 7, setembro de 2010.
  • PLEHWE, F-K. «Operation Sea Lion 1940», in Journal of the Royal United Services Institution, março 1973.