Ordem Militar da Seta de São Sebastião

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A Ordem da Frecha, de seu nome completo Ordem Militar da Seta de São Sebastião, foi fundada, pelo rei D. Sebastião, em honra de São Sebastião, patrono onomástico do seu nome, a quem dedicava muita devoção. Esta Ordem, segundo diversos historiadores, foi instituída no ano de 1576.[1]

Tradição e história[editar | editar código-fonte]

Em 1571, D. Sebastião, requereu ao Papa Pio V autorização para alterar os estatutos das Ordens Militares de Cristo, Santiago e Avis, e acrescentar à cruz dos referidos hábitos uma seta ou frecha, em memória da arma com que fora martirizado o Santo cujo nome usava, mas esta distinção só seria conferida aos Cavaleiros que se assinalassem por feitos notáveis na Guerra.

Além destas alterações nos Estatutos (efectuadas em 6 de Fevereiro de 1572), solicitara D. Sebastião uma das setas com que fora martirizado o Santo, para depositar na Igreja que lhe estava edificando em Lisboa. A morte de Pio V conduziu a que só o seu sucessor, o Papa Gregório XIII, pudesse satisfazer a vontade régia, já que, pelo falecimento de D. Joana de Áustria, enviou a seta embebida no sangue do Mártir, acompanhada de um Breve datado de 8 de Novembro de 1573.

Esta venerada relíquia veio para Portugal em 9 de Fevereiro de 1574, trazida pelo enviado papal Pompeo Lanoja, Cubiculário de Sua Santidade, sendo recebido pelo Rei quando pousava nos seus Paços de Almeirim.

Nascido a 20 de Janeiro de 1554 no dia de São Sebastião, razão pela qual foi baptizado com esse nome, D. Sebastião teve uma constante e extraordinária preocupação em representar as setas ou frechas que martirizaram São Sebastião em tudo aquilo que simbolicamente fosse representativo do Poder Régio e da sua própria pessoa como Rei.

Referências