Operações ofensivas

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As operações ofensivas são as operações militares executadas pela força que toma a iniciativa de levar a batalha ao inimigo. As suas finalidades variam de época para época mas são sempre uma acção militar agressiva que visa, em última análise, destruir as forças inimigas. Para além desta finalidade, podem ser realizadas operações ofensivas para esclarecer a situação, privar o inimigo de recursos, conquistar ou controlar territórios ou pontos do terreno ou até para desviar a atenção do inimigo de outras zonas onde se desenrolam outras acções.

Os tipos de operações ofensivas que encontramos, não apenas no campo de batalha actual mas ao longo da História, são:

  • A marcha para o contacto;
  • O reconhecimento em força;
  • O ataque;
  • A exploração do sucesso;
  • A perseguição.

A marcha para o contacto é a operação ofensiva que permite a uma força militar aproximar-se do inimigo e estabelecer o contacto. Normalmente, mas não obrigatoriamente, precede o ataque.

O reconhecimento em força é uma operação de objectivo limitado com a finalidade de pôr à prova o dispositivo, meios, composição e pontos fracos do inimigo e/ou obter outras informações.

O ataque é uma operação ofensiva que deve ser cuidadosamente planeada, preparada e executada. A coordenação exigida entre os meios de manobra (infantaria e cavalaria), apoio de fogos (artilharia) e apoio de combate (engenharia, comunicações) leva a que se refira muitas vezes esta operação como ataque coordenado.

A exploração do sucesso é uma acção desencadeada com a finalidade de colher os melhores resultados possíveis do êxito obtido com o ataque. A sua finalidade é impedir o inimigo de reconstruir uma defesa organizada ou de realizar uma operação retrógrada. É a fase decisiva da manobra ofensiva.

A perseguição é uma acção ofensiva lançada contra uma força inimiga que procura escapar-se. Segue-se normalmente à exploração do sucesso e a sua finalidade primária é completar o aniquilamento da força inimiga.

A sistematização do conhecimento destes temas varia no tempo cronológico e na geografia. Não é importante, nem cabe fazê-lo aqui, referir todas as definições e sistematizações tal como se apresentam em épocas e locais distintos. Neste artigo foi utilizada como referência a doutrina do regulamento indicado na bibliografia mas poderia ter sido utilizada outra referência com os mesmos resultados práticos. Por exemplo, o "FM 3-90 Operations" (Field Manual do exército dos EUA) não considera o reconhecimento em força como um tipo de operação ofensiva mas remete-o para o "FM 17-95 Reconnaissance Operations". Seja como for, as definições aqui apresentadas permitem compreender, de uma forma geral, os conceitos essenciais.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Estado-Maior do Exército, Regulamento de Campanha - Operações, volume 1, Portugal, 1971.