Operação Quatro Mãos

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Operação Quatro Mãos é uma operação da Polícia Federal do Brasil deflagrada em 6 de julho de 2016, que prendeu em flagrante um integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).[1]

O nome da operação é baseado na proposta inicial feita pelo conselheiro à representante da instituição financeira para que a elaboração do voto fosse feita a “quatro mãos”.[2]

A ação se deu a partir de denúncia do Banco Itaú no momento em que o conselheiro João Carlos de Figueiredo Neto solicitou vantagens para proferir decisão favorável e influenciar em julgamento de processo administrativo no âmbito do Carf. O Itaú denunciou pedido de propina de R$ 1,5 milhão em troca de decisão favorável.[3]

Carf[editar | editar código-fonte]

Em 7 de julho de 2016, O Carf disse em nota que lamenta o ocorrido e que está à disposição dos órgãos de investigação para prestar os esclarecimentos necessários. “[O Carf passa por] amplo processo de reestruturação visando a fortalecer a governança do órgão e vem adotando medidas para corrigir as vulnerabilidades apontadas pela Operação Zelotes”. No texto, o conselho reafirma o compromisso com a defesa da ética e da integridade institucional e diz que aguarda ser oficialmente notificado dos fatos investigados para analisar os impactos e as medidas a serem adotadas, inclusive as correicionais previstas no regimento interno.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Operação Quatro Mãos prende conselheiro do CARF no DF». Polícia Federal. Consultado em 12 de julho de 2016 
  2. a b Yara Aquino. «Polícia Federal prende conselheiro do Carf em Operação Quatro Mãos». EBC. Consultado em 12 de julho de 2016 
  3. Jaílton Carvalho (7 de julho de 2016). «Polícia Federal prende em flagrante conselheiro do Carf». O Globo. Consultado em 12 de julho de 2016