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Ordem da Vitória

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ordem da Vitória
Ordem da Vitória
Classificação
País  União Soviética
Tipo Ordem de grau único
Descritivo Condução bem-sucedida de tais operações de combate na escala de uma ou várias frentes, como resultado das quais a situação muda radicalmente em favor do Exército Vermelho
Agraciamento O alto comando militar do Exército Vermelho
Condição Não é mais concedida
Histórico
Criação 8 de novembro de 1943
Primeira concessão 10 de abril de 1944
Última concessão 9 de setembro de 1945

(20 de fevereiro de 1978)[a]

Premiados 20 (19)[a]
Hierarquia

Imagem complementar

Barreta

A Ordem da Vitória (em russo: Орден «Победа», translit. Orden "Pobeda") foi a mais alta condecoração militar da União Soviética concedida pelo serviço na Segunda Guerra Mundial, e uma das ordens mais raras do mundo. A ordem foi concedida apenas a generais e marechais que conduziram com sucesso operações de combate envolvendo um ou mais grupos de exércitos e resultando em uma "operação bem-sucedida dentro da estrutura de uma ou várias frentes, resultando em uma mudança radical da situação em favor do Exército Vermelho".[1] Em sua história, foi atribuída vinte vezes, a doze líderes soviéticos e cinco líderes estrangeiros, com uma revogação. O último recipiente vivo foi o rei Miguel I da Romênia, morto em 2017.

História

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História da criação

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Em 1943, após a virada decisiva na Grande Guerra Patriótica, a liderança soviética percebeu a necessidade de instituir uma ordem militar suprema para homenagear comandantes que se destacassem. Para o design da medalha, foram convocados vários artistas especializados em medalhística.[2]

Inicialmente, o nome planejado para a condecoração era "Por Lealdade à Pátria", no entanto, seu nome foi modificado por volta de outubro daquele ano.. Um dos primeiros esboços foi apresentado em julho de 1943 pelo coronel N. S. Neielov, oficial do quartel-general do Exército Soviético. No entanto, sua proposta foi rejeitada, e o trabalho continuou.[3]

Em 25 de outubro de 1943, o artista A. I. Kuznetsov, que já era o criador de muitas ordens soviéticas, apresentou seu primeiro esboço a Stalin. O esboço consistia em um medalhão redondo com retratos de Lenin e Stalin, mas não foi aprovado pelo Comandante Supremo. Em vez disso, Stalin queria um design com a Torre Spasskaia no centro. Kuznetsov retornou quatro dias depois, com vários novos esboços, dos quais Stalin escolheu um intitulado "Vitória". Ele pediu a Kuznetsov que alterasse um pouco o design e, no dia 5 de novembro, um protótipo foi finalmente aprovado. Ao todo, Kuznetsov apresentou mais de quinze variantes do desenho.[4][5]

A produção da Ordem da Vitória exigia materiais preciosos, incluindo platina, ouro, diamantes e rubis. Diferentemente de outras condecorações soviéticas, a fabricação não foi realizada na Casa da Moeda, mas sim por artesãos da Fábrica de Joias e Relógios de Moscou. Inicialmente, planejou-se a confecção de 30 exemplares, e para cada um eram necessários 180 diamantes, 50 diamantes lapidados em rosa, além de 300 gramas de platina. O Soviete de Comissários do Povo disponibilizou um total de 5400 diamantes, 1500 diamantes lapidados em rosa, além de 9 kg de platina para a fabricação.[6] Durante o processo, surgiu um problema: os rubis naturais apresentavam variação de tonalidade, impossibilitando a criação de peças uniformes. Assim, decidiu-se pelo uso de rubis sintéticos, permitindo um padrão de cor consistente.[7]

Em 2010, uma análise nos exemplares da Ordem da Vitória preservados nos Museus do Kremlin revelou que alguns diamantes usados na confecção haviam sido reaproveitados de condecorações imperiais russas armazenadas no Gokhran antes da guerra.[8]

No total, foram fabricados 22 exemplares, dos quais 2 nunca foram concedidos.[9] A ordem foi oficialmente instituída em 8 de novembro de 1943, sendo concedida primeiramente a Gueorgui Júkov (nº 1), Aleksandr Vasilevsky (nº 2) e ao próprio Stalin (nº 3).

