Operação Mãos Limpas (Amapá)

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Waldez Góes (à esquerda) e Pedro Paulo Dias (à direita) foram presos na Operação Mãos Limpas em 2010.


A Operação Mãos Limpas é uma operação da Polícia Federal Brasileira com o objetivo de prender uma organização criminosa composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários que desviavam verbas públicas no estado do Amapá. Deflagrada no dia 10 de setembro de 2010, às vésperas das eleições estaduais, resultou na prisão, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça, de vários políticos, agentes públicos e empresários e na apreensão de mais de R$ 1 milhão em dinheiro, carros luxuosos (entre eles um Maserati e uma Ferrari), imóveis e até de um jato executivo Cessna - propriedade do, então, presidente do Tribunal de Contas Estadual, Júlio de Miranda Coelho.[1]

O nome Mãos Limpas faz referência a uma operação que ocorreu na Itália no início dos anos 1990, na qual se objetivava o combate à lavagem de dinheiro. Na operação italiana, foram presos mafiosos, empresários, funcionários públicos e políticos que faziam parte de um grande esquema de pagamentos de propinas, tráfico de influência e financiamento ilegal de campanhas eleitorais dos Partido da Democracia Cristã e do Partido Socialista. A operação no Amapá ganhou o mesmo nome pois, tanto no estado, quanto na Itália, descobriu-se atos de corrupção em diversos níveis do governo.[2]

Durante as busca e apreensões, foram mobilizados 600 policiais federais, que cumpriram mandados no Amapá, no Pará, na Paraíba e no estado de São Paulo. Além disso, participaram da ação cerca de 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria Geral da União. As investigações apontaram para desvios de verbas estaduais e federais no Governo do Estado, na Prefeitura de Macapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, no Tribunal de Contas do Estado do Amapá e nas Secretarias de Estado da Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e de Justiça e Segurança Pública.[3]

Foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão. Entre os presos na operação estavam: o então governador Pedro Paulo Dias, o ex-governador Waldez Góes, a ex-primeira dama do estado Marília Góes, o presidente do Tribunal de Contas Estadual Júlio de Miranda Coelho, o empresário Alexandre Albuquerque, os secretários estaduais Aldo Ferreira e Adauto Bittencourt, dentre outros. No dia 18 de dezembro do mesmo ano, o então prefeito de Macapá Roberto Góes foi preso em sua casa em desdobramento da Operação Mãos Limpas. Góes, de acordo com a Polícia Federal, estava ocultando e destruindo provas, atrapalhando as investigações sobre desvios de recursos da União, licitações e contratações fraudulentas.[4]


Referências

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