Oraniã

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Oraniã, conhecido pelos cubanos como Oranyan, foi um rei dos iorubás da cidade de Ife, Nigéria. Era o filho mais novo de Oduduá e foi o mais poderoso de todos, e mais famoso em toda nação iorubá. Famoso como caçador e pelas grandes e numerosas conquistas. Foi o fundador do Império de Oió por volta de 1400.

Em Ifé existe um monolito que tem o nome Opa Òrànmíyàn em sua homenagem. Uma de suas mulheres, Torosi, que era filha de Elémpe, rei da nação Tapá (Nupe), foi a mãe de Xangô que mais tarde veio ser o alafim de Oió no lugar de seu irmão mais velho Dadá Ajaká, Oraniã colocou seu outro filho, Eweka, como rei de Benim, e se tornou o Óòni de Ifé.

História[editar | editar código-fonte]

Pierre Verger, em "Orixás, Editora Corrupio" descreve um Itan que fala do nascimento de Oraniã:

"Oraniã foi concebido em condições muito singulares, que sem dúvida, espantariam os geneticistas modernos. Uma lenda relata como Ogum, durante uma de suas expedições guerreiras, conquistou a cidade de Ogotún, saqueou-a e trouxe um espólio importante. Uma prisioneira de rara beleza chamada Lakanjê agradou-lhe tanto que ele não respeitou sua virtude. Mais tarde, quando Oduduá, pai de Ogum, a viu, ficou perturbado, desejou-a por sua vez e fez dela uma de suas mulheres. Ogum, amedrontado, não ousou revelar a seu pai o que se passara entre ele e a bela prisioneira. Nove meses mais tarde, Oraniã nascia. O seu corpo era verticalmente dividido em duas cores. Era preto de um lado, pois Ogum tinha a pele escura, e pardo do outro, como Oduduá, que tinha a pele muito clara... Essa característica de Oraniã é representada todos os anos em Ifé, por ocasião da festa de Olojó, quando o corpo dos servidores do Oòni é pintado de preto e branco. Eles acompanham Óòni de seu palácio até Òkè Mògún, a colina onde se ergue um monolito consagrado a Ogum. Essa grande pedra é cercada de màrìwò òpè, franjas de palmeiras desfiadas, e, nesse dia, os sacrifícios de cão e galo são aí pendurados. Óòni chega vestido suntuosamente, tendo na cabeça a coroa de Oduduá. É uma das raras ocasiões, talvez mesmo a única do ano, em que ele a usa publicamente, fora do palácio. Chegando diante da pedra de Ogum, ele cruza por um instante sua espada com Osògún, chefe do culto de Ogum em Ifé, em sinal de aliança, apesar do desprazer experimentado por Odùduà quando descobriu que não era o único pai de Oraniã."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências


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