A ordem também foi concedida aos principais comandantes das forças aliadas. Todos as honrarias foram apresentados durante ou imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, exceto pelo controverso prêmio de 1978 concedido a Leonid Brejnev. O prêmio de Brejnev foi revogado postumamente em 1989, por não atender aos critérios do estatuto.

Como outras ordens concedidas por nações comunistas, a Ordem da Vitória podia ser concedida mais de uma vez ao mesmo indivíduo. No total, a ordem foi apresentada vinte vezes a dezessete pessoas (incluindo Brejnev).

Ao contrário de todas as outras condecorações soviéticas, a Ordem da Vitória não tinha nenhum número de série, o número foi mencionado apenas no certificado do prêmio. Depois que um portador da Ordem da Vitória morresse, o prêmio deveria ser devolvido ao estado. A maioria dos prêmios agora é preservada pelo Fundo do Diamante, no Kremlin. As exceções notáveis são a Ordem da Vitória de Dwight D. Eisenhower, que está em exibição na Biblioteca e Museu Presidencial Dwight D. Eisenhower, a Ordem da Vitória do Marechal Bernard Montgomery, que está em exibição no Imperial War Museum, e a Ordem da Vitória de Josip Broz Tito, que é mantida no Museu de História da Iugoslávia, em Belgrado.

Primeiros prêmios de 1944

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A primeira concessão da Ordem da Vitória ocorreu em 10 de abril de 1944. O detentor da condecoração nº 1 foi o comandante da 1ª Frente Ucraniana, Marechal da União Soviética Gueorgui Júkov. A condecoração nº 2 foi entregue ao chefe do Estado-Maior General, Marechal da União Soviética Aleksandr Vasilevsky.

A Ordem da Vitória nº 3 foi concedida ao Comandante Supremo, Marechal da União Soviética Josef Stalin. Todos foram agraciados por seu papel na libertação da Ucrânia Ocidental. O decreto de concessão foi emitido pelo Presídio do Soviete Supremo da URSS em 29 de julho de 1944.[2] Em seu livro Memórias e Reflexões, Gueorgui Júkov descreveu esse momento:[10]

Liguei para Aleksei Antonov e descobri que ele também havia sido chamado ao Comandante Supremo. Não foi difícil deduzir que, antes de me encontrar, Stalin queria se atualizar sobre a situação e as avaliações do Estado-Maior.

Quando entrei no gabinete do Comandante Supremo, já estavam presentes Antonov, o comandante das tropas blindadas, Marechal Yakov Fedorenko, o comandante da Força Aérea, Coronel-general Aleksandr Novikov, e o vice-presidente do Conselho de Comissários do Povo, Viacheslav Malyshev. Após os cumprimentos, Stalin perguntou se eu já havia estado com Nikolai Shvernik. Respondi que não. — Você deve passar lá e receber a Ordem da Vitória. Agradeci ao Comandante Supremo por essa grande honra.

O Marechal Aleksandr Vasilevsky, em seu livro A Missão de Uma Vida, também relatou o recebimento da condecoração:[11]

No dia 10 de abril, quando Odessa celebrou a expulsão dos invasores nazistas e romenos, ficou duplamente marcado em minha memória. Naquele dia, fui informado de que havia sido agraciado com a mais alta condecoração militar da União Soviética, a Ordem da Vitória. Recebi a medalha nº 2, enquanto a de nº 1 fora entregue a Gueorgui Júkov.

O decreto de concessão afirmava: "Pela habilidosa execução das ordens do Comandante Supremo na condução de operações militares de grande escala, que resultaram em sucessos notáveis na derrota dos invasores nazistas." O primeiro a me parabenizar foi o próprio Comandante Supremo, por telefone, antes mesmo da publicação oficial do decreto. Ele afirmou que a honraria não era apenas pelo papel na libertação de Donbass e da Ucrânia, mas também pela futura libertação da Crimeia, para a qual deveria direcionar agora minha atenção, sem deixar de acompanhar a 3ª Frente Ucraniana.

