Operação Xepa

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Operação Xepa é o nome dado à operação policial brasileira deflagrada pela Polícia Federal, em 22 de março de 2016. Representa a 26.ª fase da Operação Lava Jato.[1][2][3] Trata-se dum desdobramento da 23.ª fase da Lava Jato – a Operação Acarajé – que atingiu o publicitário, João Santana, e sua mulher e sócia, Monica Moura, baseada em informações prestadas pela esposa do publicitário.[2][3]

Investigações[editar | editar código-fonte]

A nova fase foi deflagrada após a suspeitas de que a Odebrecht possuía um departamento responsável por fazer pagamentos de vantagens indevidas a servidores públicos em razão de contratos firmados pela empresa.[4]

A operação investiga esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras e empreiteiras.[2][3] As propinas pagas em dinheiro pela Odebrecht dentro do Brasil e que envolve várias obras, dentre elas, a Arena Corinthians, palco da abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014, feita pela construtora Odebrecht, com indícios de propina ao vice-presidente André Luiz de Oliveira.[2][3][5] Os investigadores afirmaram que Marcelo Odebrecht, que está preso e já foi condenado, participou ativamente do esquema de pagamento de propinas.[1]

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, a partir do material apreendido na 23ª fase, Operação Acarajé, que prendeu o marqueteiro do PT João Santana e a esposa, foram descobertas planilhas de controle dos pagamentos de propina feitos pela Odebrecht.[1]

Não há ainda o valor exato da corrupção praticada pela Odebrecht, segundo o MPF e a PF. A delegada Renata Rodrigues afirmou, no entanto, que as planilhas verificadas até aqui envolvem somas de no mínimo R$ 66 milhões.[6]

Mandados[editar | editar código-fonte]

A operação contou com cerca de 380 policiais federais, que cumpriram 110 mandados judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal,[4] sendo 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e 4 mandados de prisão preventiva.[2][3]

Prisão preventiva[editar | editar código-fonte]

  • Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho [4]
  • Luiz Eduardo da Rocha Soares [4]
  • Olivio Rodrigues Júnior [4]
  • Marcelo Rodrigues [4]

Prisão temporária[editar | editar código-fonte]

  • Antônio Claudio Albernaz Cordeiro [4]
  • Antônio Pessoa de Souza Couto [4]
  • Isaias Ubiraci Chaves Santos [4]
  • João Alberto Lovera [4]
  • Paul Elie Altit [4]
  • Roberto Prisco Paraíso Ramos [4]
  • Rodrigo Costa Melo [4]
  • Sergio Luiz Neves [4]
  • Alvaro José Galliez Novis [4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Redação do UOL (22 de março de 2016). «Lava Jato investiga propina paga pela Odebrecht em obra da Arena Corinthians». Universo Online. Consultado em 22 de março de 2016. 
  2. a b c d e Estado de Minas (22 de março de 2016). «PF deflagra Operação Xepa, a 26ª fase da Lava-Jato». Estado de Minas. Consultado em 22 de março de 2016. 
  3. a b c d e Redação (22 de março de 2016). «Leia como nasceu a Operação Xepa». Consultado em 22 de março de 2016. 
  4. a b c d e f g h i j k l m n o Adriana Justi e Camila Bomfim (22 de março de 2016). «PF cumpre 110 mandados da 26ª fase da Lava Jato e mira a Odebrecht». G1. Consultado em 22 de março de 2016. 
  5. Globoesporte.com (22 de março de 2016). «Vice do Corinthians é levado para prestar depoimento na Lava Jato». Globo Esporte. Consultado em 22 de março de 2016. 
  6. Iracema Amaral (22 de março de 2016). «Odebrecht pagou ao menos R$ 66 milhões em propina, aponta Lava-Jato». Estado de Minas. Consultado em 23 de março de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]