Opto Eletrônica

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Opto Eletrônica S.A.
Tipo Tecnologia
Slogan Science in sight
Indústria Médica, Aeroespacial, Defesa
Fundação São Carlos, Brasil (1985)
Sede São Carlos
Locais São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Fortaleza, México, Miami
Empregados 350+ (2012)
Produtos Retinógrafo Digital,Fotocoaguladores a Laser, Campímetro, OCT, Imageadores para Satélites, Cameras Térmicas, Filmes anti reflexo, etc.
Accionistas Presidente: Jarbas Castro
Website oficial www.opto.com.br

A Opto Eletrônica S.A. é uma empresa de tecnologia no ramo de optoeletrônica, com atuação nas áreas médica, industrial, de componentes ópticos, aeroespacial e de defesa. Pioneira em diversos setores, a OPTO é sinônimo de inovação e respeito aos clientes, à sociedade e ao meio ambiente.[1]

A Opto foi fundada em 1985, através de uma associação de professores oriundos do Instituto de Física de São Carlos - Universidade de São Paulo. Estava entre as 100 empresas que mais cresceram no Brasil no período entre 2003 e 2006, de acordo com lista publicada pela revista Exame.[2]

A OPTO apóia diversas iniciativas para o desenvolvimento de tecnologia em universidades e centros de pesquisa de todo o Brasil, além de incentivo ao esporte, com patrocínio a equipes de protótipos de veículos e aerodesign, tenistas, entre outros. Desde 2004 participando do Rally dos Sertões, a OPTO disponibiliza equipamentos oftalmológicos, envia médicos especialistas e faz doação de óculos para a população carente que reside em cidades ao longo do trajeto do rali. Os atendimentos acontecem antes, durante e até dois meses depois da prova.

A OPTO também investe em ações de sustentabilidade ambiental, como no projeto Bosque dos Ipês, acrescentando quase 500 árvores ao cenário urbano de São Carlos (SP), sede da empresa. Hoje, a OPTO está constituída de uma planta industrial no município, além de departamento comercial e assistência técnica na capital paulista, quatro laboratórios antirreflexo (São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília), unidades e parceiros no exterior (Optos-USA, Opto-Mexico e Optos).

História[editar | editar código-fonte]

A OPTO nasceu a partir da concretização do sonho de seus fundadores, na época pesquisadores e técnicos do Instituto de Física do Campus da USP em São Carlos. Sempre na vanguarda das novas tecnologias optoeletrônicas, a OPTO foi a primeira empresa do hemisfério sul a produzir um laser - no caso, o laser HeNe (Hélio-Neônio). Na sequência, a empresa fabricou o primeiro leitor de códigos de barra para uso em supermercados (tecnologia posteriormente vendida à Itautec).

Logo no primeiro ano de vida, a OPTO nacionalizou a produção de filtros azuis, utilizados na foto-polimerização de resinas dentais e de refletores odontológicos - produtos fabricados pela empresa até hoje. Apenas nas primeiras duas décadas de produção, mais de um milhão de refletores odontológicos foram fabricados pela OPTO – o que corresponde a mais de um milhão de consultórios odontológicos no mundo utilizando refletores produzidos pela empresa.

Entre 1988 e 1992, a OPTO se dedicou a desenvolver aplicações industriais para os lasers Hélio-Neônio que fabricava. Nesse período, a empresa colocou no mercado quase 4.000 mil equipamentos, entre posicionadores para indústria de pneus, inovadoras adaptações a laser para teodolitos (instrumentos para topografia), sistemas de alinhamento de trilhos para a Companhia Vale do Rio Doce, entre outros.

O domínio de tecnologias nas áreas de óptica e eletrônica levou a OPTO, em 1992, a entrar no mercado de equipamentos médicos-oftálmicos, inicialmente distribuindo lasers fotocoaguladores para retina e, em seguida, desenvolvendo e produzindo os próprios equipamentos. Nesse mercado, o primeiro produto foi o Microscópio Cirúrgico, totalmente desenvolvido na OPTO e exportado para todo o mundo. Sempre à frente, a empresa desenvolveu e lançou no mercado o Retinógrafo totalmente digital, tornando-se uma das poucas empresas no mundo a produzir o equipamento, a exemplo de diferentes lasers produzidos na OPTO.

A OPTO iniciou, em 1993, a produção dos primeiros componentes óticos com qualidade aeroespacial: os prismas de alta precisão para sistemas de imageamento. No ano seguinte, teve início na empresa o desenvolvimento de sensores a laser para sistemas militares de defesa, como espoletas para mísseis antiaéreos e sistemas de guiamento a laser para mísseis antitanque. Em 1996, a OPTO foi pioneira ao introduzir no mercado brasileiro o tratamento antirreflexo para lentes de óculos. A empresa segue hoje como a única no País com certificação ISO para a realização desse tipo de trabalho, com mais de 1 milhão de pares de lentes tratados.

Inúmeras etapas e avanços da OPTO tiveram apoio da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos. A característica inovadora da OPTO também levou-a a trabalhar em conjunto com pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Unifesp no desenvolvimento de um tratamento para a DMRI - degeneração macular relacionada à idade (uma das maiores causadoras de cegueira nos dias de hoje). A OPTO desenvolveu um laser específico para as necessidades dos médicos pesquisadores e o resultado é o tratamento i-MP (Indocyanine Green Mediated Photothrombosis), uma técnica inovadora e em fase III de Clinical Trial no Brasil. Trata-se do primeiro Clinical Trial de um tratamento desenvolvido no Brasil.

A partir de 2006, com a experiência em equipamentos militares e de alta tecnologia[3], a OPTO foi convidada a participar das licitações para o desenvolvimento e fabricação das câmeras dos satélites sino-brasileiros CBERS 3, CBERS 4 e Amazônia 1. A empresa foi selecionada para a execução dos projetos, que proporcionaram uma revolução à OPTO, como a construção de um edifício de 4.500 m² e a entrada de quase 70 pesquisadores, além de uma enorme gama de novos equipamentos de altíssima tecnologia (como a primeira linha de produção de lentes não esféricas da América Latina). Essas conquistas continuam fazendo da OPTO uma empresa que não para de crescer, e sempre com o foco no futuro.

Preconceito[editar | editar código-fonte]

A opto nasceu em São Carlos SP, cresceu devido à qualidade técnica dos seus funcionários e colaboradores, contudo esse sucesso inicial não teve relevância para o presidente Jarbas Castro, em entrevista à revista Época declarou: "– Quando a gente tirou a área comercial de São Carlos e levou para São Paulo, onde os negócios aconteciam. Um vendedor do interior, falando caipira, não combina com produto de alta tecnologia. Trocamos toda a equipe por causa disso."[4]

Crise[editar | editar código-fonte]

Com o sucesso inicial e o aumento do faturamento a direção da empresa gastou somas exorbitantes na construção de prédios suntuosos inclusive com heliporto na cobertura etc, abriu filiais improdutivas noutras cidades e no exterior; devido à gestão perdulária dos recursos, a Opto entrou em crise, em 2012 deixou de pagar funcionários e fornecedores regularmente. [5].

Dos mais de 350 funcionários que existiam em 2012, restaram apenas 25 em 2014 [6], funcionários demitidos tentam receber seus direitos trabalhistas na justiça.[7]

Referências

Links externos[editar | editar código-fonte]