No fim da guerra

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Cartão de registro da segunda Ordem da Vitória nº 7 do Marechal Vasilevsky. (A primeira Ordem da Vitória, nº 2, foi concedida ao Marechal Vasilevsky em 10 de abril de 1944 )

As próximas condecorações ocorreram apenas um ano depois. Em 30 de março de 1945, o título de Cavaleiro da Ordem da Vitória foi concedido a:

Em 19 de abril de 1945, a segunda Ordem da Vitória foi concedida ao Marechal da União Soviética Aleksandr Vassilevski, comandante da 3ª Frente Bielorrussa, pelo comando bem-sucedido das operações que levaram à tomada de Königsberg e à libertação da Prússia Oriental. A justificativa oficial afirmava: "Pelo excelente cumprimento das ordens do Comando Supremo na liderança de operações militares em grande escala, que resultaram em sucessos significativos na derrota das forças nazistas alemãs".[12]

Em 26 de abril de 1945, mais dois comandantes foram condecorados:

Ambos receberam a Ordem da Vitória pelo papel na libertação da Hungria e da Áustria, conquistada após batalhas intensas e sangrentas.[12]

Em 31 de maio de 1945, o título foi concedido ao Marechal da União Soviética Leonid Govorov, comandante da Frente de Leningrado, pelo sucesso na derrota das tropas alemãs em Leningrado e nos Estados Bálticos.[12]

Em 4 de junho de 1945, mais dois líderes militares receberam a condecoração por seu papel no planejamento estratégico e na coordenação das frentes ao longo da guerra:

Em 26 de junho de 1945, Josef Stalin recebeu a Ordem da Vitória pela segunda vez.[13]

Por fim, em 8 de setembro de 1945, após a guerra contra o Japão, a condecoração foi concedida ao Marechal da União Soviética Kirill Meretskov, comandante da Frente do Extremo Oriente.[12]

O marechal de campo britânico Bernard Montgomery (à esquerda, usando boina) recebeu a Ordem da Vitória em 5 de junho de 1945. O general americano Dwight Eisenhower e o marechal de campo soviético Gueorgui Jukov, também receptores da Ordem da Vitória, estão à direita de Montgomery. O marechal britânico Sir Arthur Tedder (à direita de Jukov) também está presente.

Aos Aliados

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Após o fim da guerra, decidiu-se condecorar com a Ordem da Vitória comandantes militares das forças aliadas. Pelo decreto de 5 de junho de 1945, “por sucessos notáveis na condução de operações militares de grande escala, que resultaram na vitória das Nações Unidas sobre a Alemanha hitlerista”, foram agraciados:[14]

  • O general do Exército dos EUA Dwight D. Eisenhower;
  • O marechal britânico Bernard Montgomery;
  • O rei da Romênia Miguel I, que em 23 de agosto de 1944 prendeu os membros do governo romeno aliados da Alemanha nazista. Por esse ato, Miguel foi condecorado com a Ordem da Vitória em 6 de julho de 1945, com a justificativa: “Pelo ato corajoso de mudança decisiva na política da Romênia ao romper com a Alemanha hitlerista e aliar-se às Nações Unidas num momento em que a derrota da Alemanha ainda não era evidente”;[15]
  • O marechal da Polônia Michał Rola-Żymierski recebeu a condecoração em 9 de agosto de 1945 “por méritos destacados na organização das forças armadas polonesas e pela condução bem-sucedida das operações militares decisivas contra o inimigo comum — a Alemanha hitlerista”;[14]
  • O último estrangeiro a receber a Ordem da Vitória foi o marechal da Iugoslávia Josip Broz Tito, em 9 de setembro de 1945, “por sucessos notáveis em operações militares de grande escala que contribuíram para a vitória das Nações Unidas sobre a Alemanha hitlerista”.[14]

