Operação Navalha

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A Operação Navalha deflagrada pela Polícia Federal do Brasil no dia 17 de maio de 2007 visou desbaratar esquemas de corrupção relacionados à contratação de obras públicas feitas pelo governo federal. As supostas acusações levaram à queda do ministro de minas e energia Silas Rondeau na semana seguinte [1].

Esquema[editar | editar código-fonte]

O esquema utilizado pela quadrilha consistia em superfaturar obras previstas no PAC. Os corruptos já discutiam, sem mesmo haver licitação das obras nem contratos. Na noite anterior à Operação, alguns membros da Máfia se reuniram e discutiram métodos de roubo. Para se ver o tamanho da Operação, o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT) só não foi preso por decisão do STJ.

Presos e envolvidos[editar | editar código-fonte]

Foram presas 47 pessoas, dentre elas José Reinaldo Tavares (PSB), Deputado Distrital Pedro Passos (PMDB), João Alves Neto, filho do ex-governador João Alves Filho (DEM-SE) [2], dois sobrinhos do governador Jackson Lago (PDT-MA) - Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior - além dos prefeitos de Sinop, Nilson Aparecido Leitão (PSDB-MT), o qual não foi encontrado nada contra seu favor e considerado inocente, e de Camaçari, Luiz Carlos Caetano (PT-BA).

A Polícia Federal sustenta ainda que o ministro de minas e energia Silas Rondeau teria recebido propina em seu gabinete para premiá-lo por supostas vantagens oferecidas à Gautama, do empresário Zuleido Veras, numa licitação do Programa Luz Para Todos, destinado a levar luz elétrica a zonas rurais.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau manda afastar assessor preso em operação, Ivo Almeida Costa, assessor especial do gabinete do ministro.
  • O governador do Maranhão, Jackson Lago, ordena a apuração sobre a empresa Gautama.
  • A PF transfere 23 dos 46 presos para Brasília.
  • O presidente Lula diz em Araguaína (TO) que não vai comentar sobre nova operação e "doa a quem doer" aos acusados.
  • Em 18 de maio, a PF divulga áudios em que os acusados falam e citam nomes de políticos.
  • "Carros de Luxo" apreendidos ontem começam ser enviados para Brasília.
  • A PF adia depoimentos para dia 21.
  • O ex-chefe da Casa Civil do governo João Alves Filho (DEM) e atual Conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe, Flávio Conceição de Oliveira Neto, consegue no STJ (Superior Tribunal de Justiça) a revogação de sua prisão e é solto horas depois.
  • Advogados dos três presos pedem habeas-corpus.
  • A PF afirma que as grampos revelam os parlamentares, entre eles Delcídio Amaral (PT-MT). Ele nega.
  • Em 20 de maio, vários presos da operação conseguem habeas-corpus, entre eles o ex-governador José Tavares.
  • Chegam em Brasília, os "Carros de Luxo"
  • O programa Fantástico, da Rede Globo divulga novas gravações de vídeos em que aparecem o dono da Gautama, a funcionária, perto do Congresso Nacional.
  • Em 21 de maio, Delcídio Amaral se defende as acusações no plenário do Senado.
  • A PF afirma que o ministro Silas Rondeau recebeu proprina da Gautama. Rondeau nega.
  • Vários presos da operação conseguem habeas-corpus.
  • Novos depoimentos da PF dos acusados.
  • Políticos querem a saída de Rondeau do ministério. O primeiro a pedir foi José Sarney, responsável pela escolha no ministério desde 2005.
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Referências

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]