Em 1966, planejou-se condecorar o presidente da França Charles de Gaulle durante sua visita à URSS, mas a homenagem nunca se concretizou.[16]

A concessão do prêmio para Brejnev

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Em 20 de fevereiro de 1978, o Presidium do Soviete Supremo da URSS emitiu um decreto concedendo ao Secretário-Geral do Comitê Central do PCUS, Presidente do Presidium do Soviete Supremo da URSS e Presidente do Conselho de Defesa da URSS, Marechal da União Soviética Leonid Brejnev, a Ordem da Vitória — algo que contrariava o estatuto da condecoração.[17]

Contudo, o Presidium nem sempre seguia rigorosamente os estatutos das ordens, inclusive durante a guerra. São conhecidos, por exemplo, casos de concessão da Ordem da Vitória a pessoas que não faziam parte do alto comando do Exército Vermelho (como todos os condecorados estrangeiros), ou ainda a outorga da Ordem de Suvorov — destinada a comandantes — a engenheiros de armamentos como Vasily Grabin e Fiodor Tokarev. Também houve condecoração de unidades militares com ordens reservadas ao comando, como as de Kutuzov, Suvorov, Nakhimov, Ushakov e Bogdan Khmelnitsky.[18]

Em 21 de setembro de 1989, Mikhail Gorbatchov, então Presidente do Soviete Supremo da URSS, assinou um decreto que anulava a concessão da Ordem da Vitória a Brejnev, sob a justificativa de que a outorga “não correspondia ao estatuto da ordem”.[19] No entanto, a legislação vigente à época não previa esse tipo de justificativa como motivo legal para revogação de uma condecoração.[16]

Segundo relatório contábil da Seção Financeira e Econômica do Presidium, referente a 1978, a Ordem entregue a Brejnev teria sido a de número 13, originalmente concedida ao marechal Leonid Govorov.[14] No entanto, o que foi realmente usado naquela 20ª concessão da história da ordem foi o exemplar de número 20 — jamais entregue anteriormente (produzido ainda em 1945). Esse erro grosseiro de inventário só foi corrigido 8 anos e 9 meses depois, graças a uma ação sem precedentes do novo comando do Departamento de Condecorações do Soviete Supremo, que recuperou a insígnia nº 20 da família de Brejnev, quatro anos após sua morte.[20]

De acordo com o estatuto:[21]

A Ordem da Vitória, como a mais alta condecoração militar, é concedida a membros do alto comando do Exército Vermelho pela condução bem-sucedida de operações militares em escala de um ou mais fronts, cujos resultados alterem radicalmente a situação em favor do Exército Vermelho.

A condecoração com a Ordem da Vitória só pode ser feita por decreto do Presidium do Soviete Supremo da URSS.

A ordem é usada no lado esquerdo do peito, entre 12 e 14 cm acima da cintura. Como sinal de distinção especial, é instituída uma placa memorial com os nomes dos agraciados, instalada no Grande Palácio do Kremlin.[21]

Detalhes da construção

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A Ordem é feita de platina na forma de uma estrela pentagonal com raios entre os braços, medindo 72 mm de diâmetro. A estrela é cravejada com 174 diamantes pesando um total de 16 quilates (3,2 g), enquanto os braços da estrela são feitos de rubi . Os rubis nos braços são sintéticos, não porque as pedras sintéticas eram mais baratas, mas porque tinham que ser de uma cor uniforme, que não podia ser garantida com pedras naturais. No centro da estrela há um medalhão de prata, com o muro do Kremlin de Moscou, a Torre Spasskaia e o Mausoléu de Lenin, em ouro, cercado por faixas de louro e carvalho também coloridas em ouro. Os ramos de louro e de carvalho são ligados por uma bandeira vermelha. O céu ao fundo é representado com esmalte azul.[22]

Contra o céu, as letras "СССР" (URSS) aparecem em ouro, centradas no topo do medalhão, enquanto a palavra "Победа" (Vitória) é exibida na faixa vermelha na parte inferior. A massa total do medalhão é de 78g, que consiste em 47g de platina, 2g de ouro, 19g de prata, 25 quilates de rubi e 16 quilates de diamante.

Em vez de terem sido feitas em uma casa da moeda, cada medalhão foi feito na oficina de um joalheiro.

A faixa da ordem.

As fitas de várias ordens soviéticas foram combinadas para criar a faixa da Ordem da Vitória. O comprimento total da fita é 44 mm, e ela é usada principalmente no uniforme de campo.[23] As seguintes ordens estão representadas na faixa (de fora para o centro):

  • Ordem da Glória (Орден Славы / Orden Slavy). Laranja com faixa central preta
  • Ordem de Bogdan Khmelnitsky (Орден Богдана Хмельницкого / Orden Bogdana Khmelnitskogo). Listra azul clara
  • Ordem de Alexander Nevsky (Орден Александра Невского / Orden Aleksandra Nevskogo). Listra vermelha escura
  • Ordem de Kutuzov (Орден Кутузова / Orden Kutuzova). Listra azul escuro
  • Ordem de Suvorov (Орден Суворова / Orden Suvorova). Listra verde
  • Ordem de Lenin (Орден Ленина / Orden Lenina). Listra vermelha grande (seção central)

Lista de destinatários

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# Data País/Nome Morte Comentário
1 1944-04-1010 de abril de 1944  União Soviética Gueorgui Jukov 1974-06-1818 de junho de 1974
2 10 de abril de 1944  União Soviética Aleksandr Vasilevski 1977-12-055 de dezembro de 1977
3 1944-04-1010 de abril de 1944  União Soviética Joseph Stalin 1953-03-055 de março de 1953
4 1945-03-3030 de março de 1945  União Soviética Polónia Konstantin Rokossovski 3 de agosto de 1968
5 1945-03-3030 de março de 1945  União Soviética Ivan Konev 1973-05-2121 de maio de 1973
6 1945-04-1919 de abril de 1945  União Soviética Aleksandr Vasilevski 1977-12-055 de dezembro de 1977 2ª vez.
7 1945-04-2626 de abril de 1945  União Soviética Rodion Malinovski 1967-03-3131 de março de 1967
8 1945-04-2626 de abril de 1945  União Soviética Fiodor Tolbukhin 1949-10-1717 de outubro de 1949
9 1945-05-3131 de maio de 1945  União Soviética Leonid Govorov 1955-03-1919 de março de 1955
10 1945-05-3131 de maio de 1945  União Soviética Gueorgui Jukov 1974-06-1818 de junho de 1974 2ª vez.
11 1945-06-044 de junho de 1945  União Soviética Semion Timoshenko 1970-03-3131 de março de 1970
12 1945-06-044 de junho de 1945  União Soviética Aleksei Antonov 1962-06-1818 de junho de 1962
13 1945-06-055 de junho de 1945 Reino Unido Bernard Montgomery 1976-03-2424 de março de 1976
14 1945-06-0510 de junho de 1945 Estados Unidos Dwight D. Eisenhower 1969-03-2828 de março de 1969
15 1945-06-2626 de junho de 1945  União Soviética Joseph Stalin 1953-03-055 de março de 1953 2ª vez.
16 1945-07-066 de julho de 1945 Roménia Michael I of Romania 25 de dezembro de 2017
17 1945-08-099 de agosto de 1945 Polónia Michał Rola-Żymierski 1989-10-1515 de outubro de 1989
18 1945-09-088 de setembro de 1945  União Soviética Kirill Meretskov 1968-12-3030 de dezembro de 1968
19 1945-09-099 de setembro de 1945 Iugoslávia Josip Broz Tito 1980-05-044 de maio de 1980
20 1978-02-2020 de fevereiro de 1978  União Soviética Leonid Brezhev 1982-11-1010 de novembro de 1982 Revogada póstumamente.

Destino dos medalhões

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Placa no Grande Palácio do Kremlin em Moscou , listando os destinatários da Ordem da Vitória. O nome de Brezhnev não está na placa, já que sua atribuição foi revogada em 1989.

Após a morte do recebedor da Ordem da Vitória, o medalhão deveria ser devolvido ao Estado.

  • Todas as ordens concedidas aos comandantes soviéticos estão na Rússia.
    • O Museu Central Russo das Forças Armadas tem cinco medalhões: duas de A. Vasilevski, duas de G. Jukov e uma de R. Malinovski.
    • O Repositório de Metais Preciosos e Gemas do Estado (Gokhran) na Rússia possui um medalhão, de K. Rokossovski.
    • As réplicas estão expostas ao público, enquanto os originais permanecem nos arquivos do museu.
    • Todos os outros medalhões que estão na Rússia são armazenados no Kremlin, preservadas pelo Fundo do Diamante.[9]
    • Em 2005, o medalhão nº 20, que havia sido entregue a Leonid Brejnev, foi transferido para o acervo dos Museus do Kremlin de Moscou. Em 2010, juntaram-se a ele oito medalhões: os de Stalin, Rokossovski, Konev, Tolbukhin, Govorov, Meretskov, Antonov e outro de Vasilevski.[14][8]
    • O medalhão de Semion Timoshenko, assim como um dos exemplares que nunca foram entregues, está no museu do Gokhran.
    • Outro não concedido encontra-se no Hermitage, em São Petersburgo.
  • O paradeiro do medalhão que pertenceu a Michał Rola-Żymierski é desconhecido.[14]
  • A ordem de Tito está no Museu de História Iugoslava, em Belgrado (antigo Museu 25 de maio). Desde 2014 está no Imperial War Museum em Londres[14]
  • A Ordem de Dwight D. Eisenhower está em exibição na Biblioteca e Museu Presidencial Dwight D. Eisenhower, em Abilene.[14][24][25]
  • A ordem de Bernard Montgomery está no Imperial War Museum, em Londres.[14]
  • A ordem de Miguel I da Romênia tem localização incerta. Durante as comemorações do 60.º aniversário da Vitória, ele apareceu sem a condecoração. Uma das versões aponta que o monarca teria vendido a medalha no final da década de 1980 por 4 milhões de dólares.[26] Em entrevista à revista Ogoniok em 2011, Miguel afirmou que a ordem estava “em um cofre bancário”.[27] Segundo a versão oficial, a condecoração estaria na propriedade do ex-monarca, em Versoix, na Suíça.[28] Miguel I faleceu em dezembro de 2017, sendo o último cavaleiro vivo da Ordem da Vitória.[29]

Notas

  1. a b 19 ordens, sem contar a concedida a Brejnev em 20 de fevereiro de 1978, que foi revogada após sua morte

Referências

  1. «Decree of the Presidium of the Supreme Soviet of the USSR of November 8, 1943» (em russo) 
  2. a b «К 70-летию учреждения ордена «Победа»» (em russo). Ministério da Defesa da Rússia. 8 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2020 
  3. Dmitry Markov, Ordem da Vitória - 1943 (Russian-medals.net)
  4. Владимир Пахомов (23 de outubro de 2003). ««Слава», озарённая «Победой»» (em russo). Советская Россия. Consultado em 16 de janeiro de 2008. Arquivado do original em 15 de dezembro de 2011 
  5. Kiknadze, V. G. (2006). «Svidetelstvo neprêvzoidiónnogo polkovódcheskogo iskusstva». Военно-исторический журнал (em russo) (6): 2–3 (caderno colorido da revista) 
  6. «Орден «Победа». Л.М. Гаврилова» (em russo). www.kreml.ru. Consultado em 25 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 19 de maio de 2021 
  7. dreamowner (3 de dezembro de 2007). «Pretium laborum non vile». ХайВей. Consultado em 22 de janeiro de 2008. Arquivado do original em 20 de julho de 2012 
  8. a b Ольга Стрельцова, Дмитрий Шаракин (7 de abril de 2015). «Выставка орденов времен Великой Отечественной открылась в Кремле» (em russo). ТВ Центр — Site oficial da emissora. Consultado em 10 de julho de 2017. Arquivado do original em 10 de julho de 2017 
  9. a b Сарычева 2018.
  10. A. M. Vassilevski. «Дело всей жизни» (em russo). 60 лет Великой Победе. Consultado em 24 de dezembro de 2007. Arquivado do original em 24 de março de 2009 
  11. A. M. Vassilevski. «Дело всей жизни» (em russo). 60 лет Великой Победе. Consultado em 24 de dezembro de 2007. Arquivado do original em 24 de março de 2009 
  12. a b c d e f Сазонов, Стефанов 2015, p. 7.
  13. Decreto do Presidium do Soviete Supremo da URSS de 26 de junho de 1945, "Sobre a concessão da Ordem da Vitória ao Marechal da União Soviética Josef Stalin". Pravda Ukrainy, 28 de junho de 1945, nº 126.
  14. a b c d e f g h i Tsyplenkov 2014.
  15. Alexei Abramov (5 de julho de 2002). «Зеркало истории» (em russo). Nezavisimoie Voiennoie Obozrenie. Consultado em 20 de janeiro de 2008. Cópia arquivada em 24 de março de 2009 
  16. a b Selivanov, I. N. (2012). «General de Gaulle — o cavaleiro não consagrado da Ordem da Vitória». Военно-исторический журнал (em russo) (1): 54–57. Cópia arquivada em 29 de setembro de 2015 
  17. «Указ Президиума Верховного Совета СССР «Об отмене Указа Президиума Верховного Совета СССР от 20 февраля 1978 года "О награждении Генерального секретаря Центрального Комитета КПСС, Председателя Президиума Верховного Совета СССР, Президиума Совета Обороны С...»». liders.rusarchives.ru. Consultado em 23 de abril de 2020. Cópia arquivada em 5 de agosto de 2020 
  18. «Орден «Победа» и его кавалеры». Аналитический портал. 9 de agosto de 2010. Cópia arquivada em 2 de janeiro de 2023 
  19. «Ob отмене Указа Президиума Верховного Совета СССР от 20 февраля 1978 года «О награждении Генерального секретаря Центрального комитета КПСС, Председателя Президиума Верховного Совета СССР, председателя Совета обороны СССР маршала Советского Союза Брежнева Л. И. орденом Победа»». Consultant.ru. Consultado em 3 de abril de 2025. Cópia arquivada em 3 de abril de 2021 
  20. Tsyplenkov 2018.
  21. a b Estatuto da Ordem da Vitória. Decreto do Presidium do Soviete Supremo da URSS de 8 de novembro de 1943, "Sobre a instituição da Ordem 'Vitória'" (Boletim do Soviete Supremo da URSS, 1943, nº 48
  22. Voice of Russia, World Service in English (2005) The Order of Victory Arquivado em 2007-09-30 no Wayback Machine
  23. (em russo) Awards and medals of the Soviet Union Орден "Победа"
  24. Artefato do Museu em destaque
  25. Иван Лебедев (11 de março de 2005). «Орден «Победа» в музее Эйзенхауэра». ИТАР-ТАСС. Consultado em 22 de dezembro de 2007. Arquivado do original em 25 de agosto de 2011 
  26. «Кавалеры чужих наград». Труд. 27 de maio de 2008. Consultado em 13 de março de 2011. Arquivado do original em 10 de janeiro de 2014 
  27. Эггерт К. (16 de maio de 2011). ««Гитлер ненавидел меня». Михай Гогенцоллерн-Зигмаринген — король, который пил чай с Муссолини, получал орден от Сталина и разводил кур». Огонёк. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2021 
  28. Вера Щирова (21 de novembro de 2006). «Цена награды». Новые известия. Consultado em 23 de dezembro de 2007. Arquivado do original em 13 de maio de 2012 
  29. «Бывший король Румынии Михай I скончался в Швейцарии». ТАСС. 5 de dezembro de 2017